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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Não. 70 % dos jovens que ingressam a faculdade não perdem a fé . Veja a pesquisa original



A pesquisa não diz que 70% dos jovens abandonam a fé ao entrar na faculdade

O artigo traz:
1- Resumo
2- Análise da pesquisa citada
3- Link da pesquisa em inglês
4-Tradução do texto do link para o portugues

1-Resumo:
  • A pesquisa da LifeWay Research não afirma que 70% dos jovens abandonaram a fé, nem que esse abandono ocorreu por causa da faculdade.
  • O estudo de 2007 constatou que 70% dos adultos de 23 a 30 anos que haviam frequentado regularmente uma igreja protestante na adolescência  interromperam a frequência por pelo menos um ano entre os 18 e 22 anos. O estudo mais recente, publicado em 2019 com dados coletados em 2017, encontrou 66% e os motivos são diversos
  • Portanto, a pesquisa mediu interrupção da frequência à igreja, e não abandono da fé. Além disso, os entrevistados falaram sobre acontecimentos ocorridos entre os 18 e 22 anos; eles não eram, necessariamente, estudantes universitários naquele momento.
  • Entre os jovens que haviam interrompido a frequência e frequentado a faculdade, 47% disseram que a mudança para a faculdade teve algum papel em seu afastamento. Esse percentual não representa todos os jovens e não significa que 47% tenham abandonado a fé por causa da faculdade.
  • Entre os motivos específicos mencionados pelos que se afastaram, 34% disseram que se mudaram para cursar a faculdade e deixaram de frequentar a igreja. Outros motivos foram: membros da igreja considerados julgadores ou hipócritas (32%), falta de conexão com as pessoas da igreja (29%), discordância da posição da igreja sobre questões políticas ou sociais (25%) e responsabilidades de trabalho (24%).
  • A pesquisa também indica que a transição para a vida adulta envolve várias mudanças. Ao conquistar mais independência, tirar a carteira de motorista ou começar a trabalhar, o adolescente passa a ter mais autonomia para decidir se continuará frequentando a igreja. Essas mudanças podem contribuir para o afastamento, mas a pesquisa não demonstra que a faculdade, isoladamente, cause abandono da fé.
  • Em resumo: o estudo não diz que 70% dos jovens abandonam a fé ao entrar na faculdade. Ele diz que 66% dos adultos jovens entrevistados, no estudo de 2019, relataram ter interrompido a frequência regular à igreja por pelo menos um ano entre os 18 e 22 anos, por diversos motivos.

2- Análise da pesquisa original citada

A pesquisa não diz que 70% dos jovens abandonam a fé ao entrar na faculdade

Uma afirmação frequentemente repetida em igrejas, redes sociais e textos sobre juventude cristã diz que 70% dos jovens abandonam a fé quando entram na faculdade. Essa afirmação, porém, não corresponde ao que foi medido pela pesquisa da LifeWay Research.

O estudo não investigou diretamente se os jovens abandonaram a fé. Ele investigou se deixaram de frequentar regularmente uma igreja durante determinado período da transição para a vida adulta (18-22 anos)

Essa diferença é fundamental. Interromper a frequência à igreja não é a mesma coisa que abandonar a fé, tornar-se ateu ou deixar de se identificar como cristão.

O que a pesquisa realmente investigou

A pesquisa publicada pela LifeWay Research em 2019 entrevistou 2.002 adultos americanos entre 23 e 30 anos.

Todos os entrevistados haviam frequentado regularmente uma igreja protestante por pelo menos um ano durante a adolescência.

Os participantes responderam retrospectivamente sobre o período entre os 18 e 22 anos. A LifeWay definiu como “desistente” ou “afastado” aquele que:
deixou de frequentar regularmente a igreja — isto é, duas vezes por mês ou mais — por pelo menos um ano entre os 18 e 22 anos.

Essa definição não mede diretamente a fé pessoal. Ela mede a frequência à igreja.

O número de 70% pertence ao estudo anterior -2007

O número de 70% vem de uma pesquisa anterior da própria LifeWay, realizada em 2007. Naquele estudo, entre adultos de 23 a 30 anos que haviam frequentado regularmente uma igreja protestante na adolescência, 70% disseram ter interrompido a frequência regular por pelo menos um ano entre os 18 e 22 anos.

Portanto, o significado correto do número é:
70% relataram uma interrupção da frequência regular à igreja por pelo menos um ano durante a faixa dos 18 aos 22 anos.

O número não significa:
•que 70% abandonaram a fé;
•que 70% se tornaram ateus;
•que 70% deixaram de se considerar cristãos;
•que 70% foram convencidos pela universidade a rejeitar o cristianismo;
•que 70% abandonaram a fé por causa da faculdade ou durante a faculdade

A pesquisa mais recente encontrou 66%- 2017

O estudo divulgado em 2019, com dados coletados entre setembro e outubro de 2017, encontrou um percentual um pouco menor: 66%.

Isso significa que, entre os adultos jovens pesquisados que haviam frequentado regularmente uma igreja protestante na adolescência, 66% disseram ter parado de frequentar regularmente a igreja por pelo menos um ano entre os 18 e 22 anos. Os outros 34% disseram que continuaram frequentando duas vezes por mês ou mais.

A própria LifeWay observa que a diferença entre os 70% do estudo de 2007 e os 66% do estudo mais recente não é grande o suficiente para afirmar que houve uma melhora estatisticamente comprovada.

Ainda assim, nenhum dos dois números deve ser apresentado como se representasse abandono da fé.

A universidade foi um dos fatores, mas não o único

A pesquisa também perguntou por que os jovens haviam deixado de frequentar a igreja. Entre aqueles que se afastaram e frequentaram a faculdade, 47% disseram que a mudança para a faculdade teve algum papel em seu afastamento.

Esse dado precisa ser lido com cuidado. Ele não significa que:

•47% de todos os jovens abandonaram a fé por causa da faculdade;

•47% de todos os entrevistados deixaram a igreja por causa da faculdade;

•a faculdade foi a causa principal do afastamento de todos os jovens.

O que a pesquisa afirma é mais restrito:

Entre os jovens que já haviam interrompido a frequência à igreja e que frequentaram a faculdade, 47% disseram que a mudança para a faculdade contribuiu de alguma maneira para o afastamento.
A expressão original em inglês é “moved to college”. No contexto brasileiro, a tradução mais clara é “mudou-se para outra cidade ou região para cursar a faculdade”, não se necessariamente a uma residência universitária, mas pode ser, veja abaixo.

A pesquisa não demonstra que as aulas, os professores, o conteúdo acadêmico ou a existência da universidade tenham feito esses jovens abandonar a fé. O dado está relacionado à mudança e à transição de vida associadas à faculdade.

O que significa “mudou-se para cursar a faculdade”

Nos Estados Unidos, muitos jovens deixam a casa dos pais e se mudam para outra cidade ou região quando começam a faculdade. Eles podem morar em uma residência estudantil, em uma república, em um apartamento alugado ou com amigos e parentes.

Por isso, no Brasil, a frase deve ser traduzida com precisão como:
“Mudei-me para outra cidade para cursar a faculdade e deixei de frequentar a igreja.”
Essa mudança pode afetar a vida religiosa por vários motivos: o jovem deixa sua congregação, perde contato com a comunidade local, precisa procurar uma nova igreja e passa a organizar sua rotina com mais autonomia.

No entanto, isso ainda não é o mesmo que abandonar a fé. A pessoa pode ter deixado de frequentar a igreja de sua cidade, mas continuar se identificando como cristã, participar de outra comunidade ou simplesmente atravessar um período de afastamento.

Os outros motivos citados pelos jovens

A LifeWay apresentou os cinco motivos específicos mais citados pelos entrevistados que haviam interrompido a frequência regular à igreja. Os participantes podiam selecionar todas as opções que se aplicavam à sua experiência; por isso, os percentuais não devem ser somados.

Mudança para cursar a faculdade — 34%

34% disseram que se mudaram para cursar a faculdade e deixaram de frequentar a igreja.
Esse é um motivo relacionado a uma mudança de vida. Ele não comprova que o ambiente acadêmico tenha destruído a fé do jovem. Também não informa se a pessoa passou a frequentar outra igreja ou se voltou a frequentar posteriormente.

Membros da igreja pareciam julgadores ou hipócritas — 32%

32% apontaram a impressão de que membros da igreja pareciam julgadores ou hipócritas.
Esse resultado indica que a experiência comunitária teve importância para uma parcela significativa dos que se afastaram. O dado não permite concluir que todos os membros fossem de fato hipócritas; trata-se da percepção relatada pelos entrevistados.

Falta de conexão com as pessoas da igreja — 29%

29% disseram que não se sentiam conectados às pessoas da igreja.
Esse resultado chama atenção para a dimensão relacional da participação religiosa. Uma pessoa pode concordar com a doutrina da igreja e, ainda assim, não se sentir integrada, conhecida ou acompanhada pela comunidade.

Discordância sobre questões políticas ou sociais — 25%

25% afirmaram que discordavam da posição da igreja sobre questões políticas ou sociais.
A pesquisa não especifica, nesse resultado, quais temas políticos ou sociais estavam envolvidos. Portanto, não é possível usar esse percentual para defender uma posição política particular.

Responsabilidades de trabalho — 24%

24% disseram que as responsabilidades de trabalho impediram sua frequência.
Esse dado reforça que o afastamento não está ligado apenas a dúvidas intelectuais ou à influência da universidade. Trabalho, mudança de rotina e outras obrigações também podem dificultar a participação em uma igreja.

A transição para a vida adulta envolve várias mudanças

A LifeWay afirma que a frequência à igreja diminui durante a transição para a vida adulta. Aos 17 anos, 69% dos entrevistados disseram que frequentavam regularmente a igreja. Esse número caiu para 58% aos 18 anos e 40% aos 19 anos. Ao chegar aos 20 anos, aproximadamente um em cada três ainda frequentava regularmente.

Segundo a explicação apresentada pela pesquisa, os adolescentes passam a ter mais independência, tiram a carteira de motorista ou começam a trabalhar. Essas mudanças lhes dão maior autonomia para decidir como usar seu tempo e se continuarão frequentando a igreja.

É importante observar a forma correta de apresentar essa conclusão. A pesquisa não prova que tirar a carteira, começar a trabalhar ou entrar na faculdade cause automaticamente o abandono da igreja. Ela mostra que essas mudanças fazem parte de uma fase da vida em que a frequência religiosa tende a diminuir.

Afastamento temporário não significa abandono definitivo

Outro ponto importante é que alguns jovens voltam a frequentar a igreja.

Entre todos os entrevistados que haviam frequentado regularmente uma igreja protestante na adolescência, 45% disseram que atualmente frequentavam uma igreja pelo menos duas vezes por mês. Além disso, entre aqueles que haviam se afastado por pelo menos um ano, 31% estavam novamente frequentando duas vezes por mês ou mais no momento da pesquisa.

Esses números mostram por que é inadequado transformar “deixou de frequentar por um ano” em “abandonou definitivamente a fé”. O afastamento pode ser temporário, e parte dos jovens retorna à participação comunitária.

A LifeWay também informa que, entre os jovens que haviam frequentado uma igreja protestante na adolescência, aproximadamente 70% ainda se identificavam como protestantes, enquanto 10% se identificavam como católicos, 4% como agnósticos e 3% como ateus.
Esses dados não permitem afirmar que os 66% que interromperam a frequência haviam perdido a fé. Muitos continuavam se identificando com o cristianismo.

O que a pesquisa permite concluir

A pesquisa permite concluir que muitos jovens americanos que frequentavam regularmente uma igreja na adolescência interromperam essa frequência por pelo menos um ano durante a transição para a vida adulta.

Também permite dizer que a mudança para cursar a faculdade contribuiu para o afastamento de uma parte dos entrevistados que frequentaram a faculdade. Entretanto, a pesquisa apresenta diversos outros fatores: independência, trabalho, mudança de cidade, falta de conexão com a igreja, percepção de julgamento, hipocrisia e discordâncias sobre questões políticas e sociais.

A pesquisa não permite concluir que:
•70% dos jovens abandonaram a fé;
•66% dos jovens se tornaram ateus ou agnósticos;
•a faculdade tenha causado o abandono da fé;
•a universidade seja a principal responsável pelo afastamento;
•o estudo represente automaticamente os jovens brasileiros;
•o afastamento tenha ocorrido especificamente no segundo ano da faculdade.

Conclusão

A frase “70% dos jovens abandonam a fé ao entrar na faculdade” não é uma descrição fiel da pesquisa da LifeWay Research.

O que os estudos mostram é que:

Entre adultos jovens americanos que haviam frequentado regularmente uma igreja protestante na adolescência, 70% no estudo de 2007 e 66% no estudo de 2019 disseram ter interrompido a frequência regular à igreja por pelo menos um ano entre os 18 e 22 anos.

Esse afastamento ocorreu por vários motivos. Entre os que frequentaram a faculdade e já haviam se afastado, 47% disseram que a mudança para a faculdade teve algum papel. Entre os motivos específicos, 34% mencionaram ter se mudado para cursar a faculdade e deixado de frequentar a igreja.

Portanto, a formulação mais correta é:

A pesquisa da LifeWay não diz que 70% dos jovens abandonam a fé ou que a faculdade causa esse abandono. Ela diz que 66% dos adultos jovens pesquisados relataram ter interrompido a frequência regular à igreja por pelo menos um ano entre os 18 e 22 anos, por diversos motivos.
Essa distinção evita exageros e respeita os dados originais da pesquisa.


3-Link da pesquisa citada em ingles

A pesquisa em inglês pode ser acessada no link https://research.lifeway.com/2019/01/15/most-teenagers-drop-out-of-church-as-young-adults/

4-Texto do link- traduzido para o português

Abaixo trago em português uma tradução da página:




Dois terços daqueles que frequentaram a igreja regularmente por pelo menos um ano na adolescência dizem que também a deixaram de frequentá-la por pelo menos um ano na fase adulta jovem.

Por Aaron Earls

Embora os bancos da igreja possam estar cheios de adolescentes, um novo estudo indica que estudantes universitários podem ser uma visão muito mais rara nas manhãs de domingo.

Dois terços (66%) dos jovens adultos americanos que frequentaram uma igreja protestante regularmente por pelo menos um ano na adolescência afirmam ter abandonado a prática por pelo menos um ano entre os 18 e os 22 anos, de acordo com um novo estudo da Lifeway Research, com sede em Nashville. Trinta e quatro por cento (34%) afirmam ter continuado a frequentar a igreja duas vezes por mês ou mais.






Embora os 66% possam ser preocupantes para muitos líderes religiosos, os números podem parecer mais animadores quando comparados a um estudo de 2007 da Lifeway Research . Anteriormente, 70% dos jovens de 18 a 22 anos haviam se afastado da igreja por pelo menos um ano.

“A boa notícia para os líderes cristãos é que as igrejas não parecem estar perdendo mais alunos do que há 10 anos. No entanto, a diferença na taxa de evasão escolar agora e naquela época não é estatisticamente grande o suficiente para afirmar que houve uma melhora”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research.

“A realidade é que as igrejas protestantes continuam a ver a nova geração se afastar ainda jovens adultos. Independentemente de quaisquer fatores externos, a igreja protestante está diminuindo lentamente por dentro.”

Quando eles desistem


O estudo constatou que a taxa de abandono escolar entre jovens adultos aumenta com a idade.

Embora 69% afirmem frequentar a igreja aos 17 anos, esse número cai para 58% aos 18 e para 40% aos 19. Ao chegarem aos 20 anos, cerca de 1 em cada 3 diz frequentar a igreja regularmente.




“De modo geral, as igrejas protestantes observam que muitos adolescentes frequentam os cultos regularmente apenas por um período determinado. Muitas famílias simplesmente não os frequentam com tanta frequência”, disse McConnell.

“À medida que esses adolescentes chegam ao final da adolescência, mesmo aqueles com histórico de frequência regular à igreja acabam se afastando, seja por conquistarem maior independência, tirarem a carteira de motorista ou conseguirem um emprego. A questão é: eles se tornarão como os adultos mais velhos que têm tudo isso e ainda frequentam a igreja, ou os estudantes optarão por ficar afastados por mais de um ano?”


Ben Trueblood, diretor do ministério estudantil da Lifeway , disse que esses números refletem o problema em questão. "Estamos vendo adolescentes abandonarem a igreja ao saírem do ensino médio e deixarem o ministério estudantil", afirmou. "Esse momento de transição costuma ser tarde demais para as igrejas agirem."

Por que eles desistem?

Praticamente todos os que abandonaram os estudos (96%) citaram uma mudança em sua situação de vida como motivo para o abandono. Menos pessoas mencionaram que o motivo estava relacionado à igreja ou ao pastor (73%); a crenças religiosas, éticas ou políticas (70%); ou ao ministério estudantil (63%).









Os cinco motivos específicos mais frequentemente escolhidos para o abandono da igreja foram: 

  • mudança para a faculdade e não mais frequentá-la (34%); 
  • membros da igreja parecerem preconceituosos ou hipócritas (32%); 
  • não se sentir mais conectado com as pessoas da igreja (29%); 
  • discordar da posição da igreja sobre questões políticas ou sociais (25%); 
  •  responsabilidades de trabalho (24%).

Quase metade (47%) daqueles que abandonaram os estudos e ingressaram na faculdade afirmam que a mudança para a faculdade contribuiu para que deixassem de frequentar a igreja por pelo menos um ano. [Mudar-se para a faculdade e não frequentar mais: Traduz-se perfeitamente como "mudar-se para a faculdade e não frequentar mais". Como os jovens americanos frequentemente mudam de cidade ou estado para morar nos alojamentos das universidades, essa distância geográfica e a nova rotina acabam quebrando o hábito de ir aos cultos."]

“A maioria dos motivos pelos quais os jovens adultos deixam a igreja reflete mudanças nas prioridades pessoais e em seus próprios hábitos”, disse McConnell. “Mesmo quando as igrejas comunicam fielmente suas crenças por meio de palavras e ações, nem todos os adolescentes que as frequentam abraçam ou priorizam essas crenças.”

Entre todos os que abandonaram a igreja, 29% afirmam que planejavam se afastar dela após a formatura do ensino médio. Sete em cada dez (71%) dizem que o abandono não foi uma decisão intencional.

“Na maioria dos casos, as pessoas não estão deixando a igreja por amargura, influência de ateus universitários ou por renúncia à sua fé”, disse Trueblood.

“O que a pesquisa nos mostra pode ser ainda mais preocupante para as igrejas protestantes: não havia nada na experiência religiosa ou na base de fé desses adolescentes que os levasse a buscar uma conexão com uma igreja local ao entrarem em uma nova fase da vida. O tempo que dedicavam às atividades da igreja foi simplesmente substituído por outra coisa.”

Onde eles estão agora?

Nem todos os adolescentes abandonam a igreja quando jovens adultos. Um terço (34%) afirma ter frequentado a igreja consistentemente duas vezes por mês ou mais até os 22 anos de idade.




Aqueles que permaneceram na igreja a consideravam uma parte importante de toda a sua vida. Quando questionados sobre o motivo de permanecerem na igreja, mais da metade afirmou que ela era essencial para seu relacionamento com Deus (56%) e que desejavam que a igreja os ajudasse a tomar decisões no dia a dia (54%).

Aproximadamente 4 em cada 10 pessoas (43%) afirmam que gostariam de seguir o exemplo de um dos pais ou de outro membro da família.

Números semelhantes afirmam que continuaram a frequentar a igreja porque as atividades religiosas eram uma parte importante de suas vidas (39%), sentiam que a igreja os ajudava a se tornarem pessoas melhores (39%) ou estavam comprometidos com o propósito e o trabalho da igreja (37%).

Entre todos os jovens adultos que frequentaram a igreja regularmente por pelo menos um ano na adolescência, quase metade (45%) frequenta atualmente pelo menos duas vezes por mês, incluindo mais de um quarto (27%) que frequenta uma vez por semana ou mais.

Outros 8% dizem frequentar as aulas uma vez por mês, enquanto 25% afirmam frequentá-las algumas vezes por ano. Vinte e dois por cento daqueles que frequentaram as aulas regularmente por pelo menos um ano na adolescência dizem agora que não frequentam de forma alguma.

Entre aqueles que abandonaram os estudos por pelo menos um ano, 31% estão frequentando as aulas duas vezes por mês ou mais atualmente.

“De certa forma, podemos nos sentir encorajados pelo fato de alguns retornarem”, disse Trueblood, “mas, ao mesmo tempo, devemos reconhecer que, quando alguém abandona os estudos nesses anos, há 69% de chance de que essa pessoa não volte mais”.

Ele aconselhou as igrejas a começarem trabalhando para diminuir o número de pessoas que abandonam o ministério. "Há medidas que podemos começar a tomar com aqueles que estão atualmente no ministério estudantil, que os manterão conectados desde o início desses anos."

Trueblood também afirmou que as igrejas deveriam ter um foco estratégico nos indivíduos durante os anos tradicionais da faculdade. "Em muitos lugares, essa é uma área ministerial esquecida e com poucos recursos", disse ele. "O foco é colocado nas crianças, nos estudantes e só volta a ser dado quando a pessoa entra na fase de 'família jovem'. Isso precisa mudar."

Entre aqueles que frequentaram uma igreja protestante na adolescência, 7 em cada 10 dizem ser protestantes atualmente. Outros 10% se identificam como católicos. Poucos se declaram agnósticos (4%) ou ateus (3%).

“Embora alguns jovens adultos que deixam a igreja estejam rejeitando a fé da infância, a maioria opta por manter muitas das crenças que tinham, mas com uma frequência menor à igreja”, disse McConnell.


Metodologia:
Um painel online demograficamente equilibrado foi utilizado para entrevistar adultos americanos com idades entre 23 e 30 anos. O estudo foi patrocinado pela Lifeway Students.

A pesquisa foi realizada entre 15 de setembro e 13 de outubro de 2017. Foram utilizados pesos leves para equilibrar gênero, etnia, escolaridade e região. A amostra foi selecionada para incluir apenas aqueles que frequentaram uma igreja protestante regularmente (duas vezes por mês ou mais) por pelo menos um ano no ensino médio. A amostra final é composta por 2.002 questionários.

A amostra oferece 95% de confiança de que a margem de erro da pesquisa online não excede 2,4% para mais ou para menos. Essa margem de erro leva em consideração o efeito da ponderação. As margens de erro são maiores em subgrupos.

As comparações são feitas com uma pesquisa online da Lifeway Research com 1.023 jovens adultos de 18 a 30 anos, realizada entre abril e maio de 2007.


Fonte
LifeWay Research. “Most Teenagers Drop Out of Church When They Become Young Adults.” 15 de janeiro de 2019.

A pesquisa foi realizada entre 15 de setembro e 13 de outubro de 2017, com 2.002 adultos americanos de 23 a 30 anos que haviam frequentado regularmente uma igreja protestante por pelo menos um ano na adolescência.


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