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domingo, 30 de agosto de 2015

Mitos e Verdades sobre a Teologia da Prosperidade







Citações em azul

Resposta aos erros em vermelho

1-Sinônimos de Teologia da Prosperidade:


  • Evangelho da saúde e da prosperidade', 
  • Palavra da fé 
  • Movimento da fé
  • Teologia da Confissão Positiva (nome mais apropriado)
2-Definição 
 As fórmulas de fé são o nome do jogo. Esse é o motivo pelo qual o Movimento da Fé também tem sido chamado de Movimento da Confissão Positiva. A doutrina da Fé ensina que as confissões servem para dar efeito à fórmula da fé, fazendo com que a lei espiritual funcione em favor de quem as pronuncia. As confissões positivas ativam o lado positivo da força; e as confissões negativas ativam o seu lado negativo. Duma perspectiva prática, pode-se dizer que a lei espiritual (que rege todas as coisas na esfera da eternidade) é a força derradeira do Universo.(Idem p. 79)
"O Movimento da “Fé” acredita que a mente e a língua humanas contêm uma habilidade ou poder sobrenatural. Quando alguém fala, expressando a sua fé em leis supostamente divinas, seus pensamentos e expressão verbal positivos produzem uma “força” supostamente divina que irá curar, proporcionar riqueza, trazer sucesso e, de outras maneiras, influenciar o ambiente. Kenneth Copeland ensina que “a força poderosa do mundo espiritual, o qual cria as circunstâncias que nos rodeiam, é controlada pelas palavras pronunciadas pela boca humana. Essa força vem de nosso interior”.2 Portanto, “não há nada nesta terra tão grande ou poderoso... que não possa ser controlado pela língua... É até possível controlar Satanás, aprendendo a controlar a própria língua”.3 Segundo os pregadores da “Fé”, Deus responde automaticamente e realiza o que ordenamos quando confessamos nossas necessidades e desejos pela fé, de maneira positiva.4' (Os fatos sobre: O Movimento da Fé, p.11)
 Kenneth Copeland põe a questão nestes termos: “A língua de vocês é o fator decisivo na sua vida...”;1 “Vocês podem controlar Satanás aprendendo a controlar a própria língua”.2 Diz ainda: Vocês têm sido condicionados, desde o nascimento, a falar palavras bnegativas, carregadas de sentimentos de morte. Inconscientemente, em sua conversação diária, vocês usam palavras que se referem a morte, enfermidade, ausência, temor, dúvida e incredulidade: Quase morri de susto! Estou morrendo de vontade de fazer isso ou aquilo. Pensei que ia morrer de tanto rir. Ainda morro disso! Isso me deixa doente! Essa confusão está acabando comigo. Acho que vou pegar um resfriado. Não agüento mais isso. Duvido que... Quando proferem essas palavras vocês nem suspeitam do que acontece, mas estão trazendo sobre si mesmos forças negativas e brasas incandescentes... Suas palavras liberam os poderes de Satanás... (Cristianismo em Crise, p. 277-278)

“Deus criou o universo dizendo que este viesse a existir. Ele deu a você essa mesma habilidade na forma de palavras.”10 Deus é, portanto, um Deus de “palavra de fé”, que criou o homem à Sua imagem e lhe deu o potencial de usar o poder que Ele manifestou na criação.11 “O homem é então um espírito, perfeitamente capaz de operar no mesmo nível de fé que 12 Deus.”12 Como resultado, “você tem o poder de Deus à sua disposição”.13 Tudo isso explica porque a maioria dos pregadores da Fé pensa que o homem é um deus literal - nas palavras de Copeland, um ser “da classe de Deus”.14  (Os fatos sobre: O Movimento da Fé, p.12-13)
 As palavras são os receptáculos que contêm a substância da fé. De acordo com a teologia da Fé, se você proferir palavras de fé, ativará o lado positivo da força; mas se disser palavras de temor, estará ativando o lado negativo dessa força. No vernáculo da Fé, isso é chamado de “fazer confissões positivas ou negativas”. O movimento da Fé quer nos fazer acreditar que tudo quanto nos acontece é um resultado natural de nossas palavras: “As palavras são receptáculos espirituais, e a força da fé é liberada através das palavras”.8 É, conforme explicou Copeland: Deus usou palavras ao criar os céus e a Terra...Cada vez que Deus falou, ele liberou a sua fé — o poder criativo que fez suas palavras acontecerem (Cristianismo em crise, p. 73)
 Ensina Frederick Price: “Eu não olho para um câncer. Eu não olho para um tumor... Não posso olhar para o natural e... dizer... ‘estou enfermo’. Porque quando eu digo isso, estou assinando embaixo. Uma vez que o assuma, ele me pertence legalmente. Satanás pode forçá-lo contra meu corpo. E acabará me matando com o mesmo”. (Cristianismo em crise, p 281)
3-Movimento multifacetado
O Movimento da Fé, assim como todos os outros movimentos, compõe-se de vários grupos, cada qual com suas particularidades, mas compartilhando um tema. uma visão e um alvo comuns.8 Por essa razão, as numerosas igrejas, mestres e adeptos do Movimento da Fé devem ser julgados sobre uma base individual. Cada um deles deve erguer-se ou cair segundo seus próprios (des)méritos.
 Os Ministérios Kenneth Copeland, encabeçados por Kenneth e Glória Copeland, por exemplo, têm todas as marcas duma seita. Em primeiro lugar, possui uma estrutura formal de hierarquia, conta com as facilidades duma organização centralizada, além de ser equipado com canais próprios de publicação e distribuição. Em adição a isso, conforme será plenamente documentado, eles subvertem muitos pontos essenciais do cristianismo histórico, pregando sua própria variação de teologia que, embora antibíblica, é aceita sem perguntas pela grande maioria de seus devotos. Outrossim, os seguidores mais ferrenhos consideram os Copelands como a autoridade final em questões de fé e prática. Assim, podemos caracterizá-los legitimamente como líderes duma seita, representantes, no vernáculo do apóstolo Paulo, de “outro evangelho” (G1 1.6,7)." (Cristianismo em crise, p. 48)

4-Pontos positivos do movimento:
"Não se pode negar que o movimento de confissão positiva tem várias coisas a nos ensinar, tais como orar com fé, orar crendo nas promessas de Deus e ter uma mente positiva, evitando, assim, atitudes pessimistas, tão comuns em muitas pessoas que se dizem cristãs. Nestes aspectos, precisamos reconhecer que a confissão positiva tem algo a nos transmitir e devemos ser humildes o suficiente para receber tais ensinos.(Super Crentes, p. 6)

5- Origem

Geralmente se liga a Kennyon, mas  antes dele Norman Vincent Peale ja ensinava a base da teologia da confissão positiva:


"Muitas pessoas no movimento da confissão positiva consideram Kenneth Hagin como o pai deste ensino...
 Entretanto, quando se investiga o desenvolvimento histórico do movimento, chega-se à conclusão de que o verdadeiro pai da confissão positiva é Essek William Kenyon. Ern Baxter, que conheceu e conviveu com Kenyon, declara que ele sem dúvida foi influenciado por Mary Baker Eddy, fundadora da seita norte-americana Ciência Cristã....
O ministério de Kenneth Hagin é hoje um dos maiores do mundo e sua influência tem se espalhado por muitas partes do globo. Em 1966, Hagin estabeleceu o centro de suas atividades na cidade de Tulsa, em Oklahoma. Em 1974, iniciou a Escola Bíblica por Correspondência Rhema e o Centro de Treinamento Bíblico Rhema em Tulsa. Esta escola já formou cerca de 6.600 alunos. A revista Word of Faith (Palavra da Fé) do movimento é enviada para 190 mil lares mensalmente e calcula-se que cerca de 20 mil fitas cassete de estudos são distribuídas a cada mês. Já foram vendidos cerca de 33 milhões de cópias de seus 126 livros e panfletos. Os bens da organização estão avaliados em 20 milhões de dólares. 15 Depois que se formam na Escola Rhema, os alunos espalham-se por diferentes partes do mundo, levando em sua bagagem os ensinos de uma fé triunfalista e de um evangelho certamente controvertido. "(Idem p.7- 15)


Uma única parte da Bíblia realizará isso para você. O capítulo 11 de S. Marcos é suficiente. Você encontrará o segredo nas seguintes palavras que constituem uma das maiores fórmulas desse livro: “Tem fé em Deus (isso é positivo, não?), pois em verdade te digo que todo aquele que disser a esta montanha (é específico esse ponto) que se remova (isto é, afaste-se) e se lance ao mar (isto é, longe da vista — qualquer coisa que se atirar ao mar desaparecerá para sempre. O Titanic jaz no fundo do mar. O fundo do mar está semeado de navios. Lance o obstáculo denominado “montanha” às águas) e se não tiver dúvidas no coração — (por que se emprega aqui a palavra coração? Porque ela quer dizer que você não deve alimentar dúvidas em seu subconsciente, na sua essência interior. Não é tão superficial quanto a dúvida no espírito consciente. Esta é normal e inteligente indagação. É a dúvida profunda e fundamental que deve ser evitada) deverá crer que aquelas coisas que ele disser haverão de suceder e ele terá aquilo que disser” (Marcos 11:22-23). ..Repita sempre aquelas palavras citadas acima, até que as grave bem em seu espírito, que desçam ao seu coração e se integrem em você. Cito-as mais uma vez: “…Tem fé em Deus, pois em verdade te digo que, todo aquele que disser a esta montanha que se remova e se lance ao mar, e não tiver dúvidas no coração, deverá crer que aquelas coisas que ele disse hão de suceder e ele terá aquilo que disser” (Marcos 11:22-23)....

 

Sugiro que você afirme todos os dias com fé, quando enfrentar os problemas da vida, o seguinte: “Acredito que Deus me dá forças para conseguir o que realmente desejo”. Nunca mencione coisas ruins. Não pense nisso. Elimine-as de seu espírito. Declare pelo menos dez vezes ao dia: “Espero tudo que é bom e com auxílio de Deus hei de consegui-lo”. Procedendo assim, seus pensamentos convergirão sempre para o que é bom e se transformarão numa grande força para a realização de seus desejos.

 Uma das funções importantes da oração é o estímulo que ela dá às idéias, tornando-as criadoras. Há em nosso espírito todos os recursos de que precisamos para viver felizes. As idéias acham-se presentes em nosso subconsciente e, quando libertadas, podem conduzir-nos ao êxito em qualquer projeto, se devidamente amparadas. Quando o Novo Testamento diz “O reino de Deus está dentro de nós” (Lucas 17:21 ), está nos informando que Deus, nosso Criador, colocou em nosso espírito toda força e capacidade de que necessitamos para uma vida construtiva. Cumpre-nos arrancá-las de nós mesmos e desenvolvê-las....

Eis a fórmula: (l) Oração, (2) Imaginação e (3) Realização. Por “oração”, meu amigo se referia a um sistema diário de orações criadoras. Quando surgia um problema, ele o analisava com Deus, fazendo suas orações de maneira simples e direta. Além disso, não conversava com Deus concebendo-o como uma sombra imensa e remota: concebia Deus como estando a seu lado, no escritório, em casa, na rua, no automóvel, sempre perto, como um sócio, como um companheiro muito íntimo. Levava a sério a injunção da Bíblia: “Ore sem cessar”. lnterpretava-a como significando que devia debater com Deus, de maneira natural e normal, as questões que tinham de ser resolvidas e tratadas. A divindade passou finalmente a dominar-lhe o subconsciente. “Orava” todos os dias. E o fazia quando passeava ou andava de carro ou quando exercia outras atividades cotidianas. Vivia sempre orando. Não se ajoelhava sempre para oferecer suas orações, mas costumava, por exemplo, perguntar a Deus como a um companheiro muito íntimo: “Que devo fazer sobre isso, Senhor?”, ou “Lançai uma nova luz sobre este ponto, Senhor”. Seu espírito estava embebido de orações e ele as aplicava em suas atividades.


O segundo ponto de uma fórmula de oração criadora é a “imaginação”. O fator básico na física é a força. O fator básico na psicologia é o desejo realizável. O homem que pressupõe o êxito tende a alcançá-la. As pessoas que pressupõem o fracasso acabam fracassando. Quando se imagina o fracasso ou êxito, um ou outro tende a tornar-se realidade em termos equivalentes ao que se imaginou. Para assegurar que algo de valor aconteça, faça suas orações e experimente se aquilo que deseja está de acordo com a vontade de Deus; imagine depois firmemente que o seu desejo vai materializar-se. Continue a submeter à vontade de Deus o desejo que idealizou — isto é, coloque a questão nas mãos de Deus — e siga a orientação do Todo-Poderoso. Trabalhe árdua e inteligentemente, contribuindo assim com sua parte para a obtenção do êxito. Pratique a crença e continue a sustentar firmemente no pensamento o que imaginou. Faça-o e ficará surpreso com os caminhos estranhos pelos quais se materializará o seu desejo. É a “realização” daquilo que imaginou. Aquilo por que você orou e que imaginou se “realiza” de conformidade com o padrão de seu desejo quando subordinado ao auxílio de Deus e se, além disso, você se entregar inteiramente à sua realização.

O PODER DO PENSAMENTO POSITIVO Tradução LEONIDAS GONTIJO DE CARVALHO. Editora Cultrix


6- Desenvolvimento da teologia da confissão positiva

E.W. Kenyon (1867–1948) (O Arquiteto): Funde as premissas do New Thought com a teologia da expiação evangélica. Defendia em resumo:

  • Morte Espiritual de Jesus (JDS - Jesus Died Spiritually): Defendia que a morte física de Jesus na cruz não foi suficiente para salvar a humanidade. Ele acreditava que Jesus morreu espiritualmente, assumiu a natureza decaída do homem (e, portanto, a natureza de Satanás), foi para o inferno como um pecador, sofreu o tormento ali e, após pagar a dívida jurídica, foi "nascido de novo" no inferno antes de ressuscitar.
  • A Confissão como Gatilho Legal: Acreditava que as palavras humanas têm valor de assinatura em um contrato. Dizer "estou doente" é assinar o documento da doença concedido por Satanás. Dizer "estou curado" é forçar o tribunal divino a liberar o benefício da saúde.
  •  A Redenção Jurídica e Vital: Dividia a salvação em duas fases. A Redenção Jurídica (o que Deus fez por nós na cruz, um fato legal consumado) e a Redenção Vital (o que Deus faz dentro de nós quando tomamos posse desse direito).

 
F.F. Bosworth (1877–1958) (O Transmissor): Absorve Kenyon nos anos 1920, sistematiza isso no livro Christ the Healer (1948) e injeta essa teologia diretamente nas campanhas de William Branham, atuando como seu mentor.

  • A Cura Universal na Expiação: Defendia categoricamente que a cura do corpo físico estava inserida na expiação de Cristo exatamente na mesma proporção que o perdão dos pecados. Para Bosworth, se Deus quer salvar todos os homens, Ele também quer curar todos os doentes. Dizer que Deus usa a doença para provar ou ensinar o crente era, para ele, um insulto à obra da cruz.
  • O Erro da Oração Condicional: Combatia ferozmente o uso da frase "se for da Tua vontade" ao orar pelos enfermos. Ele ensinava que essa frase destrói a fé, pois a vontade de Deus já foi revelada na Bíblia (que é sempre curar). Orar pedindo a cura sob condição era uma prova de ignorância teológica ou falta de fé.
  • O Sintoma como "Mentira de Satanás": Defendia que se uma pessoa confessou a cura, a persistência dos sintomas físicos após a oração não significava que a cura falhou, mas sim que o diabo estava tentando impor um "sintoma mentiroso". O crente deveria ignorar o corpo e manter a confissão até que a realidade física se curvasse à palavra proferida.


William Marrion Branham (1909-1965)- O Catalisador Místico: 
  • Introduziu a doutrina da "Palavra Falada" (Spoken Word) com foco no decreto criativo. Embora operasse por alegadas revelações pessoais e visões, sua mente e seu público eram preparados todas as noites pela pregação e pela literatura de seu mentor, F.F. Bosworth. 
  • Acreditava que a palavra de um homem sob a unção total do Espírito não era apenas uma oração que subia a Deus, mas a própria voz de Deus operando na Terra. Ele cria que o crente no topo do amadurecimento espiritual reassumia o poder do Gênesis e podia criar coisas ex nihilo (do nada) apenas decretando a sua existência.


Gordon Lindsay (1906–1973) (O Divulgador): Amigo de Kenyon e de Bosworth, Lindsay funda a revista The Voice of Healing (1948) para promover Branham e Bosworth, criando a rede que lançaria todos os outros pregadores.


T.L. Osborn (1909–1965) (O Pragmático): Lê os livros de Kenyon, assiste às reuniões de Branham organizadas por Bosworth, e une o "direito legal de cura" de Kenyon/Bosworth ao modelo de cruzadas em massa.

Oral Roberts (1918–2009) Prosperidade Financeira

É o homem que pegou a engrenagem conceitual da Confissão Positiva e do Healing Revival e instalou nela o turbo compressor financeiro que conhecemos hoje como a Teologia da Prosperidade.

Enquanto Kenyon e Bosworth focavam na saúde e Hagin na mecânica da fé, Oral Roberts decodificou a relação do cristão com o dinheiro, levando o movimento para a televisão e para o mainstream cultural americano.

  •  A Doutrina da "Semente da Fé" (Seed-Faith)-Esta foi a sua maior inovação doutrinária. Roberts transformou o ato de dar dinheiro à igreja de uma "obrigação litúrgica" ou "caridade" para um investimento espiritual com retorno financeiro garantido. Ele baseou isso em três leis estritas: Deus é a sua Fonte: O crente não deve depender do governo, do emprego ou da economia, mas sim de Deus. Dar para Receber: Baseado na agricultura, ele ensinava que você não pode colher se não plantar. O dinheiro dado ao ministério não era um gasto, era uma "semente". Esperar a Colheita: O doador tinha o direito teológico de exigir e esperar um retorno financeiro multiplicado vindo de Deus através de canais inesperados.

  • O Conceito do "Ponto de Contato" (Point of Contact)- Roberts percebeu que a massa precisava de algo físico para liberar a fé invisível à distância (especialmente através do rádio e da televisão). Ele ensinava que um Ponto de Contato era qualquer ato físico que o fiel fazia no momento exato da oração para "ligar" a sua fé a Deus. Isso incluía tocar o aparelho de rádio ou a tela da TV enquanto ele orava, usar paninhos ungidos (prayer cloths) enviados pelo correio para os doadores, ou bater as mãos. Essa prática foi totalmente absorvida e massificada pelo neopentecostalismo brasileiro décadas depois.


  •  A Teologia do Deus Bom (God is a Good God)- Roberts começou seu ministério em uma época em que o pentecostalismo clássico era marcado por uma forte herança de ascetismo, onde a pobreza e o sofrimento eram frequentemente vistos como sinais de santidade e humildade.Ele quebrou esse paradigma criando o jargão: "God is a good God" (Deus é um Deus bom).Para Roberts, se Deus é bom, o plano dEle para o crente inclui necessariamente abundância material, roupas de qualidade, carros novos e sucesso social nesta vida. Ele afirmava que a pobreza era uma maldição satânica que precisava ser quebrada, e não uma virtude cristã.

  • .A Fusão entre Fé, Ciência e Educação- Diferente de William Branham ou A.A. Allen, que atacavam a medicina e a erudição acadêmica, Roberts acreditava na integração.Ele defendia que Deus curava tanto pelo poder sobrenatural quanto pela medicina (que ele chamava de "cura natural de Deus"). Isso o levou a fundar a Oral Roberts University (ORU) em 1963 e um gigantesco complexo hospitalar e de pesquisa médica chamado City of Faith Medical and Research Center em 1981. Ele cria que os médicos evangélicos e os ministros de cura deveriam trabalhar nos mesmos corredores.

Kenneth Hagin (1917–2003) (O Sistematizador): Opera no mesmo circuito da Voice of Healing, absorve toda a atmosfera de Branham/Bosworth e copia textualmente os livros de Kenyon para fundar a marca formal Word of Faith (Confissão Positiva).Absorve os conceitos de Oral Roberts

7- Principais proponentes atuais:

7.1.  Estados Unidos (EUA)

Nos EUA, os líderes atuais dividem-se entre a "velha guarda" que se recusa a se aposentar e os novos herdeiros que suavizaram o discurso estético, embora mantenham a mesma essência financeira.

Kenneth Copeland (90 anos): É o patriarca vivo do movimento e o elo direto com Hagin e Oral Roberts. Ele continua liderando o Kenneth Copeland Ministries (KCM) no Texas. Copeland radicalizou a Teologia da Prosperidade a níveis estratosféricos, justificando a compra de múltiplos jatos privados sob o argumento de que "não pode viajar em aviões comerciais cheios de demônios" e que os jatos são "instrumentos para semear a palavra".


Joel Osteen: Pastor da Lakewood Church em Houston (a maior megaigreja dos EUA, instalada em uma antiga arena de basquete). Osteen é a versão gourmet e altamente palatável da Confissão Positiva. Ele removeu os termos teológicos pesados e o foco agressivo em demônios, transformando a mensagem em um "coaching de autoajuda cristã". Sua teologia resume-se ao jargão de Hagin: declare coisas boas sobre sua vida, pense positivo e Deus te fará prosperar.


Creflo Dollar: Líder da World Changers Church International. Embora em 2022 ele tenha feito uma declaração pública surpreendente afirmando que esteve errado ao pregar o dízimo obrigatório por lei bíblica, ele continua sendo um dos maiores expoentes históricos da Prosperity Gospel radical no ambiente afro-americano.


Jesse Duplantis: Outro veterano do círculo de Copeland que continua extremamente ativo na TV e na internet. Ficou mundialmente famoso ao pedir que seus seguidores doassem para que ele comprasse um jato Falcon 7X de 54 milhões de dólares, afirmando que "se Jesus estivesse na Terra hoje, não estaria andando em um jumento, estaria voando em um avião".


Paula White-Cain: Uma das mulheres mais influentes do movimento e conselheira espiritual do ex-presidente Donald Trump. Ela aplica a "Semente da Fé" de Oral Roberts de forma agressiva em seus programas de TV, frequentemente pedindo "ofertas de primícias" ou "sementes específicas" para quebrar maldições familiares.

7.2.  Brasil

No Brasil, o neopentecostalismo engoliu a Teologia da Prosperidade tradicional e criou um império midiático e político sem paralelos no mundo.

Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus - IURD): Continua sendo a figura central do mercado religioso brasileiro. A Universal institucionalizou a "Semente da Fé" através da campanha semestral da Fogueira Santa de Israel. O conceito de Roberts do "Ponto de Contato" é a engrenagem diária da igreja através de sabonetes, óleos, fitas e lenços distribuídos aos fiéis.


R. R. Soares (Igreja Internacional da Graça de Deus): Cunhado de Edir Macedo, ele é o tradutor oficial da literatura de Kenneth Hagin no Brasil (sua editora, a Graça Editorial, detém os direitos de quase todos os livros de Hagin no país). Seu discurso na TV é a cópia exata do modelo Word of Faith: determinar a cura com autoridade e patrocinar o ministério (semear).


Estevam e Sônia Hernandes (Igreja Renascer em Cristo): Foram os responsáveis por introduzir a Teologia da Prosperidade na classe média e alta brasileira nos anos 1990/2000, criando o conceito de "Gospel". Eles criaram o "Dia do Pacto" e a doutrina da "Unção Apostólica de Prosperidade", ensinando que a fidelidade financeira destrava chaves de riqueza no mundo dos negócios.


Silas Malafaia (Assembleia de Deus Vitória em Cristo - ADVEC): Embora vindo de uma raiz assembleiana tradicional (pentecostal clássica), Malafaia migrou fortemente para a Teologia da Prosperidade de mercado nos anos 2000. Ele se tornou o principal importador dos pregadores de prosperidade americanos (trazendo o próprio Morris Cerullo e Mike Murdock para suas conferências). Ficou famoso por campanhas onde distribuía a "Bíblia da Batalha Espiritual" ou a "Bíblia da Vitória Financeira" para quem semeasse valores específicos em seu ministério.


Valdemiro Santiago (Igreja Mundial do Poder de Deus): Dissidente da Universal, ele levou a Teologia da Prosperidade de volta para as camadas mais populares e rurais. Seu foco é o milagre físico imediato mediado por "sementes" físicas (o feijão abençoado, o lenço com o suor do apóstolo), radicalizando a ideia do Ponto de Contato de Oral Roberts.

Igreja Verbo da Vida

8-Vertentes Atuais

A Linha Pop/Coaching  (Motivation Preaching -EUA) (Ex: Joel Osteen, T D Jakes): Foca no bem-estar psicológico, no pensamento positivo e no sucesso pessoal. O dinheiro é consequência de uma mente alinhada com Deus. Semelhante a Nornam Vincent Peal. Aqui no Brasil o destaque é Tiago Brunet, mas várias igrejas tem adotado esta linha.


A Linha Hardcore/Corporativa (Ex: Kenneth Copeland, Edir Macedo, Silas Malafaia): Mantém a mecânica original de que a semente financeira agressiva e o sacrifício no altar são os únicos detonadores contratuais que obrigam Deus a liberar a riqueza e a cura.



9-Avaliando os erros do Movimento
Ao combater os erros que confrontam o cristianismo, é importante compreender que nem todos eles têm a mesma substância; alguns são mais claramente destrutivos que outros. Pode ser útil descrevê-los como repousando sobre um continuum que vai desde o declaradamente tolo até o perigosamente sério. O comentário de Benny Hinn sobre as mulheres, que teriam sido originalmente constituídas para dar à luz pelo lado, por exemplo, pode ser considerada uma declaração tola - a qual, apesar de não ser bíblica, não representa qualquer ameaça ao que a doutrina cristã tem de essencial.9 Por outro lado, ensinos como aquele que diz que Deus possui um corpo físico, que os seres humanos foram criados como duplicatas exatas de Deus, e que Cristo foi transformado num ser satânico, caem direitinho no outro extremo do “espectro do erro”. São indubitavelmente heréticos, o que significa que se opõem diretamente ao ensino das Escrituras sobre questões de insofismável importância, cujo teor se apresenta claro nos credos e concílios da Igreja. A classificação dos erros pode, muitas vezes, ser um negócio complicado, visto que há uma boa área cinzenta entre os tipos de erro sério e os fúteis. Não obstante, tais dificuldades não devem nos impedir de julgar certos ensinos e práticas para constatar se são ou não fiéis à Palavra de Deus e às doutrinas do cristianismo histórico. Pelo menos elas possuem o mérito de realçar nossa consciência de que devemos nos preparar melhor e passar mais tempo refletindo sobre as coisas que ouvimos diariamente e que tanto valorizamos.(Idem p. 48-49)


Pontos negativos:

1- Poder da palavra falada
"Para reforçar seus argumentos, citam Provérbios 18:21, que diz: "A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto". Crêem que, se algo negativo for declarado, isto se concretizará, resultando numa espécie de auto maldição, uma expressão também cunhada pelos seus pregadores...(Super Crentes p. 26)
Resposta: 
"O fato de ele confessar no versículo 36 que "José já não existe" não provocou a morte de José no Egito, não constituindo, portanto, em maldição. Vejamos também algo semelhante na vida de Davi. Perseguido tenazmente por Saul, que procurava por todos os meios assassiná-lo, Davi foi procurar refúgio junto a Aquis, rei de Gate (1 Samuel 27:2). Em meio ao seu desespero, tornou-se extremamente negativo: "Disse, porém, Davi consigo mesmo: Pode ser que algum dia venha eu a perecer nas mãos de Saul" (1 Samuel 27:1). Apesar de sua atitude negativa, Davi não pereceu e nem poderia perecer pela mão de Saul. Deus o havia escolhido, através de Samuel, para ser rei de Israel. Se ele morresse, a palavra de Deus não se cumpriria."(Idem p. 26-27)

2- Distinção entre logos e rhema
"Rhema, dizem eles, é a ''palavra'' que os crentes usam para “decretar” ou "declarar" a fim de trazer prosperidade ou cura para esta dimensão. É o "abracadabra". Depois vem logos, ou "a palavra de revelação" que é a palavra mística, direta, que Deus fala aos iniciados. O termo pode-se referir também à Bíblia, mas é geralmente empregado no contexto de sonhos, visões e comunicações particulares entre Deus e seu "agente". Assim, quando alguém lê uma referência na literatura do pregador da fé à "Palavra de Deus", ou "agir sobre a Palavra" e outras, o autor não está mais se referindo à Palavra de Deus escrita, a Bíblia, mas, sim, ao seu próprio "decreto" (rhema) ou uma palavra pessoal de Deus para ele (logos). ' (Idem p. 28)

Resposta:
Esta distinção não existe. Observe:

A Palavra que produz:
Hebreus 11:3  Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra(rhema) de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.
2 Pedro 3:5  Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra (logos)de Deus,

Palavra evangelizada:

1 Pedro 1:25  a palavra (rhema) do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra (rhema) que vos foi evangelizada.
Hebreus 4:2  Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra (logos) que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.

Palavra de Jesus dita a Pedro:
Mateus 26:75  Então, Pedro se lembrou da palavra (rhema)que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.
Lucas 22:61  Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra (Logos) do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo.


3- Jesus era rico
"...Filho de Deus, Jesus não andou em pobreza. Leia cuidadosamente a alimentação dos cinco mil. Quando eles viram os cinco mil, literalmente disseram isto. Agora, eu sei o que os teólogos farão com isso, mas eu não estou tentando impressionar os teólogos. Estou tentando impressionar pessoas que querem saber o que a Palavra de Deus diz. Estou tentando colocar alguma verdade em seu espírito. E você lê a narrativa, e ela literalmente diz: o discípulo disse: "Compraremos comida e alimentaremos todos estes? E eles disseram: 'Duzentos dinheiros seriam necessários para alimentar a todos. Iremos nós comprar a comida?'" Eles tinham o dinheiro na bolsa para alimentar cinco mil, mais as mulheres e crianças. Estou lhe dizendo, Jesus não liderou um ministério de pobreza (John Avanzíni, gravado em 14.12.91, no programa Believer's Voice of Victory). "
 Jesus estava administrando muito dinheiro, pois o tesoureiro que ele tinha era um ladrão. Agora, você não vai me dizer que um ministério com um tesoureiro ladrão pode operar apenas com poucos centavos. Era necessário muito dinheiro para operar aquele ministério, pois Judas estava roubando da bolsa (John Avanzini, gravado em 15.7.1988, no programa Praise The Lord, da Trinity Broadcasting Network). João 19 nos diz que Jesus usava roupas de griffe... A túnica era sem costura, tecida de cima até embaixo. Era o tipo de vestimenta que os reis e os mercadores ricos usavam (John Avanzini, gravado em 20.1.1991, no programa de Kenneth Copeland) (idem p.42)

4-  Fome exagerada  por Prosperidade financeira e uso inapropriado da mesma

Não há dúvida, à luz da Bíblia, de que a prosperidade financeira na vida do cristão é uma verdadeira bênção. Não precisamos vasculhar a Palavra de Deus em busca de homens que serviram fielmente a Deus e que foram prósperos financeiramente. Ao falar sobre este assunto, nomes como o de Abraão, Davi, Salomão e Jó nos vêm imediatamente à mente. A Bíblia está cheia de promessas de Deus em relação à prosperidade material de seus filhos. Mesmo a história das missões da Igreja tem sido marcada pelo sucesso, muitas vezes, devido às contribuições de grandes somas em dinheiro feitas por cristãos abastados. Sem dúvida, isto é uma bênção. Um dos nomes de Deus na Bíblia é Jeová Jiré, que significa "o Senhor proverá". Deus de fato supre a nossa necessidade e tenho experimentado isto pessoalmente, até mesmo de forma inesperada e milagrosa. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raíz de todo o mal (1 Timóteo 6:10), e não o dinheiro em si. Já ouvi alguém dizer que o dinheiro pode ser tanto um péssimo patrão quanto um bom empregado"
 ...Devemos buscar a Deus muito mais pelo que ele é do que por aquilo que ele pode nos dar. Devemos também buscar e estar abertos para receber tudo o que ele tem para nos dar, sejam bênçãos espirituais, sejam materiais. Entretanto, não é isto o que se passa dentro do movimento da fé, em que há uma onda de ganância, de materialismo, de desfrutar tudo aqui e agora. Isto leva a pessoa a buscar muito mais a mão de Deus do que a sua face. Hendrik Hanegraaíl resumiu tudo isto muito bem quando afirmou: "Muitos são atraídos para a mesa do Mestre não para ter comunhão e intimidade com ele, mas para desfrutar do que está sobre ela''. (Idem p. 47)
 "Deus não é glorificado quando guardamos para nós mesmos(independente de quão agradecidos sejamos) o que deveríamos estar usando para aliviar a miséria dos perdidos, analfabetos, doentes e milhões de famintos. A evidência de que muitos cristãos professos têm sido enganados por essa doutrina.é o quão pouco dão e o quanto possuem. Deus fê-los prosperar. E, mediante uma quase irresistível orientação cultural para o consumismo (consubstanciada numa doutrina de saúde, riquezas e prosperidade), eles têm  comprado maiores e mais casas, carros do ano sempre mais novos, roupas da moda e mais caras, carne de primeira e cada vez mais, e toda espécie de pequenos aparelhos e objetos, recipientes, dispositivos e equipamentos que tornem a vida mais divertida.
 E ainda querem objetar: “Mas, o Antigo Testamento não promete que Deus fará seu povo prosperar?” De fato! Deus aumenta a nossa renda para compartilharmos dela com outrem, provando assim que a mesma não é um deus para nós. Deus não prospera os negócios dum homem simplesmente para que ele possa vender seu Ford e comprar um Cadillac. Deus prospera um homem de negócios a fim de que 17 mil pessoas perdidas possam ser alcançadas com o Evangelho. Ele prospera um comerciante a fim de que doze por cento  a população mundial dê um passo atrás do precipício da morte à míngua. (Cristianismo em crise, p.250-251)
*Vale ressaltar que o fato de uma igreja pregar prosperidade, não faz dela necessariamente, adepta da Teologia da prosperidade.


5- Divindade do homem
 "Até que compreendamos que somos pequenos deuses e comecemos a agir como pequenos deuses, não podemos manifestar o reino de Deus (Earl Paulk, Satan Unmasked, 1984, p. 97).
 Você não tem um deus dentro de você. Você e um deus (Kenneth Copeland, fita cassete The Force of Love, BBC-56). Cachorros geram cachorros, gatos geram gatos e Deus gera deuses (K. Copeland, no programa Praise The Lord, Trinity Broadcasting Network. Fita nos arquivos do ICP)"(Idem p. 53)
 "Kenneth Copeland declara que “a razão para Deus criar Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo... Ele [Adão] não era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos estava subordinado a Deus. (Cristianismo em crise, p.117)
Resposta:
 Ora, no Salmo 82:6, o Senhor está-se dirigindo aos juízes de Israel, que, a exemplo de Moisés em Êxodo 4:16, são considerados como representantes de Deus. Devido às injustiças cometidas por esses juízes, são agora alvo de repreensão Observe o comentário de Bowman sobre esta passagem: Uma interpretação alternativa concorda que os "deuses" são juízes israelitas, mas considera o uso do termo "deuses" como uma figura de linguagem conhecida como ironia. Ironia é um recurso de retórica em que alguma coisa é dita de tal maneira a fazer com que a asserção pareça ridícula (compare com a ironia de Paulo, "chegastes a reinar sem nós", em 1 Coríntios 4:8, onde o que Paulo afirma é que eles não se tornaram reis). De acordo com esta interpretação, a descrição paralela de "deuses" como "filhos do Altíssimo" (que, como se discute, não adota o uso do termo veterotestamentário "filhos de Deus"), a condenação dos juizes por causa de ímpios julgamentos, e, especialmente, a declaração: "Todavia, como homens, morrereis" (v. 7), apontam para a conclusão de que os juizes estão sendo chamados de "deuses" ironicamente. (Super crentes, p. 53)
Interpretar os juízes hebreus literalmente como “deuses” é admitir que
a nação de Israel cria na existência de não apenas um único Deus. Mas
conforme mencionamos antes, tais noções conflitam com o restante da
revelação bíblica - o contexto - acerca de Deus e de seu povo. (
Cristianismo em crise, p. 122)
"Os eruditos do hebraico salientam que a palavra “semelhança” (no hebraico, demuth) “define e limita” a outra palavra traduzida como “imagem” (tselem), em Gênesis 1.26,27, “para evitar a implicação que o homem seja uma cópia precisa de Deus, embora em miniatura”.24 . A palavra hebraica para “semelhança” indica apenas similaridade, e
não identidade.25 A asserção de que somos exatas duplicatas de Deus não somente é enganadora, mas destrói toda distinção entre Criador e criatura. E também fica claro, no contexto mais amplo das Escrituras, que os seres humanos não possuem a natureza divina. (Idem, p. 126)
 Em primeiro lugar, se somos duplicatas exatas de Deus - e nós somos homens - então Deus deve também ser um homem. Mas a Bíblia declara enfaticamente que Deus não é homem (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Os 11.9). Em segundo lugar, o próprio Deus com freqüência faz declarações de incomparabilidade. Como poderia haver duplicatas exatas de Deus se, conforme Ele mesmo declara em Êxodo 9.14 (ARA), “não há quem me seja semelhante em toda a terra”? 
Por fim, embora tenhamos sido criados à imagem de Deus, não possuímos qualquer dos atributos intransferíveis ou incomunicáveis de Deus— tais como auto-existência, imutabilidade, eternidade, onipotência, onisciência, onipresença e soberania  absoluta (Idem p. 127)
 
6- Limitação de Deus
Kenneth Copeland assevera que Deus não é “uma criatura de quase 10 metros de altura com mãos, você sabe, grandes como bolas de basquete. Ele não é uma criatura desse tipo... Embora sobrenatural, ele é um ser cuja aparência é muito parecida com a sua e a minha. Ele tem uma altura aproximada entre 1,88 e 1,90 metro, pesa mais ou menos 90 quilos e o palmo de sua mão é de 23 centímetros. (Idem p. 131)
 Jerry Savelle elabora o ensino de seu mentor quando assevera: Deus não mede mais de 100 metros de altura, não pesa duas toneladas, nem seu braço dá volta ao redor deste salão. Ele é grande, mas não é um monstro. Ele mediu os céus com um palmo de 23 centímetros... A distância entre meu polegar e o dedo mínimo não tem exatamente 23
centímetros. Portanto, sei que Ele é maior do que eu, graças a Deus. Amém? Mas Ele não é uma coisa monstruosa, incapaz de passar por aquela porta ali, vocês sabem; quando Ele se senta, não ocupa todos os assentos na casa. Não sirvo ao Globo. Sirvo a Deus, e fui criado segundo sua imagem e semelhança.
(Idem p. 133)
 "Benny Hinn... delcarou... Deixem-me explicar: Deus Pai, senhoras e senhores, é uma pessoa com seu próprio espírito pessoal, com sua própria alma pessoal, e com seu próprio corpo espiritual. Vocês dizem, humm, eu nunca ouvi falar nisso. Bem, vocês pensam que estão nesta igreja para ouvir as mesmas coisas que ouviram pelos últimos 50 anos? Vocês não podem argumentar com a Palavra, podem? Está tudo na Palavra (Idem. p. 134)
 "Kenneth Copeland ..:Fiquei chocado quando descobri quem são os maiores fracassos da Bíblia realmente... O maior deles, em toda a Bíblia, é Deus... Ora, a razão pela qual você não pensa em Deus como o fracasso que Ele é, decorre do fato de que ele nunca se declarou como tal. E você não é um fracasso enquanto não diz que é. (Idem p. 136)
Copeland dispõe-se até mesmo a dar a posse da Terra a Satanás: Deus está do lado de fora, olhando para dentro. Ele não tem direito legal de entrar na Terra. A coisa não lhe pertence. Lembra-se quão atrevido o diabo se mostrou na presença de Deus, no livro de Jó? Deus lhe disse: Por onde tens andado? Aquilo não interessava a Deus. Satanás nem teria de responder, se não quisesse... Deus não discutiu com ele nem um pouquinho! Como se vê, esta é a posição que cabe a Deus. Poderíamos dizer: “Bem, se Deus está dirigindo as coisas, Ele está fazendo um trabalho péssimo”. Ele não tem dirigido o mundo, senão quando consegue, você sabe, um pouco de chance. (idem p.142)

Charles Capps, Authority in Three Worlds (“Autoridade em Três Mundos”):
Adão possuía conhecimento que lhe fora revelado da parte de Deus, o Pai. Mas, rendendo-se a Satanás, Adão fechou Deus do lado de fora. Deus, quando viu, estava lá fora, olhando para dentro. Seu homem, Adão, dera cabo de sua autoridade. Satanás tornara-se o deus do sistema mundial, obtendo ascendência na Terra, conquistando a
autoridade de Adão... e Deus foi deixado do lado de fora. Mesmo em seu poder divino ele não podia vir aqui e expulsá-los. Assim, teve de se mover numa área declarada legal pelo Supremo Tribunal do Universo.7
(Idem p. 144)
Resposta:

Deus é onisciente http://testemunhasdejeovarefutadas.blogspot.com.br/2015/03/deus-e-onisciente-ou-usa-seletivamente.html

Deus é onipresente:  
Salmos 139:8  Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;


Jeremias 23:24  Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? —diz o SENHOR; porventura, não encho eu os céus e a terra? —diz o SENHOR.

1 Reis 8:27  Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.

Tudo pertence a Deus
SI 24:1 Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam ).



7- Jesus assumiu a natureza de satanás
"declaração de Benny Hinn pretensamente dita a ele pelo Espírito Santo:
Senhoras e senhores, a serpente é um símbolo de Satanás. Jesus Cristo sabia que a única maneira de parar Satanás era tornar-se uno em natureza com ele. Talvez você diga: “Que foi que ele disse? Que blasfêmia é essa?” Não. Ouça isto! Ele não tomou meu pecado: ele tornou-se meu pecado. O pecado é próprio do inferno. Foi o pecado
que gerou Satanás... O pecado é que fez Satanás. Jesus disse: "Eu serei pecado! Irei ao mais profundo lugar! Alcançá-lo-ei na origem!" Quando Jesus tornou-se pecado, senhores. tomou-o de A a Z e disse: “Nunca mais!” Pense nisso: Eie tornou-se carne, para que a carne se tornasse como ele. Ele tornou-se morte, para que homens moribundos
pudessem viver. Ele tornou-se pecado, para que pecadores possam ser justos nEle. Ele assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus.2
(Idem 165-166)
 Kenneth Hagin, por exemplo, afirma igualmente que Jesus Cristo assumiu a natureza de Satanás. A semelhança de Hinn, não mede esforços para nos tomar conscientes da sua crença de que a morte espiritual envolve mais do que ser separado de Deus. Ela significa também receber a natureza de Satanás... Jesus provou a morte - a morte espiritual - em favor de cada homem. (Idem, p. 166)
Resposta: 
2 Coríntios 5.21: "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós: para que nele fôssemos feitos justiça de Deus"
  • O texto de 2 Co 5:21 se refere a pena do pecado por metonímia.[figura de retórica que consiste no uso de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, por ter uma significação que tenha relação objetiva, de contiguidade, material ou conceitual, com o conteúdo ou o referente ocasionalmente pensado.]
  • pecado é transgressão [violação, infração] da lei. Logo Jesus não pode ser literalmente "pecado"
  • Jesus nem ao menos se tornou pecador, assumiu apenas a pena ou sentença dos nossos pecados, a responsabilidade pelos nossos ilícitos.
  • Jesus sofreu as consequências jurídicas de nossos atos, a punição ou retribuição pelas nossas transgressões
  • Jesus não foi separado do Pai, pelo contrário, mostra comunhão 1-intercedeu pelos pecadores, 2-entregou seu espírito, 3-foi ao paraíso. Jesus era Justo, e não, um pecador!!
Lucas 23:34  Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.
  Lucas 23:43  Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
  Lucas 23:46  Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.
 Is 53:11  Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si.12  Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.
  • A expressão "por que me desamparaste" soa como uma recitação do Sl 22 e não como uma pergunta idiota [se ele tivesse em pecado, não precisaria fazer esta pergunta] pois as pessoas diziam que Jesus estava desamparado. O Sl 22 inicia com um suposto desamparo, mas termina com o salmista concluindo que não foi desamparado. Logo quem conhecia o Sl 22 entendeu que ele não foi desamparado!
Mateus 27:43  Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus.
Veja o salmo 22 com a seguinte legenda:
sublinhado verde: citações dos evangelhos
negrito verde: aparente abandono
negrito vinho: conforto, comunhão, súplica atendida 

Sl 22:1 ¶ Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido?
2  Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego.
3  Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel.
4  Nossos pais confiaram em ti; confiaram, e os livraste.
5  A ti clamaram e se livraram; confiaram em ti e não foram confundidos.
6  Mas eu sou verme e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do povo.
7  Todos os que me vêem zombam de mim; afrouxam os lábios e meneiam a cabeça:
8  Confiou no SENHOR! Livre-o ele; salve-o, pois nele tem prazer.
9  Contudo, tu és quem me fez nascer; e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe.
10  A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus.
11 ¶ Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda.
12  Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam.
13  Contra mim abrem a boca, como faz o leão que despedaça e ruge.
14  Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.
15  Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.
16  Cães me cercam; uma súcia de malfeitores me rodeia; traspassaram-me as mãos e os pés.
17  Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim.
18  Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes.
19  Tu, porém, SENHOR, não te afastes de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.
20  Livra a minha alma da espada, e, das presas do cão, a minha vida.
21  Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos; sim, tu me respondes.
22 ¶ A meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação;
23  vós que temeis o SENHOR, louvai-o; glorificai-o, vós todos, descendência de Jacó; reverenciai-o, vós todos, posteridade de Israel.
24  Pois não desprezou, nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro.



8-Redenção no inferno e Jesus atormentado pelo diabo
"Frederick K. C. Price:Você pensa que o castigo pelo nosso pecado foi morrer sobre a cruz? Se assim fosse, os dois ladrões poderiam ter pago o preço. Não, a punição foi descer ao próprio inferno e lá cumprir a pena, separado de Deus... Satanás e todos os demônios do inferno pensaram ter amarrado e enredado Jesus quando o arrastaram às profundezas do próprioinferno para que pagasse a nossa sentença...Seu [de Jesus] espírito e alma desceram ao inferno, ou Hades, e Ele pagou a sentença que você e eu deveríamos ter pago. Ele fez isso por nós. Ele foi ao inferno por nós”.3
 Hagin...: Ele [Jesus] provou a morte espiritual em favor de todo homem. Seu espírito e homem interior foram para o inferno em meu lugar. Você não pode ver isso? A morte física não poderia remover seus pecados. Ele provou a morte por todo homem. E a morte de que fala é a morte espiritual....
 Copeland...  Quando exclamou: “Está consumado!”, Jesus não se referia ao planoda redenção. Ainda restavam três dias e três noites, pelos quais devia passarantes que pudesse subir ao trono... A morte de Jesus foi apenas o começo dacompleta obra da redenção. (Idem 175-176)

Resposta: 
1- Satanás nunca esteve preso no inferno (geena). Ele será jogado lá somente no futuro
Apocalipse 20:10  O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos.
Mateus 25:41  Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos

2- O inferno não é o reino de Satanás, lá ele será atormentado

3- Alguns demonios estão presos no tartaroo
Esta palavra parece em II Pe 2:4 e indica o lugar onde alguns anjos estão presos, estes serão jogados no lago de fogo (Jd 6; Mt 25:41). 


4- Satanás e os outros demônios estão soltos nas regiões celestiais (biosfera) (Ef 2:2; 6:12), engando as pessoas

Lugar dos mortos

A)   Antes da morte de Cristo:
              Tanto justos  como ímpios iam para o Sheol/ Hades, pois este tinha dois compartimentos, um de consolo, onde o falecido se reunia ao seu povo (Jó 14:13; Sl 88:3; 49:15; 89:48; Gn 37:34,35; 49:33; 25:8; Dt 32:50; Nm 20:24; Lc 16:22,25).
              O outro compartimento é de punição (Sl 9:17; 31:17; 49:14; 55:15; Pv 5:3-5; 7:27; Jó 24:19; Lc 16:23-25).
              Tanto os justos como os ímpios desciam ao Sheol (Sl 55:15; Gn 37:34,35; Pv 5:5; 7:27), descer ao Sheol/ Hades não é ir para o céu (Lc 10:15; Sl 139:8; Pv15:24). No A.T. só Elias e Enoque foram para o céu (Gn 5:24; Hb 11:5; II Rs 2:11), não morreram, mas foram transformados (I Co 15:50-52), são símbolos da igreja que estará viva na terra na ocasião da volta de Cristo (I Ts 4:17; I Co 15:52).

B) Após a morte de Cristo:
              Após a morte de Cristo a Bíblia não descreve os homens salvos como  descendo ao Hades / Sheol na parte dos justos, más indo para o Paraíso do 3° Céu.( At 7:59; II Co 12: 2-4; Ap 6: 9-11; estando com Cristo Fl 1:23;  II Co 5:1,6-8).
              Cristo após sua morte desceu ao Hades ( na parte dos Justos ) e os levou para o 3° Céu. Leia  Ef  4:8-10 e compare com Ez 31:17-18, onde as regiões inferiores da Terra se referem ao Sheol.
              Contudo o compartimento de tormento no Hades continua sendo habitado pelos ímpios ( Ap 20:13-14 ) e apesar dos justos estarem no 3° Céu eles não gozam da plenitude da presença de Cristo, o que acontecerá somente após a ressurreição.

              Obs* As Testemunhas de Jeová traduzem Lc 23:43  por “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”, argumentam com base em Jo 20:17 que Jesus não subiu ao Pai se não 40 dias após sua ressurreição, contudo lendo Jo 16:16-22 vê-se que Jesus subiu ao Pai antes dos 40 dias, mais certamente no Domingo de sua ressurreição pois depois disso as pessoas o tocaram sem impedimento Mt 28:9, tanto que se alegraram ao vê-lo cumprindo a profecia em Jo 20:20. Portanto houve duas ascensões após a ressurreição, uma para apresentar-se ao Pai Hb 9:11-13 e outra após 40 dias At 1:1-3 . Por outro lado Cristo ao ascender  levou consigo todos os habitantes do paraíso no Hades, para o paraíso no 3o céu.  Assim a tradução correta é “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”


9- Doenças tem um espírito que as alimenta.
W. Marrion Branham foi o pai deste heresia que sustenta e foi repetido por pessoas como Keneth Hagin, T L. Osborn, RRSoares, Edir Macedo, etc.
Refutação:
A bíblia separa doenças físicas de doenças causadas por demônios Mc 1:34  ver https://averacidadedafecrista.blogspot.com/2015/08/o-que-biblia-ensina-sobre-expulsao-de.html