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terça-feira, 13 de dezembro de 2022

A opressão das mulheres na Grécia e Roma

 Mulher na Grécia



Eis o que iremos dizer. Entre os que foram gerados machos, todos os que são cobardes e levaram a vida de forma injusta, de acordo com o discurso verosímil, renascem mulheres na segunda geração. Platão. Timeu-Crítias. CECH. Coimbra.2011, p. 208


Aquele que viver bem durante o tempo que lhe cabe, regressará à morada do astro que lhe está associado, para aí ter uma vida feliz e conforme. Mas, se se extraviar, recairá sobre si a natureza de mulher na segunda geração; e se, mesmo nessa condição, não cessar de praticar o mal, será sempre gerado com uma natureza de animal, assumindo uma ou outra forma, conforme o tipo de mal que pratique14 Platão. Timeu-Crítias. CECH. Coimbra.2011, p.119


320d - Era uma vez... Existiam somente os deuses e não havia ainda as raças mortais. Quando chegou, então, o momento destinado a o seu nascimento, os deuses modelaram-nas, no interior da terra, misturando terra e fogo e os elementos que com estes se combinam. Quando estavam prontas para ser conduzidas para a luz do dia, os deuses encarregaram Prometeu e Epimeteu de as organizar e de atribuir a cada uma capacidades que as distinguissem. Epimeteu pediu, então, a Prometeu que o deixasse fazer essa distribuição. «Depois de eu a ter feito», disse, «tu passas-lhes uma revista». 320e E assim, depois de o ter convencido, começou: atribuiu força aos que não tornara rápidos e dotou com rapidez os mais fracos; armou uns e para aqueles a quem dera uma natureza sem armas inventou qualquer outro meio que assegurasse a sua sobrevivência; àqueles que contemplou com a pequenez, deu-lhes a possibilidade de fugirem voando ou uma habitação subterrânea, e aos que fez grandes em tamanho salvou-os com essa mesma atribuição. 321 De modo igualmente equilibrado distribuiu também as restantes qualidades. E fez tudo com cautela, para que nenhuma espécie se extinguisse. Depois de lhes dar os meios necessários para que não se destruíssem uns aos outros, arranjou maneira de os proteger contra as estações enviadas por Zeus, cobrindo-os com pêlos abundantes e carapaças grossas, suficientes para se defenderem do inverno e eficazes para o fazerem do sol escaldante, e que constituem, para cada um, o seu aconchego natural, quando decidem deitar-se. 321b Calçou uns com cascos e outros com couro grosso e sem sangue. Em seguida, providenciou diferentes alimentos para as diferentes espécies: para uns, os pastos da terra; para outros, ainda, os frutos das árvores; para os restantes, raízes. A alguns destinou que fossem alimento de outras espécies; a estas últimas deu pequenas ninhadas, enquanto que às que lhe servem de alimento deu a fecundidade, providenciando assim a salvação da sua espécie. 321c Deste modo, Epimeteu — que não era lá muito esperto — esqueceu-se que gastara todas as qualidades com os animais irracionais; fora desta organização, restava-lhe ainda a raça dos homens e sentia-se embaraçado quanto ao que fazer. Estava ele nesta aflição, chega Prometeu para inspeccionar a distribuição e vê que, enquanto as 19 outras espécies estão convenientemente providas de tudo quanto necessitam, o homem está nu, descalço, sem abrigo e sem defesa. E já estava próximo o dia marcado, em que era preciso que também o homem saísse do interior da terra para a luz do dia. 321d Sem encontrar qualquer outra solução para assegurar a sobrevivência do homem, Prometeu, roubou a sabedoria artística de Hefesto e Atena, juntamente com o fogo — porque sem o fogo era-lhe impossível possuí-la ou torná-la útil — e, assim, ofereceu-a ao homem. Com ela, este tomou posse da arte da vida, mas não da arte de gerir a cidade, pois esta estava junto do próprio Zeus. Já não fora possível a Prometeu entrar na morada de Zeus, na acrópole — para mais que os guardas de Zeus eram terríveis —, mas entrara, sem ser visto, na sala partilhada por Hefesto e Atena, 321e na qual ambos se dedicavam às suas artes, e roubara a arte do fogo a Hefesto e as outras artes a Atena, para as dar ao homem, que delas retirou os meios necessários à vida. 322 Mas, no fim, por culpa de Epimeteu — é o que dizem — a justiça perseguiu Prometeu por causa deste roubo. Deste modo, o homem participava da herança divina e, devido ao parentesco com os deuses, foi o único dos animais a acreditar neles. Assim, começou a construir altares e imagens suas. Depois, rapidamente dominou a arte dos sons e das palavras e descobriu casas, vestuário, calçado, abrigos e os alimentos vindos da terra. 322b Assim providos, inicialmente, os homens viviam dispersos e não havia cidades. Mas viam-se destruídos pelos animais selvagens, pois eram mais fracos que eles em todos os sentidos. A arte que dominavam era lhes suficiente na procura dos alimentos, mas ineficaz na luta com as feras — com efeito, faltava-lhes a arte de gerir a cidade, da qual faz parte a arte da guerra. Procuraram, então, associar-se e proteger-se, fundando cidades. Só que, ao associar-se, tratavam-se injustamente uns aos outros, já que não possuíam a arte de gerir a cidade. De modo que, novamente dispersos, se iam destruindo... 322c Zeus, então, inquieto, não fosse a nossa espécie desaparecer de todo, ordenou a Hermes que levasse aos homens respeito e justiça, para que houvesse na cidade ordem e laços que suscitassem a amizade.  Protágoras de Platão


Roubo do fogo para dar aos homens

Dela vem a raça das mulheres e do gênero feminino. Dela vem a funesta geração das mulheres que trazem problemas aos homens mortais entre os quais vivem, companheiras nunca da pobreza cruel, mas apenas da riqueza. Teogonia de Hesíodo. A origem dos deuses. Tradução Jaa Torrano. São Paulo: Iluminuras, 1995.

Por isso maquinou amargos cuidados para os humanos, e escondeu o fogo. Por sua vez, o bom filho de Jápeto  [Prometeu]   (50) roubou-o do sábio Zeus para dá-lo aos humanos numa férula oca, passando despercebido a Zeus a quem alegra o trovão. Encolerizado, disse-lhe Zeus que ajunta nuvens: “Filho de Jápeto, mais que todos fértil em planos, alegras-te de ter roubado o fogo e enganado minha inteligência,   (55) o que será uma grande desgraça para ti próprio e para os homens futuros. Para compensar o fogo lhes darei um mal, com o qual todos se encantarão em seu espírito, abraçando amorosamente seu próprio mal.

 Pandora

  Assim falou, e riu alto o pai de homens e deuses [ Zeus]. Então ordenou ao ilustre Hefesto que o mais rápido possível   (60) misturasse terra com água e ali infundisse fala e força humanas, e que moldasse, de face semelhante à das deusas imortais, uma forma bela e amável de donzela; depois ordenou a Atena que lhe ensinasse trabalhos, a tecer uma urdidura cheia de arte; a Afrodite dourada, que lhe espargisse a cabeça com graça,   (65) penoso desejo e inquietação que devora os membros. Que nela colocasse uma mente desavergonhada e um caráter fingido, ordenou a Hermes mensageiro, o matador do monstro Argos. Assim falou, e eles obedeceram a Zeus soberano, filho de Crono. 

Logo o célebre deus coxo [Hefesto] moldou-a da terra,      (70) à semelhança de uma virgem respeitável, seguindo a vontade do filho de Crono; deu-lhe um cinto e enfeitou-a a deusa Atena de olhos brilhantes; as deusas Graças e augusta Persuasão envolveram seu corpo com joias douradas; as Horas de belas cabeleiras coroaram-na com flores primaveris;   (75) Palas Atena ajeitou no seu corpo todo o ornamento. Então, o mensageiro matador de Argos [Hermes] fez em seu peito mentiras, palavras sedutoras e um caráter fingido, por vontade de Zeus que grave troveja; assim o arauto dos deuses nela colocou linguagem,     (80) e chamou essa mulher Pandora, porque todos os que têm moradas olímpias deram essa dádiva, desgraça para os homens que vivem de pão.

 

Depois, quando completou o irresistível profundo engano, o Pai enviou a Epimeteu o célebre matador de Argos, o rápido emissário dos deuses, levando o presente. E Epimeteu não  (85) pensou no que lhe dissera Prometeu: nunca um presente aceitar de Zeus olímpio, mas mandar de volta, para que não venha a ser um mal para os mortais. Mas ele, depois de o receber, bem quando tinha o mal, compreendeu. Antes, de fato, as tribos dos humanos viviam sobre a terra    (90) sem contato com males, com o difícil trabalho ou com penosas doenças que aos homens dão mortes. Rapidamente em meio à maldade envelhecem os mortais. Mas a mulher, removendo com as mãos a grande tampa de um jarro, espalhou-os, e preparou amargos cuidados para os humanos.   (95) Sozinha ali ficava a Antecipação, na indestrutível morada, dentro, abaixo da boca do jarro, e para fora não voou. Pois antes baixou a tampa do jarro por vontade de Zeus que ajunta nuvens, o detentor da égide. Mas outras incontáveis tristezas vagam entre os homens.    (100) Na verdade, a terra está cheia de males, cheio o mar; doenças para os humanos, algumas de dia, outras à noite, por conta própria vêm e vão sem cessar, males aos mortais levando em silêncio, já que privou-as de voz Zeus sábio. Assim, de modo algum pode-se escapar à inteligência de Zeus.   (105) Hesíodo. Os trabalhos e os dias. Edição bilíngue. Edição, tradução, introdução e notas de Alessandro Rolim de Moura. Curitiba, PR: Segesta, 2012

 

Em Atenas as mulheres não tinham mais direitos políticos e legais do que os escravos. Durante toda a sua vida, eram sujeitas à autoridade absoluta de seu paretne homem mais próximo. Não recebiam qualquer tipo de educação formal, eram condenadas a passar maior parte do tempo nos aposentos destinados às mulheres em seu lar e submetidas à caamentos arranjados.

Uma esposa raramente fazia refeições com o marido- e nunca, se ele tinha convidados-, sendo invariavelmente acompahada, nas raras oportunidades em que saia de casa. Era ilegal para ela levar consigo mais de três peças de vestuário, um óbolo no valor de comida e bebida (em termos atuais, o suficiente para um sanduiche e um copo de leite) e, caso saísse após o escurecer, teria que sair de carruagem com uma lanterna.

Para ela, er a incomum travar conhecimento com qualquer homeme que não fosse o marido ou parentes masculinos.... Um marido podia repudiar a esposa sem motivo e tinha razões legais para fazê-lo se, por um milagre de engenhosidade, ela fosse bem sucedida ao cometer adultério.A esposa, no entanto, sóp podia obter divórico baseando-se em fundamentos de provocação extrema, os quais não incluiam a pederastia e tampouco o adultério. O Sexo na História, RJ: Livraria Francisco Alves Editora S/A. 1983,p. 101

...os gregos condenavam todas as mulheres como irracionais, hipersexuadas e moralemtne defeituosas. Pode se deduzir que elas fossem irracionais por lhes ter sido negada a instrução, hipersexuadas porque se queixavam que os maridos rarametne dormiam com elas. e moralmente defeituosas porque os criticavam por perderem tanto tempo filosofando na Assembléia, quando deviam estar fora dali, ganhando a vida... O Sexo na História, RJ: Livraria Francisco Alves Editora S/A. 1983, p. 102

"se houvesse necessidade urgente de um herdeiro, esperava-se que ela tivesse intercurso sexual com o marido, pelo menos 3 vezes ao mês, até que a questão fosse resolvida 

O Sexo na História, RJ: Livraria Francisco Alves Editora S/A. 1983, p. 103


"Temos hetairas para nosso prazer, concubinas para nossas necessidades diárias e esposas para nos darem filhos legítimos e administrarem a casa" Plutarco.

As coretesãs de alto nível da época eram as hetairas: belas, talentosas, inteligentes, muitas vezes tendo  conhecimento da literatura clássica, quando empenhadas em contas de lucros e perdas....O que mais os hmens atenieneses apreciavam nas hetairas era o fato de serem exímias em todas as coisas que aqueles memsos homens impediam que suas esposas aprendessem...Ao contrário das hetairas, elas não tinham permissa de se juntarem aos maridos à mesa de refeições, onde poderiam ter captado o suficietne sobre cultura e assuntos públicos, que lhes permitisse manter uma ocnversa inteligente. ...Taís de Atenas, foi amante de Alexandre o Grande, ... Mais tarde ela se casou com Ptolomeu I, tonrando-se rainha do Egito... O Sexo na História, RJ: Livraria Francisco Alves Editora S/A. 1983, p. 108-109


Na casa, os aposentos das mulheres eram separados do resto da casa e podiam ser trancados do lado de fora (o homem da casa segurava a chave) porque as mulheres na vida cotidiana eram consideradas excepcionalmente luxuriosas, fracas em sua constituição e facilmente enganadas. Esperava-se que uma mulher se casasse, criasse e criasse filhos e administrasse a casa. O estudioso Robin Waterfield comenta:


Quando um homem atingia a maioridade, ele tinha uma variedade de papéis diferentes e sobrepostos: como participante da administração da cidade , como soldado, como trabalhador, como membro da família, como membro de grupos de outras pessoas homens. A maioria das mulheres tinha apenas o casamento, o parto e a vida familiar pela frente. O casamento deveria preencher a natureza da mulher da mesma forma que a guerra e a política preencheram a natureza do homem. Tanto no drama quanto na vida real, as primeiras lágrimas por uma garota morta foram derramadas porque ela nunca se casaria. As mulheres tinham um dever cívico – produzir a próxima geração de cidadãos atenienses – e esse era considerado seu papel principal. (162)

A única área da vida pública em que as mulheres podiam participar ativamente era a esfera religiosa. As mulheres eram centrais para os festivais das Panateneias Menores e das Grandes Panateneias e podiam participar livremente dos rituais do Culto de Atena , servindo até mesmo como sacerdotisas. As mulheres teciam o grande peplos (vestimenta) para a estátua de Atena no Partenon e o carregavam na procissão pela ágora e pelo Caminho Panatenaico até a Acrópole . As mulheres também eram encorajadas a se reunir para o festival de Thesmophoria a cada outono, que celebrava as deusas Deméter e Perséfone .e foi tematicamente ligado aos mistérios de Elêusis. A Thesmophoria era um festival exclusivamente feminino, enquanto os Mistérios davam as boas-vindas a ambos os sexos igualmente.
 https://www.worldhistory.org/article/28/prostitution-in-ancient-athens/ acesso em 07/09/2022



As mulheres eram consideradas biologicamente, espiritualmente e mentalmente inferiores aos homens e, portanto, não tinham lugar na vida social e política ativa da cidade, como observa Waterfield:


As mulheres eram consideradas mais próximas das feras do que um homem totalmente racional e com fortes apetites por sexo, comida e álcool. A honra de um homem ateniense dependia em parte da honra de suas mulheres, e ele vivia com medo do adultério por parte de sua esposa, embora o casamento fosse amplamente reconhecido como sua melhor chance de "domar" uma mulher. (165) https://www.worldhistory.org/article/28/prostitution-in-ancient-athens/ acesso em 07/09/2022

A mulher ateniense é uma eterna menor, que não tem direitos legais nem políticos. Toda a sua vida, ela deve permanecer sob a autoridade de um kurios (“tutor”): primeiro o pai, depois o marido, seu filho (se ela é uma viúva) ou seu parente mais próximo. Esse tutor acompanha em todos os atos legais e fala por ela defendendo “seus” interesses. Nenhum juiz se dirige diretamente à mulher. Nos tribunais atenienses, os juris são compostos unicamente por homens. No entanto, as metecas podiam comparecer no tribunal por conta própria e tomar medidas legais. A mulher de Atenas Clássica não recebe educação escolar formal. Suas mães lhes ensinam as habilidades domésticas necessárias para administrar uma casa. Já a educação dos meninos inclui retórica, necessária para uma participação política efetiva, e a educação física para o serviço militar. Essas habilidades não são consideradas necessárias para as meninas....


O Código de Gortina, descoberto em 1884 nesta pequena cidade em Creta, revela que a mulher da antiga Gortina gozava de uma autonomia muito maior do que nas outras cidades gregas. Podia possuir propriedades e era livre para aliená-las. A filha herdeira (isto é, órfã e sem irmãos) tinha o direito de recusar quem normalmente se casaria com ela, ou seja, o parente mais próximo. Contudo, como em outras cidades gregas, a mulher de Gortina é considerada inferior e está sob a tutela do homem: pai, irmão ou marido. O Código de Gortina, uma inscrição de 620 linhas, cobrindo trinta lajes de pedra, é o mais antigo e mais completo código legal grego conhecido. https://ensinarhistoria.com.br/mulheres-ao-longo-da-historia-4-grecia-antiga/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues


Na prática, apenas as famílias ricas podiam manter as mulheres isoladas. As responsabilidades das mulheres as forçavam sair de casa com frequência para buscar água na fonte ou lavar roupas, por exemplo. Embora as famílias ricas possuíssem escravas para esses serviços, a maioria não tinha escravos suficientes para impedir que a mulher livre fosse à rua inclusive para fazer compras no mercado. Uma das atividades mais importantes para as mulheres de todas as classes era visitar ou ajudar parentes e amigos, e visitar regularmente as sepulturas dos membros da família para depositar as oferendas. A mulher livre de família modesta podia trabalhar nos campos com o marido ou na cidade. Suas ocupações eram, muitas vezes, uma extensão dos trabalhos domésticos, como tecelagem e lavagem de roupas. Mas havia outras ocupações não relacionadas às tarefas domésticas como vendedoras no mercado, sapateiras, douradoras, oleiras etc. A mulher, contudo, não tinha permissão legal para dispor de grandes somas de dinheiro, nem para possuir terras e escravos.

A religião era a única área da vida pública que as mulheres atenienses podiam desempenhar um papel de liderança na cidade. A sacerdotisa da deusa Atena usou sua influência para convencer a população a evacuar a cidade durante a guerra contra os persas. As festas religiosas eram o único momento da vida grega em que uma mulher era igual a um homem. Mesmo as estrangeiras participavam de atividades religiosas públicas. Os mistérios de Elêusis controlados pelo Estado, por exemplo, estavam abertos a todas as pessoas de língua grega, homens e mulheres, livres e não livres. As Panateneias, festas em homenagem à deusa Atena, eram o evento mais importante de Atenas e aberto a ambos os sexos incluindo metecos e escravos. As Pequenas Panateneias, realizadas anualmente, e as Grandes Panateneias, a cada quatro anos, reuniam todos os habitantes de Atenas. As mulheres carregavam cestos com utensílios para os sacrifícios; os rapazes, vasos com óleo e vinho; e os velhos, ramos de oliveira. 
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Mulher em Roma
Em muitos casos, as mulheres romanas eram intimamente identificadas com seu papel percebido na sociedade - o dever de cuidar do lar e alimentar uma família ( pietas familiae ), em particular, de gerar filhos legítimos, cuja consequência era um casamento precoce ( às vezes até antes da puberdade, mas geralmente por volta dos 20 anos), a fim de garantir que a mulher não tenha histórico sexual que possa embaraçar o futuro marido. A família romana era dominada por homens, geralmente chefiada pela figura masculina mais importante ( paterfamilias ).).
 As mulheres eram subordinadas e isso se reflete na prática romana de nomeação. Cidadãos do sexo masculino tinham três nomes: praenomen, nomen e cognomen, enquanto todas as mulheres da mesma família eram referidas usando a versão feminina do nome de família. Uma mulher casada poderia manter seu nome de solteira ou ser chamada pelo nome de seu marido (por exemplo , Terência de Cícero ). Dentro da família, as mulheres cuidavam da casa e de sua força de trabalho escrava, trabalhavam com artesanato e as mulheres da classe alta também podiam estudar disciplinas acadêmicas, como literatura e filosofia .




Essa estreita dependência das mulheres de seus parentes do sexo masculino também se refletia em assuntos como direito e finanças, onde as mulheres eram legalmente obrigadas a ter um membro nomeado da família do sexo masculino agindo em seu interesse ( Tutela mulierum perpetua ). As únicas exceções a esse arranjo eram mulheres com três filhos (de c. 17 aC), mulheres libertas com quatro filhos e virgens vestais. Esta regra foi projetada para manter a propriedade, especialmente a propriedade herdada, na família controlada por homens, mesmo que os descendentes masculinos e femininos tivessem direitos iguais de herança sob a lei romana.. No entanto, na prática real, as famílias nem sempre seguiram a letra da lei nesta área, assim como em muitos outros assuntos, e há evidências de mulheres administrando seus próprios assuntos financeiros, possuindo negócios, administrando propriedades, etc., especialmente em casos onde o principal homem da família havia morrido em campanha militar.



Outra explicação ainda mais chauvinista dessa regra que permitia às mulheres herdar e possuir, mas não controlar a propriedade, era que elas eram consideradas incapazes de administrar tais assuntos por si mesmas. Essa visão de que as mulheres tinham julgamento fraco ( infirmitas consilii ) foi exposta por Cícero, por exemplo. A lei romana, no entanto, pelo menos estipulava que a propriedade da esposa fosse mantida separada da do marido (exceto o dote) e pudesse ser reclamada após o divórcio. A separação por divórcio era facilmente alcançada por ambas as partes sob a lei romana, mas quaisquer filhos do casal pertenciam legalmente ao pai ou parente masculino mais próximo, se ele não vivesse mais. No império tardio , e especialmente na sequência da legislação imposta por Constantino, o divórcio tornou-se muito mais difícil, especialmente para a parte feminina.





As mulheres romanas tinham um papel muito limitado na vida pública. Eles não podiam comparecer, falar ou votar em assembléias políticas e não podiam ocupar nenhum cargo de responsabilidade política. Embora seja verdade que algumas mulheres com parceiros poderosos possam influenciar os assuntos públicos por meio de seus maridos, essas foram as exceções. Também é interessante notar que as mulheres que têm poder político na literatura romana são frequentemente representadas como motivadas por emoções negativas como rancor e ciúme e, além disso, suas ações são geralmente usadas para mostrar suas relações masculinas sob uma luz ruim. As mulheres romanas de classe baixa tinham uma vida pública porque tinham que trabalhar para viver. Os trabalhos típicos realizados por essas mulheres eram na agricultura , mercados, artesanato, como parteiras e como amas de leite.

A religião romana era dominada pelos homens, mas havia exceções notáveis ​​em que as mulheres assumiam um papel mais público, como as sacerdotisas de Ísis (no período imperial) e as vestais. Estas últimas mulheres, as Virgens Vestais, serviram durante 30 anos no culto de Vesta e participaram em muitas cerimónias religiosas, realizando mesmo ritos de sacrifício, um papel normalmente reservado aos sacerdotes do sexo masculino. Existiam também várias festas femininas como a Bona Dea e alguns cultos da cidade , por exemplo, a Ceres. 

As mulheres romanas podiam ser separadas (nem sempre de forma absolutamente clara) entre as que eram consideradas respeitáveis ​​e as que não eram. Muitos homens romanos tinham a postura um tanto hipócrita de que suas relações femininas deveriam ser guardiãs honradas e castas da moralidade, enquanto, ao mesmo tempo, estavam mais do que dispostas a se valer dos serviços de amantes e prostitutas.
Para lembrar a todos quem era quem, as roupas se tornaram uma ferramenta útil. Mulheres respeitáveis ​​usavam um vestido longo ou estola , um manto ( palla ) e amarravam os cabelos ( vittae) enquanto as prostitutas usavam uma toga. Se uma mulher respeitável fosse considerada culpada de adultério, uma das punições era usar a toga. É interessante que as mulheres fossem consideradas pertencentes a um grupo ou a outro (não havia terceira categoria), mas ao mesmo tempo sentiu-se necessário identificá-las com sinais visuais para que não ocorresse uma confusão embaraçosa. A distinção entre esses dois grupos não era apenas moral para as prostitutas e outras mulheres de classe baixa tinham ainda menos direitos do que as mulheres de status social mais elevado. Prostitutas e garçonetes, por exemplo, não podiam ser processadas por estupro e o estupro de escravos era considerado meramente como dano à propriedade sofrido pelo proprietário.



mulheres romanas famosas

Algumas mulheres romanas subiram acima do papel limitado de família e guardiã doméstica que a sociedade prescrevia e alcançaram posições de influência real. Hortênsia é uma das primeiras. Ela, em 42 aC, fez um famoso discurso no Fórum de Roma desafiando a proposta do triunvirato de tributar a riqueza das mulheres mais ricas de Roma para financiar a guerra contra os assassinos de César . Outras mulheres que causaram ondulações nas águas públicas foram Cornélia (mãe dos irmãos Gracos), Servília (meia-irmã de Catão e mãe de Bruto) e Fúlvia (esposa de Marco Antônio). Com a chegada dos imperadores, suas mães, esposas, irmãs e até filhas passaram a exercer influência política significativa e também grandes projetos de construção passaram a ser patrocinados e dedicados a essas mulheres. Uma das esposas mais célebres de um imperador foi Iulia Domna (170-217 EC), esposa de Septimius Severus e mãe de Caracalla . Iulia recebeu o título de Augusta e foi uma notável patrona das artes, em particular da literatura e da filosofia. Em sua vida agitada, ela também foi sacerdotisa na Síria , viajou para a Grã- Bretanhae, quando Caracalla se tornou imperador, ela recebeu o impressionante título de "mãe do senado e da pátria". Na antiguidade tardia, havia a mais famosa filósofa dos tempos antigos, Hipátia de Alexandria . Ela escreveu vários tratados e tornou-se diretora da escola neoplatônica na cidade egípcia , mas foi brutalmente assassinada por uma multidão cristã em 415 EC.
Conclusão

A lei romana e as normas sociais eram, então, fortemente ponderadas em favor dos homens, mas a plena aplicação prática dessas leis e atitudes em casos específicos é muitas vezes difícil de determinar, especialmente porque quase todo o material de origem é de uma perspectiva masculina e de elite. em que. Parece claro que as mulheres eram consideradas inferiores em termos legais, mas também existem inúmeros textos, inscrições e até esculturas de retratos idealizados que apontam para a apreciação, admiração e até admiração do homem romano pelas mulheres e seu papel na vida cotidiana. Os homens romanos não consideravam as mulheres iguais, mas também não as odiavam. Talvez a atitude ambivalente dos homens romanos para com suas mulheres seja melhor resumida pelas palavras de Metellus Numidicus, citado em um discurso de Augusto .quando o imperador se dirigiu à assembléia, "a natureza fez com que não possamos viver com eles de forma particularmente confortável, mas não podemos viver sem eles de forma alguma". https://www.worldhistory.org/article/659/the-role-of-women-in-the-roman-world/

O casamento era uma ferramenta política e usada para cimentar uma aliança entre duas famílias ou facções políticas. Era extremamente comum os políticos se casarem, se divorciarem e se casarem novamente conforme suas lealdades políticas mudavam, ou contraírem casamentos entre seus filhos.

O desejo de usar crianças como peões políticos fez com que as crianças fossem contratadas desde muito jovens, às vezes até bebês. Para coibir isso, foi aprovada uma lei determinando que, para serem noivos, as duas pessoas deveriam ter pelo menos sete anos de idade.

Para simbolizar o noivado, o homem (ou menino) colocou um anel de ferro no dedo médio da mão esquerda de sua noiva. A razão para isso era que, enquanto realizavam dissecações de corpos humanos, os médicos romanos acreditavam ter descoberto um nervo que corria diretamente desse dedo até o coração. Tornar um casamento juridicamente vinculativo era muito simples.

A única exigência era uma declaração pública de intenção. O casamento era visto como um dever religioso cujo objetivo era produzir filhos para garantir que os deuses da família continuassem a ser adorados.


Durante a maior parte da República, a forma mais comum de casamento era conhecida como casamento manus . Manus significa “mão” em latim, e esse casamento recebeu esse nome pelo fato de a mulher ser considerada um bem que passava das mãos de seu pai para as de seu marido.

Nesse tipo de casamento, a mulher não tinha direitos, e todos os bens que possuía ficavam sob o controle do marido. Ela mesma era considerada o equivalente legal de uma filha para seu marido, e ele tinha todos os poderes de vida e morte que um pai tinha sobre uma filha.
A Cerimônia de Casamento — Tipos de Casamento na Roma Antiga

Havia três maneiras pelas quais um casamento manus poderia ser legalmente contraído.

O mais arcaico, chamado de casamento confarreatio , exigia o envolvimento em uma série de complicados rituais religiosos.

O segundo, e mais comum, era o casamento por coemptio . Nessa forma de casamento, o noivo simbolicamente dava dinheiro ao pai da noiva e, portanto, era visto como tendo comprado a noiva como uma propriedade.

Uma última espécie era o casamento usus , ou o casamento realizado pelo uso. Em um casamento usus , o homem e a mulher simplesmente começaram a viver juntos, e no dia seguinte eles viveram juntos continuamente por um ano, a mulher passou para o controle de seu marido em um casamento manus . Este era provavelmente o tipo de casamento mais típico entre os romanos comuns ou mais pobres.

Embora um casamento juridicamente vinculativo pudesse consistir apenas em uma declaração de intenção, assim como hoje, havia muitos rituais que as pessoas comumente realizavam para marcar a ocasião simbolicamente. À medida que são descritos, observe como vários deles são como rituais de casamento modernos e podem ter sido a inspiração para alguns deles. Normalmente, a futura noiva dedicava seus brinquedos de infância aos deuses da casa, significando que ela estava fazendo a transição de criança para mulher.

Quando ela era criança, ela costumava usar o cabelo em um rabo de cavalo, mas no dia do casamento, seu cabelo foi dividido em seis mechas que foram amarradas no topo de sua cabeça de uma forma complexa, formando um formato de cone. Era tradicional que seu cabelo fosse repartido com uma ponta de lança de ferro dobrado, e a melhor ponta de lança de todas era aquela que havia sido usada para matar um gladiador. Os gladiadores às vezes eram vistos como símbolos de virilidade, então talvez esse costume fosse visto como uma forma de garantir uma união fértil. A noiva então vestiu um véu de tecido transparente de cor laranja brilhante ou vermelho, que combinava com seus sapatos. Sua túnica era branca e ela colocou uma coroa de manjerona na cabeça.





Diante de uma reunião de amigos e parentes, vários sacrifícios foram realizados e a mulher declarou ao marido: “Agora sou da sua família”, momento em que suas mãos se uniram. Isso foi seguido por um banquete no qual a nova noiva e o noivo sentaram-se lado a lado em duas cadeiras sobre as quais foi esticada uma única pele de carneiro. Na festa, era costume os convidados gritarem “ Feliciter !” que significa “felicidade” ou “boa sorte”. No final da noite, a noiva foi colocada nos braços de sua mãe, e então o noivo veio e arrancou-a das mãos de sua mãe.
Mulheres na Família Romana

O principal dever da esposa era produzir filhos, mas como algumas se casaram antes de estarem fisicamente maduras, não é de surpreender que muitas jovens esposas morressem de complicações durante o parto. Uma das principais fontes de informação sobre as mulheres romanas são suas lápides.


Muitos deles registram as tristes histórias de meninas que se casaram aos 12 ou 13 anos, deram à luz cinco ou seis vezes e morreram no parto antes de completarem 20 anos. Essas lápides também são o melhor guia para o que os homens romanos consideravam o ideal. qualidades de uma esposa. Alguns dos atributos positivos mais comuns usados ​​pelos maridos para descrever suas esposas falecidas incluem casto, obediente, amigável, antiquado, frugal, contente em ficar em casa, piedoso, vestido com simplicidade, bom em fiar e bom em tecer.

Uma maneira pela qual os homens romanos eram elogiados em suas lápides era dizer que tratavam suas esposas com gentileza, com a implicação de que tal gentileza era desnecessária e talvez até incomum. Em um casamento manus, por exemplo, o marido podia bater na esposa impunemente, e esperava-se que fizesse isso se ela “se comportasse mal”.

Maridos e esposas eram obrigados a gerar filhos, mas muitas vezes parece não haver muito afeto entre eles. O casamento era visto como uma relação social e política, não romântica. Parte dessa falta de calor era sem dúvida porque muitos homens e mulheres romanos não escolhiam seus cônjuges, e frequentemente havia uma grande diferença de idade entre eles.

Uma mulher deveria passar a maior parte de seu tempo dentro dos limites da casa. Quando as mulheres da classe alta se aventuravam a sair de casa - para visitar o mercado, os banhos, os templos ou as amigas - elas eram frequentemente transportadas em liteiras com cortinas carregadas por escravos, tanto para evitar a sujeira nas ruas quanto para permanecerem escondidas e invisível em público.


As mulheres deveriam ser modestas e castas. A roupa de uma matrona romana destinava-se a cobri-la completamente, e as estátuas freqüentemente retratam mulheres fazendo um gesto específico destinado a comunicar sua pudicitia ou modéstia. A fidelidade ao marido era crucial. Era considerado errado uma mulher ser avarenta, ambiciosa, ostensiva ou autopromovida.
Perguntas comuns sobre a vida das mulheres na Roma Antiga
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Durante grande parte da história romana antiga, as mulheres nem sequer tinham direito ao próprio nome, quase sempre adotando uma versão feminina do sobrenome do pai. Assim, Gaius Julius ou Marcus Terentius teriam filhas chamadas, respectivamente, Julia e Terentia. No caso de filhas múltiplas, elas seriam diferenciadas por um sufixo: Julia Major para a mais velha, Julia Minor para a seguinte — e Julia Tertia para a terceira.


Enquanto a antiga sociedade romana era dominada por homens, o panteão dos deuses romanos não era. Das três divindades supremas adoradas pelos antigos romanos, apenas uma — Júpiter, o rei dos deuses — era do sexo masculino. As outras duas eram Juno, deusa principal e protetora do império, e Minerva, filha de Júpiter e deusa da sabedoria e da guerra.


As Virgens Vestais - ou as sacerdotisas de Vesta - estavam entre os residentes mais importantes da cidade. Nomeadas antes da puberdade e obrigadas a permanecer castas por 30 anos, as seis jovens tinham deveres sagrados, como preservar o fogo da lareira no templo de Vesta (a crença era de que se o fogo morresse, Roma também morreria) e outras tarefas importantes, como salvaguardar testamentos dos romanos mais ricos e proeminentes, como Júlio César. O significado religioso das sacerdotisas deu-lhes poder e influência incomuns — e elas ocasionalmente os usavam, como quando intervieram para salvar um jovem César do ditador Sula.



Mudanças no Estado

A era de Augusto trouxe algumas das mudanças mais significativas no status das mulheres. Embora as mulheres solteiras enfrentassem pesadas penalidades e as leis que puniam as mulheres adúlteras fossem endurecidas, as leis julianas também permitiam que as mulheres que tivessem pelo menos três filhos ganhassem isenção da guarda de um homem .





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