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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Porque não é pecado usar pilulas e outros métodos anticoncepcioniais

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Argumentos Contra o Controle da Natalidade Refutados
Aqueles que se opõem ao controle da natalidade usualmente apelam a um ou mais dos seguintes tipos de argumentos: 

1.  O Controle da  Natalidade é Desobediência  ao Mandamento de   de Propagar .
Aqueles, portanto, que deliberadamente delimitam a vida desobedecem, assim, o plano de Deus de compartilha-la com tantas pessoas quanto possível.
 "Sede  fecundos,  multiplicai-vos,  enchei  a  terra  e  sujeitai-a"  (Gn  1:28).  
 "Como  flechas  na  mƒãodo guerreiro assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava!" (Sl 127:5).  

E  ainda  mais:  "H erança  do  SENHOR  são  os  filhos;  o  fruto  do  ventre  seu 
galardƒo" (v. 3). Realmente, a esterilidade era considerada uma maldição (Gn 20:18; Dt 
17:14). 
Resposta:
  • mandamento para propagar-se  foi dado „ à Adão e Eva, no princípio da humanidade. 
  • Se a ordem de propagar-se fosse para cada indiíviduo, então toda pessoa que  se recusasse a casar estaria pecando, tanto quanto aqueles que se casassem e recusassem a ter filhos. O estado voluntário de solteiro seria um pecado tƒo grande quanto o uso de  contraceptivos por pessoas casadas. Jesus e Paulo por exemplo não eram casados
  • Mesmo  aqueles  que  argumentam  contra  os  contraceptivos  artificiais,  usualmente permitem este métodos naturais como o uso de tabelinha. Ou seja, de fato e de verdade estão lutando contra a "ordem de ter filhos"

Mateus 19:12  Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita.
7  Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.
8  E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo.


2. O  controle  da natalidade por meio de anticoncepcionais   uma  tentativa  de  desempenhar  o  papel  de  Deus 
 Somente Deus tem o direito sobre a vida para determinar quanto existir… e qual existir…. Nenhum homem tem o direito (a não ser conforme Deus o delega) de  assumir  o  poder  sobre  quais  homens  viver  e  quais  não  viver.  O  controle  da natalidade    uma  tentativa  de  desempenhar  o  papel  de  Deus  (i.e.,  controlar  a  vida)  e, portanto,  moralmente errado.
Deus abre e fecha a madre (Gn 20:18; 29:31). 
"Vede agora que Eu sou, Eu somente, e mais nenhum Deus além de mim; eu mato, e eu 
fa†ço viver," diz o Senhor (Dt 32:39). 
O Senhor d…á vida e o Senhor a tira; a prerrogativa  dEle (cf. J€ 1:21). 

Resposta:.
  • Os métodos anticoncepcionais por definição impedem a concepção e portanto não tiram a vida de nenhum ser vivo
  • O poder de casar ou não e consequentemente ter filhos ou não foi dado ao homem. Decidir não ter filhos então não faz o ser humano assumir o papel de Deus.
  • Assim como um agricultor decide plantar ou não, plantar pouco ou não e neste caso não desempenha um papel de Deus, de igual modo o homem pode decidir por ter ou não filhos, ter pouco ou muitos filhos, desde que suas "sementes" (sêmen e óvulo-sistema reprodutivo) sejam "boas". Deve-se esperar a melhor hora de se semear caso decida assim fazê-lo.

"Há uma grande diferença em impedir alguma vida de dar à luz mais vida, e tirar uma vida depois de ter nascido. Este último pode ser assassinato; o primeiro não é assassinato. A seletividade voluntária a respeito do número de filhos não é mais pecaminosa, como tal, do que escolher a limitação do número de árvores que se planta no pomar, ou o número de grãos de trigo que se planta numa fileira .De fato, a semeadura indiscriminada (seja entre as plantas, seja entre os seres humanos) às vezes pode ser mais danosa do que a plantação seletiva. Uma vida bem colocada (humana ou não) é uma coisa bela. E um plantio mal planejado pode ter resultados muito feios. As condições superlotadas podem estrangular ou até mesmo estultificar a vida ao invés de ressaltar seu valor. Noutras palavras, a falta de controlar a quantidade de coisas vivas que nascem pode ser um assassinato. Se não houver cuidado em evitar que um número grande demais de coisas vivas venha a existir, então sua ação indiscriminada pode precipitar condições que realmente tirarão as vidas dalgumas."

Se limitar a quantidade de pessoas que nascem, pode aumentar a qualidade das pessoas que vivem, então certamente não é moralmente errado fazê-lo. Quem votaria a favor de uma magnitude de humanidade que limitasse severamente a personalidade dos homens individuais? A pura quantidade acima da qualidade é uma distorção de valores. Logo, se a qualidade da personalidade pode ser promovida ao impedir uma quantidade indevida de pessoas numa determinada família (ou mundo), então o controle da natalidade para este propósito é justificável.

(Ética Cristã. Norman Geisler. São Paulo:Vida Nova, 2006)

3. O  Propósito  do  Sexo é a  Procriação 
 O  prazer  do  sexo é  concomitante ao prop€ósito procriativo mas o prazer sexual não deve ser um fim em  si  mesmo. Procurar os  prazeres  do  sexo   parte  das  responsabilidades  envolvidas  na  criação  de  uma  família    contrário à „  ordem  natural  estabelecida  por  Deus.  O  sexo não é recreacional,  mas, sim, procriacional,  e buscar aquele, sem esta,  um  distorção  do  sexo.  Logo,  os  dispositivos  do  controle  da  natalidade  usados  para  manter  os  deleites  do  sexo  ao  passo  que  evitar-se  o  dever  de  ter  filhos  são moralmente errados.  O controle da natalidade  é um modo egoísta de trabalhar contra a lei da natureza.

Resposta:
  • Se o sexo não tivesse razões recreativas o sexo após a menopausa seria pecado!!
  • Se o prazer fosse ligado exclusivamente a reprodução, os seres humanos deveriam ser como os animais, ter prazer apenas quando estão férteis. A mulher só fértil por cerca de 7 dias no mês, sendo que nos outros 23 dias continua com o desejo sexual normal, ao contrário dos outros animais
  • A Bíblia mostra o sexo pelo sexo dentro do casamento, sem finalidade reprodutiva

1 Co 7:3  O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido.
4  A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher.
5  Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.

CT 7:7  Esse teu porte é semelhante à palmeira, e os teus seios, a seus cachos.
8  Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos. Sejam os teus seios como os cachos da vide, e o aroma da tua respiração, como o das maçãs.
9  Os teus beijos são como o bom vinho, vinho que se escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre seus lábios e dentes.
10 ¶ Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim.
11  Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias.
12  Levantemo-nos cedo de manhã para ir às vinhas; vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as romeiras; dar-te-ei ali o meu amor

Pv 5:18  Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,
19  corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.
20  Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?


"..todos os animais tem sua atividade sexual e reprodução disciplinadas rigorosamente pelos mecanismos biológicos hormonaisativos apenas em períodos determinados pela natureza" p. 19

"A função sexual dos animais é regulamentada estritamente pelos ciclos naturais e só visa a procriar; a  humana é uma sexualidade ampla e ilimitada: não tem nenhum equivalente no reino animal" p. 19

"a disponibilidade  sexual dos humanos é permanente na vida adulta...O princípio do prazer (constante), e não outros reguladores biológicos, é que determina a sexualidade humana"p. 19

"somente entre os animais irracionais a função sexual é restrita ao objetivo de reprodução da espécie" p. 19

"Desprovida de freios e inibidores biológicos,a sexualidade humana é disciplinada apenas - e não completamente - pelas interdições socioculturais" p. 20

"De fato, desde o nascimento, o sexo anatômico já determina a identidade civil: um nome masculino  ou feminino, a que se agregam sucessivos direitos e deveres, regras de comportamento, expectativas..." p. 21

"A sexualidade extrapola os limites da anatomia e fisiologia"p. 25

"O desempenho sexual não depende  só de anatomia e da fisiologia, mas também da integração dos fatores biológicos, psicológico, social e cultural" p. 25

"A sexualidade  é o principal  polo estruturante da  identidade  e da personalidade do indivíduo" p. 25
(Sexualidade Humana e seus Transtornos. Carmita Abdo. 3ª edição atualizada e ampliada. São Paulo: Leitura Médica, 2010)

'A procriação é, obviamente, um (talvez até mesmo o) propósito básico do sexo. Mesmo assim, não é o
único propósito do sexo. O sexo também tem propósitos de unificação e de recreação...Se o sexo visasse apenas à procriação, seria então muito estranho que a natureza permita que as mulheres possam procriar por menos de que metade da sua vida conjugal (i.e., somente até à menopausa) e, depois, somente num período de cada mês. Uma mulher que se casa com a idade de 20 anos terá, digamos, 25 anos de fertilidade em, somente, digamos, três dias por mês, ou seja: 1/10 do tempo. Isto significa que o tempo
propriamente dito da sua capacidade de conceber será menos do que três anos (i.e., e. de 1.000 dias) da sua vida de casada. Ora, pareceria estranho que Deus designasse o sexo com seus impulsos durante várias décadas da sua vida, se fosse designado somente para estes breves períodos procriativos. Está muito mais de acordo com a sabedoria de Deus, com os fatos da natureza, e com a experiência humana, supor que o papel do sexo é mais amplo do que o propósito procriativo. E se o sexo não é meramente para a
propagação, não há razão porque não se possa desfrutar dos demais propósitos do sexo sem produzir filhos." (Ética Cristã. Norman Geisler. São Paulo:Vida Nova, 2006)


4.A  Bíblia  Condenou  Especificamente  uma  Tentativa  de  Controle  de  Natalidade 
"Sabia, porém, Onã que o filho  não seria tido por seu; e todas as vezes que possu‡a a mulher do seu irmão deixava o  sêmem cair  na  terra,  para  não  dar  descendência  a  seu  irmão" (Gn 38:9).  "Isso, 
porém, que fazia,"  "era mau perante o SENHOR" (v. 10). 
Resposta:
  • A desobediência dizia respeito à responsabilidade de um irmão sobrevivente no sentido de suscitar descendência para seu irmão. 
  • A lei do Levirato como é chamado tinha por finalidade a geração de filhos!!A mulher neste caso estava apenas sendo usada por Onã. O que desagradou ao Senhor Deus. As pessoas não podem ser tratadas como simples objetos.

5 ¶ Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem filhos, então, a mulher do que morreu não se casará com outro estranho, fora da família; seu cunhado a tomará, e a receberá por mulher, e exercerá para com ela a obrigação de cunhado.
6  O primogênito que ela lhe der será sucessor do nome do seu irmão falecido, para que o nome deste não se apague em Israel.
7  Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, subirá esta à porta, aos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer exercer para comigo a obrigação de cunhado.
8  Então, os anciãos da sua cidade devem chamá-lo e falar-lhe; e, se ele persistir e disser: Não quero tomá-la,
9  então, sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará a sandália do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não quer edificar a casa de seu irmão;
10  e o nome de sua casa se chamará em Israel: A casa do descalçado
  
"Em resumo, nada há na natureza que limite necessariamente o sexo à procriação, e nada há na Escritura para proibir o uso dos contraceptivos quando houver uma motivação apropriada (altruísta). A pergunta não é se, mas quando os contraceptivos são moralmente permissíveis." (Ética Cristã. Norman Geisler. São Paulo:Vida Nova, 2006)


Quando o  Controle da  Natalidade „é certo:

 "(1) Por exemplo, adiar a família até que se possa cuidar dela melhor pode ser uma ação muito sábia e altruísta. Se razões psicológicas, econômicas, ou educacionais indicassem um tempo futuro melhor para a família, então não será moralmente errado esperar....

 (2) Além disto, se o controle da natalidade pode ser usado para limitar o tamanho da família conforme a capacidade dos pais de prover para ela, então a pessoa não peca. As Escrituras conclamam o homem a prover pelos seus (1 Tm 5:8) e planejar para o futuro. "Pois, qual de vós," disse Jesus, "pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?"(Lc 14:28). ..

(3) Além disto, refrear-se de ter filhos por razões da saúde (física ou mental) não é errado como tal. Na realidade, será errado trazer filhos para o mundo se fosse destrutivo para os pais e/ou as condições fossem destrutivas para os filhos.

(4)Finalmente, não é errado evitar ter filhos por algum propósito moral superior tal como Jesus se referiu em Mateus 19:12. Os homens podem dedicar-se voluntariamente ao celibato, ou passar sem filhos em prol do reino de Deus. Enquanto a espécie não estiver sendo ameaçada pela sua abstenção e enquanto a sua dedicação for para o bem dos outros, não é errado usar o controle da natalidade para evitar terem seus próprios filhos."



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Bibliografia:
Ética Cristã. Norman Geisler. São Paulo:Vida Nova, 2006
Sexualidade Humana e seus Transtornos. Carmita Abdo. 3ª edição atualizada e ampliada. São Paulo: Leitura Médica, 2010.

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