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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

É pecado tomar pílula do dia seguinte?

Não.  

  • Ela previne a concepção se for tomada nas primeiras horas
  • Ela não causa a morte do ovo, zigoto ou embrião
  • Mas deve ser usada apenas em caso de estupro ou como concepção de emergência
Resultado de imagem para pílula do dia seguinte

observe o que dizem os órgãos oficiais:  

  • Organização Mundial da Saúde- OMS
  • Ministério da Saúde- MS
  • Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia- FIGO 
"Foi criado para situações criadas por relações sexuais desprotegidas, falha ou uso indevido de outros contraceptivos (como a omissão de uma pílula ou rupturas ou deslizamentos de preservativos) e para casos de estupro ou sexo forçado sem proteção...

A contracepção de emergência só é eficaz nos primeiros dias após a relação sexual, antes da partida do óvulo do ovário e antes que ocorra a fertilização pelo espermatozóide... A contracepção de emergência não pode interromper uma gravidez estabelecida ou prejudicar um embrião em desenvolvimento. " http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs244/es/  OMS



"MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas NOTA TÉCNICA 
 Assunto: Anticoncepção de Emergência - AE

 A pílula anticoncepcional de emergência (levonorgestrel 0,75 mg), também conhecida como pílula do dia seguinte, é um recurso anticoncepcional importante para evitar uma gravidez indesejada, após uma relação sexual desprotegida. Dessa forma, contribui para diminuir o número de abortos provocados. Trata-se de um método anticoncepcional cientificamente aceito, aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA). 

Não é abortiva, pois não interrompe uma gravidez estabelecida e seu uso deve se dar antes da gravidez. Os vários estudos disponíveis atestam que ela atua impedindo o encontro do espermatozóide com o óvulo, seja inibindo a ovulação, seja espessando o muco cervical ou alterando a capacitação dos espermatozóides. Portanto, o seu mecanismo de ação é basicamente o mesmo dos outros métodos anticoncepcionais hormonais (pílulas e injetáveis).

Seu uso deve ser reservado para situações excepcionais, não devendo ser usada de rotina, substituindo outros métodos anticoncepcionais. Está indicada nas situações de falha de métodos anticoncepcionais (rompimento da camisinha, esquecimento de tomar pílulas ou injetáveis, deslocamento do diafragma ou do DIU, uso incorreto dos métodos comportamentais), de violência sexual, de relação sexual sem uso de método anticoncepcional. A pílula anticoncepcional de emergência deve ser prescrita por médico, iniciada até no máximo 5 dias após a relação sexual desprotegida (entretanto, sua eficácia é maior quanto mais precoce for o seu uso), tomando-se os 2 comprimidos de uma só vez ou fracionados em duas doses, sendo a 2ª dose tomada 12 horas após a 1ª. Os efeitos mais freqüentes após o uso da pílula anticoncepcional de emergência são náuseas e vômitos. 

O mecanismo de ação da AE é ponto de muito interesse, tanto de usuárias como de provedores de saúde. Embora se acumulem investigações científicas sobre o tema, o conhecimento das mulheres e dos profissionais de saúde ainda é relativamente escasso. Isso colabora para que persistam diversas dúvidas, principalmente sobre o risco de “efeito abortivo”. Portanto, o esclarecimento dos efeitos anticonceptivos da AE é fundamental. Nesse sentido, é preciso recordar que uma relação sexual só resulta em gravidez se ela ocorrer no dia da ovulação ou nos cinco dias que a precedem. Este período de fertilidade, de seis dias, varia para cada ciclo e para cada mulher, dada a possibilidade da ovulação ocorrer tão cedo como no 10° dia do ciclo menstrual, ou tão tardiamente quanto no 23°. Os espermatozóides, por sua vez, precisam esperar entre 1 e 5 dias no trato genital feminino, até que se produza a ovulação. E é exatamente nesse espaço de tempo que a AE atua (41). Entretanto, o mecanismo de ação varia bastante conforme o momento do ciclo menstrual em que a AE é administrada. Assim, se utilizada na primeira fase do ciclo menstrual, antes do pico do hormônio luteinizante (LH), a AE altera o desenvolvimento dos folículos, impedindo a ovulação ou a retardando por vários dias (28,32,40,44). A ovulação pode ser impedida ou retardada em quase 85% dos casos e, nessas circunstâncias, os espermatozóides não terão qualquer oportunidade de contato com o óvulo (3). Na segunda fase do ciclo menstrual, após a ovulação, a AE atua por outros mecanismos. Nesses casos, a AE altera o transporte dos espermatozóides e do óvulo nas trompas. O mais importante, é que a AE modifica o muco cervical tornando-o espesso e hostil, impedindo ou dificultando a migração dos espermatozóides do trato genital feminino até as trompas, em direção ao óvulo. Além disso, a AE interfere na capacitação dos espermatozóides, processo fundamental para a fecundação. Por meio de um ou mais desses mecanismos é que a AE impede a fecundação. Significa afirmar que a AE impede o encontro entre o óvulo e os espermatozóides (8,20,32). De toda forma, a eficácia da AE é resultado dos mecanismos de ação descritos que, em conjunto ou isoladamente, atuam impedindo a fecundação e sempre antes da implantação. Não há quaisquer evidências científicas de que a AE exerça efeitos após a fecundação, ou que implique na eliminação precoce do embrião. Não existe nenhuma sustentação científica para afirmar que AE seja um método que resulte em aborto, nem mesmo em um percentual pequeno de casos. As pesquisas asseguram que os mecanismos de ação da AE evitam ou retardam a ovulação, ou impedem a migração dos espermatozóides. Não há encontro entre os gametas masculino e feminino e, portanto, não ocorre a fecundação. A diminuição progressiva da efetividade da AE conforme transcorre o tempo a partir da relação sexual e a incapacidade de produzir sangramento imediato ou em caso de gravidez, são demonstrações simples, mas evidentes, de que a AE é capaz de evitar a gravidez, nunca de interrompê-la (41). A AE impede a fecundação e não há indicadores de que ela atue após este evento. Este fato deveria ser suficiente para estabelecer, claramente, a ausência de efeito abortivo. Apesar disso, conceitos cientificamente incorretos e mitos foram construídos sobre o mecanismo de ação da AE, dando margem a que se levante, equivocadamente, a hipótese de efeito abortivo. Entre os falsos conceitos científicos, o mais comum é acreditar que, nos casos em que ocorreria a fecundação, a gravidez ainda seria evitada por meio de alterações hormonais, conhecidas por efeito luteolítico. O corpo lúteo é estrutura imediatamente formada no mesmo local em que ocorreu a ovulação. Sua função reside, por um curto período de tempo, na produção hormonal necessária para a continuidade do processo reprodutivo. Diversos estudos demonstram que a AE atua sobre o corpo lúteo, levando a uma situação de deficiência funcional. No entanto, não há evidências de que a disfunção luteolítica interfira no processo de implantação (45). O conceito cientificamente incorreto reside em acreditar que a fecundação, uma vez não impedida, sofrerá ação luteolítica. Assim, o processo de implantação do blastocisto seria impedido, resultando no “efeito abortivo precoce”. Esse conceito não tem sustentação, por vários motivos. Primeiro, porque os progestágenos sintéticos contidos na AE são semelhantes a progesterona natural, atuando no organismo do mesmo modo que ela. A progesterona, produzida pelo ovário a partir da ovulação ou administrada depois da fecundação, favorece o desenvolvimento e a manutenção da gravidez. Daí vem o seu nome, progesterona, que significa pró-gestação. É fato absolutamente conhecido de que a progesterona não apresenta efeito abortivo, mesmo se administrada em altas doses. Pelo contrário, ela é essencial para a gravidez. Tanto que, em casos de ameaça de abortamento espontâneo, em gestações desejadas, é freqüente que se indique progesterona natural para evitar o abortamento. O mesmo procedimento é feito nos casos de reprodução assistida, administrando-se a progesterona, de forma profilática, para aumentar suas chances de sucesso. Além disso, investigações recentes sobre os efeitos pós ovulatórios da AE não encontram evidências de alterações no endométrio que pudessem interferir no processo da implantação (8,33,39,44,46). Outros estudos, utilizando a AE após o pico de LH e, portanto, após a ovulação, mostram que os níveis circulantes de progesterona também não sofrem modificações. Para completar, a Organização Mundial da Saúde assegura que a disfunção luteolítica produzida pela AE não se diferencia da disfunção luteolítica induzida pela lactação. A amamentação segue como alternativa anticonceptiva natural e tecnicamente válida, sem que se atribua a ela qualquer “efeito abortivo” devido a possibilidade de disfunção luteolítica (45). A revisão das pesquisas científicas permite afirmar, sem reserva de dúvida, de que a AE não atua após a fecundação e não impede a implantação, caso a fecundação ocorra. 

Por fim, cabe recordar a questão dos mitos, muitas vezes assimilados pelos profissionais de saúde como se fossem verdades, embora sem qualquer fundamentação científica. O mais comum distorce por completo o mecanismo de ação da AE. Segundo o mito, a AE se pautaria em oferecer “altas doses de hormônios” para “espessar o endométrio”. A “interrupção abrupta” desses hormônios levaria a “eliminação do endométrio” e, junto com ele, “interromperia a implantação recente do embrião”. Este mito, absolutamente inconsistente em cada detalhe, ainda persiste entre algumas usuárias e, lamentavelmente, entre profissionais de saúde (10). É um direito assegurado pela Constituição Federal e pela Lei Nº 9.263, que regulamenta o planejamento familiar, o acesso das pessoas às informações, métodos e técnicas para a concepção e para a anticoncepção, cientificamente aceita e que não coloquem em risco a vida e a saúde das pessoas. No Brasil, a AE é medicação aprovada pelos órgãos de vigilância sanitária e disponível, comercialmente, mediante receita médica. Além disso, a AE é recomendada pelo Ministério da Saúde nas normas técnicas de Planejamento Familiar (1996) e Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes das Violências Sexuais contra Mulheres e Adolescentes. A Academia Nacional de Medicina referenda a AE e a utilização do método também faz parte das recomendações e orientações do Conselho Federal de Medicina, através de resolução Federal, bem como da Federação Brasileira das Associações e Ginecologia e Obstetrícia e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. É ainda recomendada pela Organização Mundial da Saúde, pela International Planned Parenthood Federation (IPPF), pela Family Health International (FHI), pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) e pelas agências reguladoras da maioria dos países, incluindo a Food and Drug Administration (FDA). " 


"1. O que é anticoncepção de emergência? 
R: A anticoncepção de emergência (AE) é um método anticonceptivo que visa prevenir a gestação após a relação sexual. O método, também conhecido por “pílula do dia seguinte”, ou ainda como “anticoncepção pós-coital”, utiliza compostos hormonais concentrados e atua por curto período de tempo nos dias seguintes da relação sexual. Diferente de outros métodos anticonceptivos que atuam na prevenção da gravidez antes ou durante a relação sexual, a AE tem indicação reservada a situações especiais ou de exceção, com o objetivo de prevenir gravidez inoportuna ou indesejada2, 28, 80

3. Em quais situações a anticoncepção de emergência está indicada?
R: As indicações da AE são reservadas para situações especiais e excepcionais. O objetivo da AE é prevenir a gravidez inoportuna ou indesejada após relação sexual que, por alguma razão, foi desprotegida. Entre as principais indicações de AE, está a relação sexual sem uso de método anticonceptivo, por razão de violência sexual, falha conhecida ou presumida do método em uso de rotina ou uso inadequado do anticonceptivo. Essas situações são frequentes. Entre as falhas dos  anticonceptivos, podem-se citar rompimento do preservativo, algo relativamente comum, ou deslocamento do diafragma. Esquecimento prolongado do anticonceptivo oral, atraso na data do injetável mensal, cálculo incorreto do período fértil, erro no período de abstinência ou interpretação equivocada da temperatura basal são algumas circunstâncias que levam ao uso inadequado do método e expõem ao risco de gravidez.

 Nos casos de violência sexual, a mulher adolescente, jovem ou adulta é submetida a extremo sofrimento físico e psicológico, comprometendo, muitas vezes de forma irreversível, sua saúde mental e física. Para agravar o quadro já traumático, privada da possibilidade de escolha, a mulher pode ainda sofrer uma segunda violência: a gravidez indesejada9 . O método de AE assegura às mulheres uma anticoncepção preventiva, na perspectiva da redução de danos. Cumpre ressaltar que qualquer relação sexual forçada, mesmo que praticada pelo marido, é crime violento contra a mulher (vide Lei nº 11.340/2006). Menos explícita que outras formas de violência, algumas coerções sexuais que permeiam o cotidiano de muitos casais são sutis, mas extremamente cruéis, pois restringem a livre escolha e o exercício da sexualidade das mulheres, fazendo uso de intimidação, ameaça e violência psicológica. Ademais, a violência sexual contra as mulheres pode ser considerada, ainda, crime contra a humanidade, conforme Tratado de Roma ratificado pelo Brasil. Em situações de conflito armado o estupro é frequentemente utilizado como método para gravidez forçada com a finalidade de elimina- ção étnica ou como instrumento de guerra. Por fim, as situações aqui descritas constituem exemplos de indicação apropriada da AE, na medida em que todas são condições excepcionais25, 40 60, 80. A AE não deve ser usada de forma planejada, previamente programada, ou substituir método anticonceptivo como rotina15.

16. A Anticoncepção de Emergência pode atuar como método abortivo?

 R: Não existe nenhuma sustentação científica para afirmar que a AE seja método que resulte em aborto, nem mesmo em percentual pequeno de casos. As pesquisas asseguram que os mecanismos de ação da AE evitam ou retardam a ovulação, ou impedem a migração dos espermatozóides. Não há encontro entre os gametas masculino e feminino e, portanto, não ocorre a fecundação. A diminuição progressiva da efetividade da AE, conforme transcorre o tempo a partir da relação sexual, e a incapacidade de produzir sangramento imediato ou em caso de gravidez são demonstrações simples, mas evidentes, de que a AE é capaz de evitar a gravidez, nunca de interrompê-la 41. 

A AE impede a fecundação e não há indicadores de que ela atue após esse evento. Este fato deveria ser suficiente para estabelecer, claramente, a ausência de efeito abortivo. Apesar disso, conceitos cientificamente incorretos e mitos foram construídos sobre o mecanismo de ação da AE, dando margem a que se levante, equivocadamente, a hipótese de efeito abortivo. Entre os falsos conceitos científicos, o mais comum é acreditar que, nos casos em que ocorreria a fecundação, a gravidez ainda seria evitada por meio de alterações hormonais, conhecidas por efeito luteolítico. O corpo lúteo é a estrutura imediatamente formada no mesmo local em que ocorreu a ovulação. Sua função reside, por um curto período de tempo, na produção hormonal necessária para a continuidade do processo reprodutivo. Diversos estudos demonstram que a AE atua sobre o corpo lúteo, levando a uma situação de deficiência funcional. No entanto, não há evidências de que a disfunção luteolítica interfira no processo de implantação45. O conceito cientificamente incorreto reside em acreditar que a fecundação, uma vez não impedida, sofrerá ação luteolítica. Assim, o processo de implantação do blastocisto seria impedido, resultando no “efeito abortivo precoce”. Esse conceito não tem sustentação, por vários motivos.

 Primeiro, porque os progestágenos sintéticos contidos na AE são semelhantes à progesterona natural, atuando no organismo do mesmo modo que ela. A progesterona, produzida pelo ovário a partir da ovulação ou administrada depois da fecundação, favorece o desenvolvimento e a manutenção da gravidez. Daí vem o seu nome, progesterona, que significa pró-gestação. É fato absolutamente conhecido que a progesterona não apresenta efeito abortivo, mesmo se administrada em altas doses. Pelo contrário, ela é essencial para a gravidez. Tanto que, em casos de ameaça de abortamento espontâneo, em gestações desejadas, é freqüente que se indique progesterona natural para evitar o abortamento. O mesmo procedimento é feito nos casos de reprodução assistida, administrando-se a progesterona, de forma profilática, para aumentar suas chances de sucesso. Além disso, investigações recentes sobre os efeitos pós-ovulatórios da AE não encontram evidências de alterações no endométrio que pudessem interferir no processo da implantação8, 33, 39, 44, 46. Outros estudos, utilizando a AE após o pico de LH e, portanto, após a ovulação, mostram que os níveis circulantes de progesterona também não sofrem modificações. Para completar, a Organização Mundial de Saúde assegura que a disfunção luteolítica produzida pela AE não se diferencia da disfunção luteolítica induzida pela lactação. A amamentação segue como alternativa anticonceptiva natural e tecnicamente válida, sem que se atribua a ela qualquer “efeito abortivo”, devido à possibilidade de disfunção luteolítica45.

 A revisão das pesquisas científicas permite afirmar, sem reserva de dúvida, que a AE não atua após a fecundação e não impede a implantação, caso a fecundação ocorra. Por fim, cabe recordar a questão dos mitos, muitas vezes assimilados pelos profissionais de saúde como se fossem verdades, embora sem qualquer fundamentação científica. O mais comum distorce por completo o mecanismo de ação da AE. Segundo o mito, a AE se pautaria em oferecer “altas doses de hormônios” para “espessar o endométrio”. A “interrupção abrupta” desses 13 hormônios levaria à “eliminação do endométrio” e, junto com ele, “interromperia a implantação recente do embrião”. Este mito, absolutamente inconsistente em cada detalhe, ainda persiste entre algumas usuárias e, lamentavelmente, entre profissionais de saúde10. "

NOTAS
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8. CROXATO, H. La píldora anticonceptiva de emergencia y la generación de un nuevo individuo. Reflexión y Liberación, [s.l.], n. 61, p. 33-39, 2004. 
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12. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado S.A., 1993. 
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15. FIGUEIREDO, R. Brasil: uso de anticoncepción de emergencia por jóvenes. Boletín CLAE, [s.l.], v. 1, n. 2, p. 10, 2003. 
16. FORMIGA FILHO, J. F. N. Anticoncepção de emergência. Femina, [s.l.], 1997, v. 25, n. 4, p. 301-10, 1997. 17. GLASIER, A. Emergency postcoital contraception. N. Engl. J. Med., [s.l.], v. 337, p. 1058-1064, 1997. 

18. GLASIER, A.; BAIRD, D. The effects of self-administering emergency contraception. N. Engl. J. Med., [s.l.], v. 339, p. 1-4, 1998. 19. GRIMES, D. A. Emergency contraception: expanding opportunities for primary prevention. The New England Journal of Medicine, [s.l.], 1997, v. 337, n. 15, p. 1078-1079, 1997. 20. GROU, F.; RODRIGUES, I. The morning-after pill-how long after? Am. J. Obstet. Gynecol., [s.l], n. 171, p. 1529- 1534, 1994. 
21. GUILLEBAUD, J. Time for emergency contraception with levonorgestrel alone. Lancet., [s.l ], v. 352, p. 416, 1998. 
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 FONTE:
ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE --MINISTERIO DA SÁÚDE  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/anticoncepcao_emergencia_perguntas_respostas_2ed.pdf



Anticoncepção de emergência POSICIONAMENTO Março 2011 
International Federation of Gynecology & Obstetrics (FIGO) 

"MECANISMO DE AÇÃO 
Como as pílulas de anticoncepção de emergência (PAE) com levonorgestrel (LNG) previnem a gravidez? A contracepção de emergência que contém apenas levonorgestrel:
• Interfere no processo de ovulação;
• Possivelmente, pode evitar o encontro do espermatozoide com ovocito.

Evidência:

Ovulação:
 • Vários estudos demonstraram que as PAE com LNG impedem ou retardam a ovulação. Quando utilizadas antes da ovulação, as PAE com LNG inibem o pico pré-ovulatório da Hormona Luteinica (LH), impedindo o desenvolvimento, maturação folicular e/ou a liberação do óvulo.1, 2, 3,4,5,6,7,8, Este é o principal mecanismo de acção das PAE com LNG. .

Implantação:
• A eficácia das PAE com LNG foi avaliada em dois estudos, em que o dia do ciclo foi confirmado por meio de doseamentos hormonais (outros estudos usaram o dia do ciclo informado pelas próprias mulheres). Nestes estudos, nenhuma gravidez ocorreu nas mulheres que tomaram PAE com LNG antes da ovulação, enquanto gravidezes ocorreram apenas em mulheres que tomaram PAE com LNG no dia ou após a ovulação, evidenciando que as PAE não foram capaz de prevenir a implantação.9,10

 • Vários estudos avaliaram se as PAE com LNG produzem alterações nas características histológicas e bioquímicas do endométrio. A maioria destes estudos demonstrou que as PAE com LNG não têm efeito no endométrio, o que indica que não interferem na implantação.1, 2, 11, 12, 13 Um destes estudos demonstrou que a administração de uma dose duas vezes superior à dose padrão de LNG não provoca (ou provoca de forma ligeira) alterações endometriais.12 Apenas um estudo encontrou um único padrão de alteração endometrial quando as PAE com LNG foram administradas antes do pico LH, na fase em que as PAE com LNG inibem a ovulação.14 • Um estudo demonstrou que o LNG não impediu a implantação de embriões humanos em cultivo de células endometriais (in vitro). 15

• Estudos realizados em animais demonstraram que as PAE com LNG não impediram a implantação do ovo fecundado no endométrio.16,17

Espermatozoides: 
• Existem resultados contraditórios sobre o efeito da administração póscoital de LNG e nas doses usadas para anticoncepção de emergencia quanto à função espermática.
• Estudos anteriores sugeriam que as PAE com LNG interferiam na motilidade do espermatozóide por espessamento do muco cervical.18, 19 No entanto, dois estudos in vitro apontaram que o LNG em doses usadas para anticoncepção de emergência não tem efeito direto sobre a função espermática.20, 21 Estudos recentes in vivo não demonstraram efeito do LNG, sobre o número de espermatozoides viáveis encontrados no tracto genital feminino 24 a 28 horas depois da utilização de PAE.22 A interferên- cia na migração dos espermatozoides é também uma possível explicação para as mulheres que tomaram PAE com LNG antes da ovulação, mas tiveram rotura de folículo documentada nos 5 dias a seguir, e mesmo assim não engravidaram.9
• Pelos resultados apresentados, pode afirmar-se que este mecanismo de acção ainda não é completamente conhecido, sendo necessários mais estudos para o seu esclarecimento.

Efeitos na gravidez: 
• Dois estudos com mulheres que engravidaram em ciclo em que usaram PAE com LNG não encontraram diferenças entre os resultados da gestação em mulheres que haviam utilizado PAE com LNG e entre as que não as haviam utilizado. As variáveis incluídas foram o aborto espontâneo, peso ao nascer, malformação e a proporção entre o sexo dos recém-nascidos, o que indica que as PAE com LNG não têm efeito na gestação já estabelecida, inclusive em estágio inicial.23,24 Outros factos:

• A contracepção de emergência não é o mesmo que aborto médico precoce.
PAE com LNG são eficazes somente quando usadas nos primeiros dias após a relação sexual desprotegida e antes da ovulação e da fecundação. O aborto médico é uma opção para as mulheres com gestações em estágios iniciais e requer um medicamento diferente do levonorgestrel. 

As PAE com LNG não podem interromper uma gravidez já estabelecida nem provocar prejuízos no embrião em desenvolvimento.

Implicações da investigação: 
• A inibição ou atraso na ovulação é o principal e possivelmente o único mecanismo de acção das PAE com LNG.
• A revisão da evidência científica sugere que as PAE com LNG não interferem na implantação de um ovo fecundado. É recomendável não haver referências sobre a implantação na bula ou embalagem das PAE com LNG.
O facto de não se ter demonstrado efeito das PAE com LNG sobre a implantação explica porque não são 100% eficazes em prevenir uma gravidez e porque são menos efectivas quanto mais tarde for a toma. Deve-se informar claramente às mulheres que as PAE com LNG são mais eficazes quanto mais precoce for a toma.
 • As PAE com LNG não interrompem a gravidez (qualquer que seja a definição de início de gravidez). Entretanto, as PAE com LNG podem prevenir o aborto ao reduzir o número de gestações não desejadas."

FONTE:
http://www.spdc.pt/files/publicacoes/12_11364_2.pdf
http://www.figo.org/sites/default/files/uploads/MOA_FINAL_2011_ENG.pdf
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs244/es/

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