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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Terra rara- estamos sós no Universo!

Água em Marte
A descoberta da água em marte, neste ano de 2015 gerou alarde entre os que acreditam em vida extra-terrrena. Mas este é penas um dos muitos requisitos para a existência da vida.

Adaptação da reportagem da Revista Superinteressante de Abril de 2000.

Zonas mortas no Cosmo?

Veja os argumentos de Peter Ward e Donald Brownlee contra a existência de seres complexos em outros mundos e confira as ponderações a favor de outros especialistas. E meus comentários em vermelho

Galáxias estéreis
Ward e Brownlee sustentam que apenas as galáxias espirais (1) , parecidas com a Via Láctea, poderiam ter planetas com condições de abrigar seres complexos, pois têm elementos vitais como oxigênio, ferro ou carbono. Esses não existem em galáxias elípticas (2). Já as galáxias anãs (3) e as que estão em colisão (4) são violentas demais. Sobram as espirais, cerca de 20% do total.
Limite estreito
Dentro das galáxias espirais, dizem Ward e Brownlee, só uma faixa relativamente estreita de astros (5) teria condições semelhantes às que o Sol oferece ao desenvolvimento de criaturas complexas. No centro da galáxia (6) há tantas estrelas que sua luz torraria os possíveis ETs. Na borda (7) , a pobreza de elementos químicos dificultaria a evolução.
Bastam 5% dos astros
Mas o planetologista James Kasting diz que diversos tipos de astros, não só os semelhantes ao Sol, poderiam sustentar uma zoologia complexa. Além disso, a quantidade de estrelas como o Sol não é pequena, pois ela pode superar a marca dos 20 bilhões, segundo as estimativas aceitas.
Estrelas de sobra
Muitos especialistas alegam que o número de galáxias é imenso – em torno de 100 bilhões, segundo as estimativas. Assim, mesmo se apenas um quinto delas – 20 bilhões – tiver condições propícias deve haver uma grande quantidade de planetas habitados por aí.
É muito claro que é necessário Ozônio para que as radiações ultravioletas não venham destruir os seres vivos! Logo para se ter vida é preciso uma camada de ozônio.
Ajuda extra
Não basta só uma estrela ser adequada, afirmam Ward e Brownlee. A Terra é protegida pelo planeta Júpiter (8) : por ter uma massa elevada, ele atrai cometas e asteróides que poderiam cair aqui e extinguir as espécies. A Lua (9) , ao girar em torno Terra, lhe dá estabilidade. Assim, nosso planeta não balança instavelmente, o que abalaria toda a sua biologia.
Biologia resistente
Não está claro se a Biologia precisa mesmo de proteção especial para se desenvolver. De fato, a Terra já foi bombardeada em diversas ocasiões, ao longo de sua história. A despeito de diversos episódios de extinção em massa, a evolução não deixou de avançar em sua superfície.
1-o argumento acima esquece que se a Terra não tivesse a proteção de Júpiter ela seria bombardeada numa frequência e intensidade muito maior

Subsolo privilegiado
O interior do nosso planeta, por ser quente, move os continentes, gerando vulcões (1) e terremotos. Esse processo recicla, na medida certa, elementos químicos essenciais à irrupção biológica. Dificilmente haverá condições geológicas semelhantes em outros mundos.
Calor interno
Geologia ativa não é, necessariamente, prerrogativa terrestre. A Astronomia mostra que só corpos celestes pequenos como as luas perdem a energia produzida durante sua formação e carecem de substâncias radioativas para gerar calor interno. No Sistema Solar, além da Terra, Vênus e Marte também tiveram movimentos geológicos no passado. 
1-Ninguém disse que isso é prerrogativa terrestre.
2- As erupções vulcânicas liberam vapor d'água, essencial para existência da vida.
3- Não é qualquer planeta que tem água, aliás poucos.
http://super.abril.com.br/tecnologia/inteligencia-solitaria


Leia mais esta: Terra rara São Paulo, domingo, 12 de julho de 2009          

Mesmo a emergência de vida unicelular é um mistério completo



No ano 2000, dois cientistas americanos publicaram um livro de extrema coragem intelectual: "Rare Earth -Why Complex Life Is Uncommon in the Universe" (Terra Rara -Por que a Vida Complexa é Rara no Universo).
Nele, Peter Ward e Donald Brownlee argumentaram que, contrariamente às expectativas de muitos, a Terra é um planeta raro, e a vida, especialmente a vida complexa, mais rara ainda. Seu argumento é baseado na profunda relação entre a evolução da vida e o ambiente terrestre.

Claro, suspeitava-se há muito que a vida depende de uma série de circunstâncias climáticas e geológicas. Mas nos últimos 20 anos, descobertas em várias áreas, da geofísica à astronomia, demonstraram que essa relação é crucial.

Os avanços vão em duas direções. Por um lado, a descoberta de seres "extremófilos", bactérias capazes de sobreviver em ambientes tradicionalmente considerados extremamente hostis à vida, como o frio e o calor extremos, ausência de luz e oxigênio, ou ainda altíssimos níveis de radioatividade, mostram que a vida é extremamente maleável, ao menos no nível dos seres unicelulares. Com isso, ganhou força o argumento de que se procurarmos nos ambientes exóticos do nosso sistema solar, nas planícies áridas e expostas à radiação de Marte, no subsolo marciano, ou nos oceanos sob a superfície gelada de Europa, talvez possamos encontrar algo digno de ser chamado de vida. Dado que as leis da física funcionam pelo Universo afora, e que as estrelas forjam os mesmos elementos químicos pela vastidão do espaço, ao menos os ingredientes básicos da vida devem existir com certa facilidade.  O consenso é que se acharmos planetas parecidos com a Terra, com água líquida e uma boa concentração de elementos químicos, alguma forma de vida alienígena será encontrada. 

Ward e Brownlee não questionam isso. Por outro lado, o que vemos é que a vida na Terra passou por vários estágios de complexidade cada vez maior. Cada um desses "pulos" necessita de condições muito difíceis de serem reproduzidas com frequência.

Mesmo a emergência de vida unicelular é ainda um mistério completo. Não sabemos como moléculas se organizaram para criar uma entidade viva. Mas digamos que esse processo seja relativamente fácil de ser atingido; afinal, o que vemos aqui na Terra é que os bombardeios cósmicos mais intensos cessaram há 3,9 bilhões de anos e os primeiros sinais de vida datam de 3,5 bilhões de anos, ou até 3,8 bilhões de anos.

Bem rápido. O próximo passo, a formação das primeiras células procariotas, envolve também etapas desconhecidas. Esses seres reinaram sobre a Terra por quase 2 bilhões de anos, quando os seres eucariotos, ainda unicelulares, começaram a surgir. Esses dois tipos de criatura contribuíram para mudar o planeta. Por meio de uma fotossíntese simplificada, geraram o oxigênio que tornou possível o próximo passo, a formação de seres multicelulares.

Entra a Terra. Sem gás carbônico na atmosfera, não seria possível regular a temperatura de modo a manter a água líquida por bilhões de anos.

Sem a Lua, o ângulo de rotação da Terra em torno de si mesma variaria continuamente e as estações do ano não existiriam.

Sem um campo magnético, seres vivos sofreriam doses letais de radiação do espaço. A lista é longa, e a probabilidade de encontrarmos planetas como a Terra é muito pequena. Se Ward e Brownlee estiverem certos, a vida complexa é uma raridade. A vida inteligente, mais ainda. Seria uma volta ao antropocentrismo da Antiguidade, mas com uma diferença fundamental. Agora sabemos por que somos importantes.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "A Harmonia do Mundo"

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1207200902.htm#_=_

Para ver os problemas com cada passo na Evolução da vida click http://fatosdoevolucionismo.blogspot.com.br/2014/01/os-fatos-sobre-origem-da-vida.html

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