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sábado, 16 de janeiro de 2016

A VIDA HUMANA COMEÇA NA FIXAÇÃO DO EMBRIÃO NO ÚTERO?


Médica dá à luz trigêmeos idênticos no Paraná
                (Foto: Divulgação/Expressa Comunicação)
Médica dá à luz trigêmeos idênticos no Paraná (Foto: Divulgação/Expressa Comunicação) g1 noticias



Você sabia que:

  • 50% dos óvulos fecundados (zigoto-embrião) morrem?
  • Um gêmeo idêntico (univitelino) pode se formar até depois do 13º dia da fecundação? E que a partir deste dia a chance de siameses se torna muito alta?
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formação de gêmeos geralmente não se dá na concepção
diaminiótico= duas placentas
dicorionico= duas bolsas
monoaminiotico= uma placenta
monocorionico= duas bolsas


Leia abaixo um debate sobre a origem da vida humana.

  • Este texto foi extraído do livro: Teologia Sistemática- Norman Geisler vol 2, editora CPAD.
  • Meus comentários estão em vermelho e alguma citação em azul


"Na sua obra importante e instigante When Did I Begin?1  [Quando Foi Que Eu Comecei?]*1 Norman M. Ford argumenta que apesar da vida humana, de uma perspectiva genéticacomeçar na concepção, a vida humana, de uma perspectiva individual não inicia antes de duas semanas depois da concepção. A sua tese merece uma atenção especial, já que muitas questões científicas, éticas e teológicas estão em jogo: os experimentos pré-embrionários, o congelamento embrionário, a engenharia genética e os abortígenos *2 se baseiam todos neste período de duas semanas após a concepção. Teologicamente, e se for verdadeiro, este ponto de vista também apoiaria a posição criacionista (em oposição à posição traducionista) acerca da origem da alma humana, demonstrando que a alma é criada por Deus no momento da fixação do óvulo no útero.''
*1 Cambridge: Cambridge University Press, 1988.
*2 Um abortígeno é uma droga ou outra substância que facilita (ou induz a) o aborto. 


EXPOSIÇÃO DA TEORIA DE FORD
De acordo com o professor Ford: “E necessário fazermos uma distinção entre o conceito de   identidade genética e identidade ontológica ou individualidade” (WDIB, 117). 

A identidade genética é determinada na fertilização. Todavia, Ford não acredita que isto significa que estamos “filosoficamente falando do conceito de uma continuidade ontológica de um indivíduo” (ibid.).

[O] estabelecimento do novo programa genético ao término da fertilização é uma condição necessária, mas não suficiente, para a “atualização” ou o surgimento do novo indivíduo humano no estágio embrionário da existência, (Ibid., 118)

No estágio pré-embrionário,1 “poderíamos perguntar, de forma legítima, se o zigoto, por si mesmo, redundaria em um ou dois indivíduos” (ibid., 120). Por quê? Ford apresenta vários motivos.
Por um lado, a gemelação pode ocorrer enquanto não se atinge o estágio embrionário  (durante os primeiros quatorze dias após a concepção). Conseqüentemente, para Ford parece implausível se falar em um ser humano individual onde existe a possibilidade de haver dois. Neste caso teríamos que considerar, por exemplo, que o indivíduo original (o zigoto) morre quando ele se torna gêmeos:A Susana hipotética, como no caso do zigoto, deixaria de existir ao dar origem a suas duas
descendentes idênticas, [as hipotéticas] Margarete e Sara. Neste caso, elas seriam netas dos seus pais, que nem suspeitavam disso, (ibid., 136). Ford acrescenta: “Não existe evidência para se sugerir que um indivíduo deixe de existir quando ocorre a gemelação” (ibid.).

Além disso, Ford defende que os experimentos feitos com ovelhas e camundongos (os quais, à semelhança dos seres humanos, apresentam gravidez intra-uterina) demonstram que não existe um ser individual antes do termino da fixação do embrião no útero (quatorze dias depois da concepção): “Os blastômeros iniciais dos embriões da ovelha e do camundongo poderiam facilmente ser desagregados e ser combinados de forma variada por técnicas de micromanipulação” (ibid., 139). Isto significa dizer que, ao tomarmos células de um embrião e combiná-las com outras de outro embrião, os cientistas foram capazes de produzir indivíduos completamente diferentes. Por exemplo, por este método já foram produzidos animais “quiméricos,” os quais são parte carneiros e parte bodes. Se embriões diferentes puderem ser “separados” e “reagrupados” durante o período anterior à fixação, obviamente não haverá necessariamente um indivíduo humano continuado desde o momento da concepção. Ford conclui: Apesar destas manipulações experimentais não terem sido realizadas com embriões humanos, elas também lançam luz acerca do caráter do potencial de desenvolvimento e regulamentação do embrião humano. Isto ocorre em função da reconhecida similaridade existente nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionário de todos os mamíferos eutérios [Por exemplo,] o embrião do camundongo e da ovelha, em particular, assemelham-se muito intimamente, embora não sejam idênticos, aos embriões humanos [...] tanto antes, quanto depois do estágio de fixação no útero, (ibid., 144)

Diante das evidências, Ford acredita: È muito difícil sustentar que o embrião humano possa ser um  indivíduo humano antes do estágio blastocisto no qual ele se transforma naquilo dará origem ao embrião,  ao feto e a homem adulto [...] [Este] conjunto de células, apesar de precariamente agrupado, dificilmente pode ser uma coisa, quando muito várias coisas. Ele ainda não está determinado a ser nem uma, nem várias coisas [...] [Somente] a partir do décimo quarto ou décimo-quinto em diante não haverá dúvida se o ser ali formado é o Antônio, o Roberto ou o Ari, ou os três juntos, mas como três indivíduos, (ibid., 156, 178)
Portanto, o que é este ser concebido antes do término da segunda semana, senão um
ser humano? De acordo com Ford, este ser é um ser humano “em potencial” (ibid., 122-123).
Ele é geneticamente humano, mas, na verdade, não realmente e individualmente humano. Ou seja, ele tem todas as características humanas necessárias à vida individual, mas ainda não é um ser humano individual.
De acordo com o pensamento legado por Aristóteles e Tomás de Aquino, que faziam uma distinção entre forma e matéria e afirmavam que a alma é a forma do corpo, Ford acredita que uma alma humana individual poderia habitar um corpo ainda não formado. Como o corpo individual não aparece antes do estágio do “traço primitivo” (cerca de duas semanas depois da concepção), é neste ponto que Ford argumenta que o zigoto se torna um ser humano real e individual. Citando Anne McLaren,5 e com sua aprovação, Ford declara:
Se não estivermos nos referindo à origem da vida [...] mas à origem de uma vida individual, podemos traçar uma linha diretamente do recém-nascido até o feto, e ainda mais longe até a origem do embrião individual no estágio do traço primitivo na placa embrionária no décimo-sexto ou décimo sétimo dia [depois da concepção]. Se tentarmos retroceder além deste ponto, não encontraremos mais uma entidade coerente. Em vez disso haverá um conjunto maior de células, algumas das quais farão parte do desenvolvimento subseqüente do embrião e outras não. (ibid., 174-75)
Logo, de acordo com Ford, é nesse estágio do “traço primitivo” que uma vida humana individual e indivisível *6 começa. E aqui que ele, de igual modo, coloca a origem da alma humana, que serve de “forma” para aquele corpo até que a morte os separe. Aqui se inicia o ser ontológico, em oposição ao indivíduo genético (ibid., 179). Deste ponto em diante, nenhuma gemelação será mais possível — existe um indivíduo que surge de uma linha contínua: embrião, feto, criança e adulto.

*5 Nascida em 1927, ela é uma erudita de Oxford largamente aclamada pela sua obra nas áreas de Biologia e Genética. Recentemente ela participou da Comissão Britânica de Fertilização Humana e Embriologia, bem como no Grupo Consultivo Técnico e Científico da Organização Mundial de Saúde para o programa de reprodução humana.
 *6 Salvo em caso de morte.


CRÍTICA DA POSIÇÃO DE FORD
Apesar de Norman M. Ford ser católico, alegar-se a favor da vida e até mesmo confessar que não pode ser dogmático a respeito do seu posicionamento, existem problemas sérios nas suas conclusões. Apesar das muitas características positivas, há várias deficiências graves neste ponto de vista que merecem uma análise mais pormenorizada.

Primeiro, na melhor das hipóteses, as conclusões de Ford demonstram que a vida humana individual inicia duas semanas depois da concepção, e não que a vida humana real começa naquele ponto. Na verdade, ele admite que exista uma natureza humana que vive desde o momento da concepção (ibid., 115). Sendo este o caso, o ponto seguinte é uma conseqüência lógica.
Resposta:
1-Não pode existir vida humana real se não existe um indivíduo humano. O embrião antes de alcançar duas semanas é geneticamente humano, potencialmente humano, mas não realmente humano, pois ainda não é um indivíduo humano.
2- Ford disse que existe uma vida humana em potencial, uma natureza humana em potencial
3- Se a vida humana individual começa na concepção, temos várias implicações:

  • 50 % dos embriões  morrem antes mesmo de se descobrir que está grávida!! Esse processo inevitável visa selecionar embriões o mais saudáveis possíveis, visto que as condições do mundo decaído favorecem a morte dos embriões. Os mais de 40 milhões de espérmatozóides são selecionados para a fecundação do óvulo, de modo que os mais aptos venha a fecundá-lo.  Muitos destes embriões morrem antes mesmo do processo de gemelação, formação de gêmeos. Sendo assim parece incoerente afirmar que Deus dá uma alma a este embriões com potencial humano, mas que perecem por fatores especialmente cromossomiais e genéticos  . "A gravidez humana é um processo deficiente porque 70 % das concepções deixam de atingir a vitabilidade, com taxa estimada de perdas de 50 % antes da próxima falha menstrual (abortamento subclínico)" (Obstetrícia Fundamental- Rezende Montenegro, Guanabara Koogan p. 237)

"Segundo, se a vida humana inicia a partir da concepção, é discutível se disputar quando inicia um indivíduo contínuo (uma pessoa). A vida humana tem santidade independentemente de ser individualizada. Portanto, mesmo que Ford esteja correto acerca do momento em que a vida contínua e individual inicie, a vida humana digna de proteção, sem dúvida, inicia na concepção."
Resposta:
1-Um embrião antes da nidação é apenas um ser humano vivo em potencial, e que pode gerar um , dois ou três indivíduos. Sendo assim ele ainda não é uma vida humana, pois todo ser humano é um indivíduo.
2- Além disso, o embrião com potencialidade humana tem apenas 50 % de chance de se implantar e desenvolver suas potencialides;
3- A vida humana (o que na acepção da palavra representa um indivíduo humano) necessita sim ser protegida, mas como vimos ela não começa na concepção.
"o embrião é uma entidade especial, pois possui potencialides inerentes ao ser humano, mas ainda não as manifesta, tornando as questões éticas ainda mais complexas" (PROAGO- SEMCAD ciclo 6- Modulo 2, P. 147)

"Terceiro, Ford reconhece que este argumento é, em última instância, filosófico e não puramente factual. E isto é precário quando se lida com “questões de vida e morte,” pois as decisões a respeito de quando encerrar ou preservar a vida não podem ser relegadas aos filósofos. Alguns filósofos (e/ou teólogos) argumentam que a vida inicia na concepção, outros que isto se dá na fixação do óvulo no útero — ou depois da fixação, alguns no momento da animação, alguns no nascimento e, alguns, ainda, consideram que isto se dá mais tarde, quando o indivíduo atinge a consciência da sua própria existência. Em suma, sem que uma base científica (factual) seja utilizada para se determinar o início
da vida humana,*8 não existe maneira prática para se chegar a um acordo sobre o qual formularemos leis para a proteção da vida humana.
*8 Sobre a qual não existe qualquer debate legítimo — vide apêndice 1."
Resposta:
1-Qualquer argumento digno de crédito tem de passar pelo crivo da ciência, e sabemos que o indivíduo humano não inicia sua vida na fecundação
vejamos:

Na fecundação- ser humano em potencial ou seja, ainda não é humano. Mas pode se tornar
Na nidação (implantação no útero)- ser humano com potencial. Nas demais etapas da gestação- ser humano com potencial
Adulto- ser humano com todas as características humanas já desenvolvidas]

2- Além disso parece ir contra o curso normal dizer que Deus dá alma a 50 % dos embriões que morrerão

'Quarto, como o próprio Ford admite, a sua opinião acerca desse assunto não é a única posição possível: "Embora eu creia que os meus argumentos demonstram que o indivíduo humano começa com o aparecimento do traço primitivo, e não antes dele, seria presunçoso da minha parte declarar que a minha afirmação é definitivamente correta e que as posições contrárias são definitivamente erradas", (Ibid., 182).Na verdade, apesar dos argumentos de Ford, é possível, por exemplo, que a vida humana individual inicie na concepção.
 Vários pontos são aqui relevantes.
(1) A divisão tardia em gêmeos poderia ser uma forma de “paternidade” não-sexuada que é similar à clonagem (Ford reconhece a existência desta possibilidade)."
Resposta:
A forma da divisão não altera em nada o fato de que só surge gêmeos tardiamente.

"(2) Todo zigoto, antes da gemelação, continua sendo um indivíduo geneticamente único, distinto dos seus pais. Isto eqüivale a dizer que, quando gêmeos idênticos resultam de uma divisão do zigoto, não podemos concluir, de forma lógica, que o zigoto anterior a ele não era completamente humano. Tirar esta conclusão seria se utilizar de argumentação viciada. Em outras palavras, a gemelação parece não ser nem uma condição necessária, nem uma condição suficiente para se rejeitar a total humanidade do zigoto.
O professor Robert Wennberg nos propõe uma parábola que nos será útil neste ponto:
Imaginar que vivemos em um mundo no qual uma certa percentagem minúscula de adolescentes poderia se duplicar por algum meio misterioso significaria, que estes jovens se dividiriam em dois ao atingir o décimo sexto aniversário. Se este fosse o caso, jamais passaria pela cabeça de alguém imaginar que aquele jovem não foi humano antes de atingir os dezesseis anos; tampouco concluiríamos que a vida dele poderia ser tirada com um relaxamente na punição antes deste momento da duplicação [...] Entretanto, em tudo isto, continuaríamos ainda não questionando, de forma alguma, a afirmação de vida individual. Poderíamos nos debater acerca de questões referentes à identidade pessoal [...], mas não poderíamos deixar que estas estranhas formas de duplicações e fusões humanas influenciassem o nosso pensamento a respeito do direito que o indivíduo tem à vida.
Nem por isso parece-nos que tais considerações sejam relevantes na determinação do momento em que o indivíduo possa assumir o direito à vida no útero.*10
*10 Vide Life in the Balance: Exploring the Abortion Controversy [A Vida na Balança: Conhecendo a Controvérsia Acerca do Aborto],71.

(1) O argumento de Ford é baseado na suposição não comprovada de que a geração de um ser humano é a mesma que ocorre com camundongos e ovelhas. Ele, no entanto, admite que não existe nenhuma prova experimental a esse respeito."
Resposta:
1-O argumento dele não é baseado nisso, mas se reforça no fato de que não existe um ser individual antes do termino da fixação do embrião no útero, em todos mamíferos eutérios, que tem reconhecida similaridade existente nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionário.

2-o fato do 50% dos embrioões serem mortos de forma natural, anula a possibilidade  de Deus dar uma alma a pessoas.

"(2) A teoria de Ford aceita a premissa aristotélica de que os seres humanos podem gerar uma descendência geneticamente distinta, porém não-humana, que somente mais tarde se tornará humana.'
Resposta:
Os seres humanos geram uma vida humana em potencial, que pode gerar um, dois ou três seres humanos com potencial.


(3) Ford desconsidera o fato de que um ser humano novo, único e geneticamente individual é gerado no momento da concepção (da fertilização do óvulo). O ser ali formado não é um ser humano em potencial, mas um ser humano real. O próprio Ford o chama de indivíduo ( WDIB, 102) e admite que ele é um ser vivo que possui todas as características genéticas para toda a sua vida a partir do momento da fertilização: “Na fertilização tem início um novo indivíduo vivente, geneticamente único, quando o espermatozóide e o óvulo perdem a sua individualidade separada para formar uma única célula viva: o zigoto” (ibid., grifo acrescentado).
Resposta:
O termo indivíduo tem vários significados, e de fato ele deveria ter usado outro termo para não dar dupla interpretação. Ford destaca que o novo ser só terá sua individualidade humana depois, já que não é indivíduo (adjetivo), pois o embrião antes da nidação é passível de divisão
INDIVÍDUO
1 não dividual; indiviso, indivisível
n substantivo masculino (1619) 
2 qualquer ser concreto, conhecido por meio da experiência, que possui uma unidade de caracteres e forma um todo reconhecível
3 Rubrica: lógica.
elemento que entra na extensão de uma espécie; aquilo que é indivisível em extensão
4 Rubrica: química.
qualquer corpo simples ou composto, cristalizável ou volátil que não se acha em estado de decomposição
5 Rubrica: biologia.
organismo único, distinguível dos demais do grupo
6 ser pertencente à espécie humana; homem
Ex.: <o i. jovem> <o i. idoso>
7 o ser humano considerado isoladamente na coletividade, na comunidade de que faz parte; cidadão
Ex.: <os deveres e obrigações do i.> <todo i. tem direito à educação, saúde e habitação>
8 homem anônimo, indeterminado; pessoa
Ex.: passou por aqui um i. alto e louro
9 determinado homem; sujeito
Ex.: é um i. simpático
10 Uso: pejorativo.
homem a quem não se nomeia por ser considerado indigno, desprezível, reles
11 Uso: eufemismo.
diabo, demônio

(4) Nesta questão, Ford acaba caindo na mesma armadilha que caem muitos defensores do aborto, os quais argumentam que o zigoto (ou, para muitos, até mesmo o embrião posterior) é semelhante a um bálano, ou seja, não passa de uma vida potencial (ibid., 124). Mas isto não é correto. Um bálano, que é similar a um zigoto humano, é uma pequenina árvore de carvalho viva em estado de dormência. A semeadura do bálano não dá início à vida de um carvalho; mas apenas dá início ao seu crescimento. De modo semelhante, um zigoto humano vivo, ao ser implantado no útero da sua mãe não dá início à sua vida única e individual, mas simplesmente possibilita o seu desenvolvimento.
Resposta:
O zigoto é uma vida humana em potencial, e não uma vida humana real (individual), portanto, não se pode comparar a um bálamo, já que este é uma vida real.O útero possibilita a vida humana individual

(5) Como Ford parece sugerir, se a vida humana é protegida não a partir da concepção, mas somente depois da fixação do óvulo, teremos por conseqüência uma série de graves implicações morais e legais. O controle de natalidade não contraceptivo (por exemplo, os DIUs e o RU-486) e mesmo os experimentos feitos com zigotos humanos não são, de forma alguma, descartados. Em suma, a posição pós-fixação do óvulo faz com que o direito “inalienável” à vida seja alienado de um indivíduo humano, conforme todos admitem, nas duas primeiras semanas da sua vida.
Resposta:
A vida humana em potencial, zigoto, tem implicações éticas por se tratar de um ser humano em potencial que pode gerar um. dois ou três seres humanos reais.

CONCLUSÃO
Os filósofos e os teólogos continuarão a debater acerca de qual é o momento preciso em que a alma se une ao corpo humano. Neste ínterim, tanto as evidências bíblicas, quanto científicas apontam para o início de uma natureza humana única no momento da fertilização (concepção). Como declara o professor Jerome Lejeune:
“A natureza humana [...] é inteiramente constante do momento da fecundação [fertilização] até a mo rte natural” (conforme citação feita por Ford, WDIB, 127). A citação que Ford faz de um relatório da Real Comissão Para Assuntos de Contracepção, Esterilização e Aborto da Nova Zelândia (em 1977) também diz: De uma perspectiva biológica, não existe dúvida acerca do início da vida. Obtivemos evidências de eminentes cientistas do mundo inteiro e nenhum deles sugeriu que a vida humana iniciasse em algum outro momento que não fosse o da concepção, (ibid., 115)
Resposta:
A vida humana em potencial se inicia sim na concepção, mas não a vida humana real, INDIVIDUAL.

De uma perspectiva teológica, não há evidências científicas que contradigam a posição traducionista, a qual sustenta que a alma humana é gerada por um processo comandado por Deus por intermédio dos pais. Na verdade, o fato da clonagem de animais ser possível, é um apoio à posição traducionista. A clonagem humana, aparentemente, também confirmaria o Traducionismo, já que seria completamen te ad hoc e implausível se supor que Deus interviria diretamente para a criação de uma alma cada vez que um clone é gerado, particularmente porque o processo em si apresenta implicações éticas altamente negativas.
Resposta:
A ciência destrói a tese Traducionista pois:
 1-O traducionismo diz que a alma vem dos pais. A ciência mostra que nas gestaçõe de gemeos identicos, um irmão (considerando que na fecundação a alma foi gerada) geraria uma alma a outro irmão, logo a alma do irmão não vem dos pais!!

2- O traducionismo e a tese que a vida humana individual se inicia na fecundação supõe a tese implausível que Deus é o maior realizador de abortos do mundo, pois cerca de 70% das fecundações terminam em aborto natural!! (50 % antes de se verificar a gravidez [aborto sub clinico] e 20% depois de diagnosticada a gravidez [aborto clinico]

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