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sábado, 5 de dezembro de 2015

Os dez mandamentos-A verdadeira história de Moisés-Superinteressante edição 353- nov. 2015


1- Moisés é um personagem lendário
"A primeira pista para dissecarmos a verdadeira história da lenda de Moisés está no nome dele e de seus parentes. Apesar de, segundo a Bíblia, todos eles serem israelitas, seus nomes não são em hebraico...As denominações 'Moises', "Arão', (seu irmão) e "Fineias" (seu sobrinho-neto) são derivadas do idioma egípcio...Moisés por exemplo, tem a mesma origem que as terminações dos nomes dos faraós Ramsés e Tutmoses. Os três derivam do egípcio antigo "msézs", que significa 'filhos de", Ramsés, portanto, significa "filho do deus Rá". No caso de Moisés falta o nome da divindade da qual ele seria considerado filho" destaca o teólogo Leonardo Agostini Fernandes...ou seja: o nome MOisés setaria para o nome Tutmósis, assim como son está para Anderson. Não é um nome mas um sufixo, que nem faz sentido sem o devido prefixo. Isso pode significar, primeiro, que o herói é completamente lendário. Segundo, que seus criadores queriam dar a o seu personagem um nome que soasse egípcio... mas erraram a mão por não conhecerem bem a língua estrangeira..." (Superinteressante edição 353- nov. 2015 p. 30)

Resposta à revista:
1- O nome  Moisés pode ser derivado de um verbo ou de um substantivo:
a- se do substantivo significa "a criança",
b- se de um verbo significa "filho de", ficaria sem sentido, faltando o nome da divindade
Assim , a revista omite este fato!!

2- O nome Finéias significa " o núbio" e também é egípcio (ver abaixo) e não mostra em nada que o escritor não conhecia a língua egípcia.

3- O nome em hebraico
A explicação, como os de muitos outros nomes no AT. (por exemplo, Caim, Gênesis 4: 1, Noé, Gênesis 05:29), não repousa sobre uma etimologia científica, mas em cima de uma assonância: o nome é explicado, não porque ele é derivado de Mashah, para 'tirar', mas porque que se assemelha a ele em som. É uma paranomásia (ver abaixo)
 "O Nome Egípcio de Moisés. 
Que Moisés foi nascido no Egito, e criado sob forte influência egípcia, é atestado independentemente por seu nome evidentemente egípcio, confirmado pelos nomes egípcios que ocorrem entre os seus parentes araômeos, durante dois séculos,
i ) nome em si, nada mais é aparentemente, do que o egípcio Mase, pronunciado Mose depois do sécuculo XII A. C., e significa “a criança” , palavra preservada em composto como A-mose ( “filho
de A” , deus da luz), Tucmósis (“filho de Tote”).
De fato, é bem provável que a filha de Faraó não tenha dado um nome especial para aquele infante desconhecido, filho de uma raça diferente, e que ela se tenha limitado a chamá-lo simplesmente de "a criança” . A interpretação dada pelo escritor sacro, por outro lado, por uma coincidência extraordinária de som, e uma circunstância na sua história, é ligada com a raiz hebréia masha, “tirar, arrancar", porque a filha de Faraó havia tirado o menino das águas (Êxodo 2:10).
Outro fato na vida de Moisés, além do seu nascimento e educação no Egito, que é atestado pelo seu próprio nome e pelo de seus parentes, é a presença de um elemento núbio na sua família. “Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher etíope (ou núbia) que tomara; pois tinha tomado a mulher cusita (ou núbia)” (Números 12: 1). O nome do neto de Aarão, irmão de Moisés, Finéias, também é egípcio, e significa “o núbio”, e é interessante porque apresenta uma confirmação independente (e de absoluta confiança)” desta circunstância.(Arqueologia do Antigo Testamento, p.69 1ª edição, 1980)



"Moisés[mõseh],
1. Nome. Êxodo 2.10 afirma que Moisés recebeu esse nome pois “das águas [eu, a filha de Faraó] o tirei'.
Alguns estudiosos argumentam que mõseh corresponde ao verbo egípcio msi. gerar, dar à luz, ou ao subs. ms, criança.
Semelhantemente, outros supõem que mõseh é uma forma hipocorística de um nome teóforo (p. ex., har-mose, Hórus nasceu), no qual o elemento divino é eliminado, talvez por motivos monoteístas.
O fato de o nome de Moisés aparecer em nada menos do que dois textos egípcios originários da XIX dinastia (século XIII a. C.) dá ainda mais apoio a essa idéia (A. Gardiner, 268-69,277).

Apesar de ser perfeitamente possível que o nome Moisés venha de um radical egípcio, no texto de Êxodo, a etimologia apresentada é mostrada como uma paronomásia com o vb. msh, retirar (# 5406). O fato de o nome mõseh ser formalmente um particípio ativo (“aquele que tira”), enquanto Moisés é o objeto desse ato (por ter sido “tirado das águas”) não representa dificuldade alguma, tendo-se em vista que o escritor não estava procurando criar uma correspondência perfeita entre o nome e a ação. (Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento, vol 4, p. 932-933)

"(mõsheh) Moisés. O versículo importante acerca da escolha do nome de Moisés é Êxodo 2.10, que diz: "[ela] lhe chamou Moisés [mõsheh], e disse: Porque das águas o tirei [m'shítihü]" 

No hebraico o nome próprio "Moisés" é um particípio ativo masculino singular do qal do verbo mãshâ, "tirar (para fora de)", e, por isso, deve ser traduzido como "aquele que tira para fora". Morfologicamente a forma do nome é a que normalmente se espera de um verbo como mãshâ, que os gramáticos da língua hebraica descrevem de variadas maneiras, tais como "verbo de consoante final fraca", tertia infirma, lamed he, e assim por diante. É assim com o verbo bãnâ, "construir", e o particípio ativo bõneh, "construtor", que seguem o mesmo modelo. 

Deve ficar claro que a etimologia apresentada em Êxodo 2.10 não tem o propósito de ser uma explicação filológica exata, como também acontece com a maior parte da onomástica do AT. Caso houvesse precisão, seria de esperar que o nome dado pela filha do faraó ao nenezinho não fosse mõsheh, "aquele que tira para fora", mas mãshuy, "aquele que é tirado para fora", isto é, um particípio passivo. Isso não significa que a explicação dada em Êxodo para o nome seja incorreta. Nem devemos chegar ao extremo de negar a historicidade do acontecimento mediante a sugestão de que tal história surgiu como uma etiologia do nome, isto é, que a história foi criada para responder à indagação de alguém: "por que o nosso grande ancestral chamava-se mõsheh?n. 

A resposta é que o nome "Moisés" é, à semelhança de muitos outros, um trocadilho, um jogo de palavras baseado em assonância. O nome é explicado dessa forma não porque o nome Moisés deriva de mãshâ, mas porque o nome faz lembrar o verbo. Em busca ainda de outras indicações, alguns têm olhado a grafia de Moisés na LXX. Ali a forma grega é mõysês. Escritores antigos explicaram essa grafia no sentido de "salvo (ysés) da água (mõ)n ou de "tirado (sés) da água (mõy). 

Hoje em dia o consenso é de que "Moisés" remonta a uma raiz egípcia ms, "criança", mss, "nascer", ms aparece num antropônimo em egípcio, mas é mais prontamente identificado como a segunda parte de nomes teofóricos, Ahmose — Ah nasceu, Ptahmose — Ptah nasceu, interpretando-se mose como antigo perfectivo egípcio do verbo mss. Essa raiz egípcia aparece claramente na Bíblia no nome "Ramessés" (ra'amsês, Êx 1.11; ra'm'sés, Gn 47.11; Êx 12.37; Nm 33.3, 5). Em egípcio a forma é R'-ms-sw, "Ra é aquele que o gerou", em que o particípio ativo mas é seguido do pronome pessoal masculino se, "o". Lingüisticamente, o problema é explicar a relação entre as sibilantes s em egípcio e sh em hebraico. O problema fica solucionado com a demonstração de que escritos egípcios 883 1255 rtôç (mãshah) de nomes semíticos mostram em sua maioria s no lugar do semítico sh (Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento)p. 883-884)

4- Conclusão
O nome Moisés pode significar "a criança" e neste caso não é um erro, e portanto não significa que é lendário.


2- O autor do pentateuco  não é  Moisés e existe 2 versões dos 10 mandamentos

"Outra certeza dos historiadores é que Moisés não escreveu o quinteto inicial dos livros bíblicos- Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio. As pistas a esse respeito são diversas, a começar pela presença de várias narrativas diferentes e muitas vezes contraditórias, do mesmo evento nos livros supostamente mosaicos. Há por exemplo 3 versões diferentes dos 10 mandamentos....a hipótese dominante desde o séc. 19 é que vários textos antigos foram costurados e editados para produzir o Pentateuco...Mais todos os textos do Livro Sagrado foram escritos séculos depois do suposto êxodo do Egito, que teria começado em 1446 a.C, segundo a cronologia bíblica. A redação dos primeiros textos data de , no mínimo, 800 a.C., época em que os israelitas já formavam uma sociedade próspera e organizada - ou seja, com exércitos, sacerdotes, escribas, burocratas; o único tipo de ambiente capaz de produzir obras literárias complexas...." (Superinteressante edição 353- nov. 2015 p. 32)

"O rei teria escrito ele mesmo... o 'Livro da Lei'. Ele seria então, o autor dos dez mandamentos. ele teria criado a história na qual Moises recebe as tábuas das mãos de Iahweh" (Superinteressante edição 353- nov. 2015 p. 34)

"Quase todos os especialistas em história de Israel concordam que a versão mais antiga dos Dez Mandamentos é a que consta no capítulo 5 do Deuteronômio, livro bíblico "publicado" pela primeira vez em 622 a.C. Em outro trecho da Bíblia, no capítulo 34 do Êxodo, ao testemunhar o episódio de adoração ao bezerro de ouro, Moisés perde a cabeça e quebra as tábuas onde estão gravados os Dez Mandamentos. De acordo com o relato, Deus (Iahweh) repõe o material destroçado, produzindo uma segunda versão. Só que esta surge bem diferente da primeira, como você vê a seguir."
"Os Dez Mandamentos, Versão 1
(Deuteronômio, 5 e Êxodo, 20)

Esta é a versão consagrada dos Mandamentos. Nas duas partes da Bíblia em que ela aparece, há apenas uma mudança, no número III.

I - Eu sou seu Deus, eu o tirei do Egito. Adore somente a mim e não construa imagens de outros deuses ou de outras criaturas.

II - Não use meu nome em vão.

III - Lembre-se de santificar o dia do sábado e de não trabalhar nele. Até seus escravos devem descansar, porque você foi escravo no Egito e eu tirei você da escravidão.
(Em Êxodo 20 o trecho que aqui aparece em destaque é outro: "..., porque o Senhor criou todo
o Universo em seis dias e descansou no sétimo".)

IV - Honre seu pai e sua mãe.

V - Não cometa assassinato.

VI - Não cometa adultério.

VII - Não roube.

VIII - Não minta ao testemunhar no tribunal.

IX - Não cobice a mulher do próximo.

X - Não cobice as coisas alheias.

Os Dez Mandamentos, versão 2
(Êxodo, 34)

As mudanças em relação à versão 1 aparecem em negrito. Somados aos mandamentos de Êxodo 20, são 18 Mandamentos

I - Expulsarei todos os habitantes da terra que darei a você e à sua família, mas para isso você tem de destruir todos os deuses e altares deles.

II - Não faça qualquer aliança com os moradores da sua nova terra.

III - Não construa imagens de deuses com metal fundido.

IV - Realize todo ano a festa dos pães sem fermento, durante sete dias.

V - Todos os animais e seres humanos do sexo masculino que são os filhos mais velhos são meus. Os animais deverão ser sacrificados, enquanto os humanos serão consagrados a mim.

VI - Trabalhe apenas seis dias por semana e descanse no sétimo.

VII - Realize todo ano a festa da colheita, oferecendo a mim os primeiros frutos de sua lavoura.

VIII - Não misture pão fermentado aos sacrifícios de animais feitos em minha honra. Não guarde o cordeiro sacrificado na Páscoa para o dia seguinte.

IX - Traga os melhores frutos do começo da colheita para o meu Templo como oferenda.

X - Não cozinhe cabritos no leite de sua própria mãe.
(Interpretado pelos judeus como uma proibição a qualquer carne com qualquer derivado de leite - x-burguer não pode, por exemplo)." (Superinteressante edição 353- nov. 2015 p. 31-33)

Resposta:
1-Não existe 3 versões contraditórias dos 10 mandamentos. 


  • A Bíblia diz que o segundo conjunto de  tábuas tinha as mesmas palavras da primeira. Por que a revista seleciona os textos que quer acreditar?
Dt 10:3  Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, lavrei duas tábuas de pedra, como as primeiras, e subi ao monte com as duas tábuas na mão.
4  Então, escreveu o SENHOR nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos que ele vos falara no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o SENHOR mas deu a mim
  • A revista erra ao dividir o mandamento de não cobiçar  em 2 e unir o 1º e o 2º
  • Ex 20 e Dt 5 apresentam os mesmos 10 mandamentos! A unica diferença é que Ex 20 fala da razão do 7º dia ser escolhido e Dt 5 fala do motivo, a escravidão do Egito.
  • Ex 34 não apresenta 10 mandamentos e sim 11 pois apresenta 3 festas: Semanas, Pães Asmos e da Colheita!

Ex 20:3 1- Não terás outros deuses diante de mim.
4  2- Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5  Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem
6  e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
 3 Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
4  Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.
9  Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra.
10  Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro;
11  porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.
12 ¶5 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
13 6 Não matarás.
14 7 Não adulterarás.
15  8 Não furtarás.
16 9 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17 10 Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.


6 ¶ Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão.
7  Não terás outros deuses diante de mim.
8  Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra;
9  não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem,
10  e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
11  Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
12  Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o SENHOR, teu Deus.
13  Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra.
14  Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu;
15  porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.
16  Honra a teu pai e a tua mãe, como o SENHOR, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
17  Não matarás.
18  Não adulterarás.
19  Não furtarás.
20  Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
21  Não cobiçarás a mulher do teu próximo. Não desejarás a casa do teu próximo, nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Ex 34:12 1- Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada.
13 2- Mas derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas e cortareis os seus postes-ídolos
14  (porque não adorarás outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele);
15  para que não faças aliança com os moradores da terra; não suceda que, em se prostituindo eles com os deuses e lhes sacrificando, alguém te convide, e comas dos seus sacrifícios
16  e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses, façam que também os teus filhos se prostituam com seus deuses.
17  3- Não farás para ti deuses fundidos.
18 ¶ 4-Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, no tempo indicado no mês de abibe; porque no mês de abibe saíste do Egito.
19  5-Todo o que abre a madre é meu; também de todo o teu gado, sendo macho, o que abre a madre de vacas e de ovelhas.
20  O jumento, porém, que abrir a madre, resgatá-lo-ás com cordeiro; mas, se o não resgatares, será desnucado. Remirás todos os primogênitos de teus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.
21  6-Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega.
22  7-Também guardarás a Festa das Semanas, que é a das primícias da sega do trigo, e a 8-Festa da Colheita no fim do ano.
23  Três vezes no ano, todo homem entre ti aparecerá perante o SENHOR Deus, Deus de Israel.
24  Porque lançarei fora as nações de diante de ti e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra quando subires para comparecer na presença do SENHOR, teu Deus, três vezes no ano.
25  9- Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado;10 nem ficará o sacrifício da Festa da Páscoa da noite para a manhã.
26  11-As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe.
27  Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel.
28 ¶ E, ali, esteve com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.



2--Moisés recebeu formação acadêmica na nação mais prospera e adiantada da época, será que ele não teria condição de escrever estes livros?

At 7:21  quando foi exposto, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho.
22  E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.

3- A autoria de Moisés sempre foi aceita, a não ser por críticos e hereges:
Reconhecidamente, a tradição em parte alguma afirma explicitamente a autoria mosaica de Gênesis ou mesmo de Levítico, mas ela atesta claramente que Moisés escreveu partes ou a totalidade dos livros de Êxodo (Êx 17.14; 24.4, 7; 34.27), Números (Nm 33.1-2) e Deuteronômio (Dt 31.9, 11). E, evidentemente, essa era a opinião unânime pré-crítica expressa, pelo restante do AT (Js 1.8; 8.31; lRs 2.3; 2Rs 14.6; 21.8; Ed 6.18 Ne 13.1), pela tradição judaica pós-bíblica (Baba bathra 14b-15a; Josefo, Ad Apionem 1:8) e pelo NT (Mt 19.8; Jo 5.46-47; 7.19; At 3.22). A unidade universalmente reconhecida do Pentateuco desde os tempos primitivos também argumenta presuntivamente em favor da antigüidade do próprio testemunho da Bíblia quanto ao papel de Moisés como autor/compilador de toda a coleção (Dillard e Longman, 37). ( vol. 1, p. 74)
 (Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento vol 4, p. 933)

 A Bíblia atribui os primeiros cinco livros da Bíblia, Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, 0 Pentateuco, a Moisés em Êxodo 24.4; Josué 1.7,8; Esdras 6.18;Daniel 9.11 e Malaquias 4.4. Jesus citou o Pentateuco, atribuindo a fonte a Moisés em ,Marcos 7.10 e Lucas 20.37. A maioria dos críticos modernos nega a autoria mosaica e atribui as obras a um grupo complexo, muito posterior, de escribas e editores sacerdotais. O objetivo era evitar os registros dos livros sobre ocorrências sobrenaturais e autoridade divina. Já no século xvn, Baruch E spinosa negou que Moisés escrevera 0 Pentateuco. Muitos estudiosos críticos uniram-se a ele no século xix. Julius Wellhausen afirmou que os cinco primeiros livros foram escritos por várias pessoas, e nomeou as partes: Javista (J), eloista ( E ), sacerdotal ( P) e deuteronomista ( D ) JEPD. Características literárias supostamente distinguiam esses autores. (Enciclopédia de Apologética, editora Vida)
 Os argumentos mais convincentes em favor da historicidade de Moisés são provenientes das descobertas arqueológicas. Bright (seguindo Albright) demonstrou que todas as tradições bíblicas mais importantes para a vida de Moisés — a escravidão dos hebreus no Egito, o êxodo e o povo vagando pelo deserto — têm apoio arqueológico. Com referência à escravidão no Egito, pode-se dizer, em primeiro lugar, que os nomes egípcios mais comuns no começo de Israel, como Moisés, Hofni, Finéias, Merari e, possivelmente, Arão e outros indicam uma relação com o Egito. Em segundo lugar, no final do segundo milênio centenas de palavras semíticas foram incorporadas à língua egípcia, enquanto os deuses cananeus passaram a fazer parte do âmbito religioso daquele país. Em terceiro lugar, do século XV em diante, tem-se a presença dos 'apiru no Egito. Trata-se de um grupo que viveu à margem das estruturas sociais por toda a parte ocidental da Ásia do fim do terceiro ao fim do segundo milênio. Apesar de não ser o caso de determinar uma correlação direta entre os hebreus (‘ibri) e os 'apiru, a correspondência linguística entre esses dois termos é impressionante, como também a realidade sociológica de que ambos eram povos sem terras. Por fim, de acordo com Êxodo 1.11, os hebreus participaram da construção de Ramsés, que foi concluída na mesma época em que os programas de construção de Setos I e Ramsés II nos séculos XIV e XIII.
Apesar de não haver nenhuma evidência extrabíblica do êxodo e poucos dados sobre as jornadas pelo deserto, o fato de os poemas mais antigos do AT se referirem a essas tradições indica sua confiabilidade. O “Cântico do Mar” (ver abaixo) em Êxodo 15.1 b-18, datado do século XII pela escola de Albright, refere-se à travessia do Mar de Juncos (vv. 3-10) e, com respeito à Deus, fala da “habitação da tua santidade” (v. 13), do “monte da [sua] herança” (v. 17), ou seja, o Sinai. O “Cântico de Débora”, em Juizes 5, costuma ser datado da segunda metade do século XII e faz referência ao Sinai (vv. 4-5) e, possivelmente, à conquista da terra prometida (v. 19). Outros poemas antigos relacionados estão em Números 23—24; Deuteronômio 33; Salmos 68 e Habacuque 3.3-6. Referem-se aos principais acontecimentos na vida de Moisés e de Israel, sendo razoável concluir-se que Israel estava “comemorando todo esse panorama como herança comum no máximo um século depois da ocorrência dos acontecimentos” (E. J. Campbell, 144).É claro que tudo isso não confirma necessariamente o caráter histórico do relato bíblico sobre Moisés, mas, sem dúvida, demonstra que as tradições bíblicas referentes a ele são uma parte antiga e integrante da religião de Israel. A conhecida conclusão de Bright com respeito a esse assunto é bastante apropriada: “Os acontecimentos do êxodo e do Sinai exigem a presença de uma grande personalidade por trás deles. Também é certo que uma fé tão singular quanto a de Israel requeira um fundador, como foi o caso do cristianismo ou mesmo do islamismo. Negar esse papel de Moisés nos obrigaria a propor uma outra pessoa com o mesmo nome!” (J. Bright, 127). (Dicionário Internacional de Teologia e Exegese do Antigo Testamento vol 4, p. 933-934)
4- Outras objeções antigas contra a autoria de Moisés e exatidão do texto do Pentateuco foram derrubadas.
Os críticos argumentaram que Moisés não poderia ter escrito os cinco primeiros livros da Bíblia, porque a cultura da época de Moisés era anterior à invenção da escrita. Agora sabemos que a escrita existia milhares de anos antes de Moisés.
 Os críticos acreditavam que as referências da Bíblia ao povo heteu eram completamente fictícias. Um povo com esse nome jamais existira. Agora que a biblioteca nacional dos heteus foi encontrada na Turquia, as afirmações outrora confiantes dos céticos parecem ridículas.Estudos arqueológicos indicam que zombarias semelhantes sobre a rota e data do Êxodo logo serão silenciadas. Esses e muitos outros exemplos inspiram confiança em que as dificuldades bíblicas que ainda não foram explicadas não são erros da Bíblia. Supor que a Bíblia é culpada de erro até provar inocência. Muitos críticos supõem que a Bíblia está errada até que algo prove esta correta. Mas, como um cidadão acusado de um crime, a Bíblia deve ser lida no mínimo com a mesma pressuposição de precisão conferida a outras obras literárias que afirmam ser não-ficção. Essa é a maneira que abordamos toda a comunicação humana. 
 (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)
 .
5- Derrubando os argumentos contra a autoria Mosaica

Entre os argumentos oferecidos para demonstrar que Moisés não poderia ter escrito os primeiros livros,estes foram muito usados:
1. Moisés não poderia ter escrito o registro da sua morte em Deuteronômio 34.
2. Certas partes são parentéticas, portanto devem ter sido acrescentadas (p. ex., Dt 2.10-12; 2.20 23).
3. Moisés ainda não estava vivo quando os eventos de Gênesis foram registrados.
4. Nomes diferentes de Deus são usados em partes diferentes, refletindo um autores diferentes.
5. Os nomes de alguns lugares não são os que teriam sido usados na época de Moisés, mas bem mais tarde.
 6. Há referência a Israel na terra prometida, mas Moisés morreu antes de o povo entrar (Dt 34).

Resposta aos argumentos.

1-O registro da morte de Moisés.
"Como Moisés era um profeta (Dt 18.15; At 3.22) que possuía dons e habilidades milagrosas (por ex., Êx 4), não há razão para ele não poder escrever o registro da sua morte de antemão (v. milagres, valor apologético dos). No entanto, como não há sinais no próprio texto de que seja uma profecia, pode ter sido escrito por seu sucessor. Teólogos como R. D. Wilson, Merrill Unger, Douglas Young, R. Laird Harris, Gleason L. Archer, Jr. e R. K. Harrison facilmente aceitam que o capítulo final de Deuteronômio provavelmente foi acrescentado por Josué ou outra pessoa próxima a Moisés. Isso, na verdade, apóia a teoria de continuidade dos profetas escritores, (uma teoria segundo a qual cada profeta sucessor) escreve o último capítulo do livro de seu predecessor. A adição de um capítulo sobre o funeral de Moisés escrito por outro profeta, segundo o costume da época, não altera de forma alguma a crença de que Moisés foi o autor de tudo até o capítulo final. Isso certamente não se ajusta ao cenário J E D P."
 (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)

2-Seções parentéticas.
As seções parentéticas em Deuteronômio 2 não precisam ser redações posteriores. Os autores geralmente usam material editorial (e.g., parentético) nas suas obras. Tal adição foi feita à frase anterior nesse parágrafo. Nenhum manuscrito anterior as omite. Portanto, não há evidência convincente que sugira que foram acrescentadas por um redator posterior. Mesmo que comentários parentéticos fossem acrescentados ao texto, isso não mudaria nada que Moisés escreveu no restante do texto, nem depreciaria sua afirmação de autoria do texto inspirado. Muitos teólogos evangélicos estão dispostos a admitir que comentários como esses poderiam ter sido feitos por escribas posteriores para esclarecer o significado do texto. ... Sem esse tipo de evidência para a passagem, parece melhor considerá-la um comentário editorial do próprio Moisés. Em nenhum caso a autoria mosaica do texto inspirado do Pentateuco é questionada. (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)

3-Moisés e Gênesis.
"Quanto à composição de Gênesis, Deus poderia ter revelado a história das origens a Moisés, como fez com outras revelações sobrenaturais (e.g., Êx 20). Moisés ficou no monte durante quarenta dias, e Deus poderia ter revelado a ele a história até a sua época. Já que não há indicação clara no texto que foi isso que aconteceu, talvez haja maior razão para crer que Moisés compilou, e não compôs, o registro de Gênesis. Há indicação de que Gênesis foi uma compilação de documentos familiares e história oral que foram cuidadosamente transmitidos. Cada seção tem anexada a ela a frase “Esta é a história da ...” ou “Este é o Registro d[e] as gerações dos...”. Essas frases ocorrem em todo o livro de Gênesis (2.4; 5.1; 6.9; 10.1,32; 11.10,27; 25.12,19; 36.1; 37.2), ligando-o como uma série de registros familiares e genealogias. Às vezes os registros são até chamados livro [heb.=se/er](5.1). Como líder do povo judeu, Moisés teria acesso a esses registros familiares da história passada e poderia tê- los compilado da forma que conhecemos pelo Gênesis."  (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)

4-Nomes diferentes para Deus. 
"Os críticos argumentam que nomes diferentes de Deus em passagens diferentes indicam autores diferentes. Indicam Gênesis 1, onde o suposto autor eloísta (e) usa exclusivamente ’elohim para Deus. Mas em Gênesis 2 a frase Yahweh ’elohim (Senhor Deus) é usada. O uso de Yahweh (ou Javé) é considerado indício da mão do autor javista (j). Mas esse argumento é falho. O mesmo tipo de coisa ocorre no Alcorão, que é atribuído a uma fonte, Maomé. O nome Alá é usado para Deus nas suratas 4,9,24, e 33, mas Rab é usado nas suratas 18,23, e 25 (Harrison, p'. 517). No Alcorão os nomes são usados em capítulos diferentes. Em Gênesis eles estão espalhados no mesmo capítulo ou seção, levando a alguma separações incríveis do texto. Até os eruditos favoráveis à teoria JEDP não conseguem concordar sobre as separações. A explicação mais natural é que os nomes diferentes de Deus são usados, dependendo do assunto e do aspecto de Deus que está sendo discutido. O nome majestoso elohim é uma palavra adequada ao falar da criação, como em Gênesis 1. Yahweh, o que faz alianças, é mais adequado quando Deus se relaciona com pessoas, como em Gênesis 2, 3."  (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)

5-Estilo literário.
"Os críticos defensores da teoria JEDP dizem que o Pentateuco reflete um estilo literário de um período bem posterior. Por exemplo, o deuteronomista (d) usa estilo e estrutura do século VII a.c. Mas essa alegação também não pode ser baseada em fatos. Descobertas arqueológicas mostram que a forma literária usada em Deuteronômio é, na realidade, uma forma antiga de todo o Oriente Médio. Moisés segue como esquema literário os tratados de suserania feitos entre reis e seus súditos (v. Kline). O argumento faz uma suposição que não é verdadeira na história literária. Os críticos supõem que Moisés não poderia ter escrito em mais de um estilo. Como egípcio culto, ele foi exposto a tratados de suserania e a todas as outras formas narrativas e artísticas disponíveis na época. Bons autores modernos mudam de estilo e forma conforme desenvolvem sua arte e também para criar efeito. Às vezes eles podem usar formas diferentes num única obra. Um exemplo notável é C. S. Lewis. Os críticos da Bíblia ficariam loucos se fossem confrontados com o nome de um mesmo autor em histórias infantis, críticas literárias profundas, análises escolásticas, sátiras alegóricas, ficção científica, narrativa biográfica, disputas e tratados lógicos."  (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)
 6-Nomes posteriores de lugares.
"Nomes posteriores de lugares são facilmente explicados como inserções posteriores. Por exemplo, a cidade natal deste autor era chamada Van Dyke, Michigan, mas hoje é encontrada no mapa com o nome de Warren. Copistas posteriores podem ter atualizado os nomes de alguns lugares para as pessoas entenderem melhor. Josué 14.15 é quase certamente o caso, já que entrou no texto uma anotação parentética, que diz: “Hebrom era chamada Quiriate-Arba, em homenagem a tiba, o maior homem entre os anaquins)”.    (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)

7- Possessão da terra.
"Deuteronômio 2.12 refere-se a Israel na “terra da sua possessão”, o que só aconteceu depois da morte de Moisés. Logo, argumenta-se que Moisés não poderia ter escrito essas palavras. Como os comentaristas do A.T  Keil e Delitzsch concluíram, essa referência é à terra a leste do rio Jordão (Gileade e Basã), territórios que foram conquistados pelos israelitas sob a liderança de Moisés e divididas entre as duas tribos e meia, e que é descrita no cap. 3.20 como a ‘possessão’ que Jeová dera a essas tribos (Keil e Delitzsch, ...1.293). E, sendo uma referência parentética, 2.12 poderia ter sido uma inserção não-mosaica posterior ao texto original. Seja qual for a evidência que isso fornece de edição posterior, não apoia a autoria jedp nem nega a autoria mosaica do texto inspirado original." (Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001)

6- Mais evidências da autoria mosaica

  •  "Inicialmente, nenhuma outra pessoa conhecida daquele período tinha o tempo, interesse e habilidade de compor tal registro. 
  • Segunda, Moisés foi uma testemunha ocular dos eventos do Êxodo até Deuteronômio e, assim, era singularmente qualificado. Na verdade, o registro é um relato vivido de uma testemunha ocular de eventos espetaculares, tais como a travessia do mar Vermelho, o recebimento dos mandamentos e as peregrinações. 
  • Terceira, pelos registros rabínicos conhecidos mais antigos, esses livros foram unanimemente atribuídos a Moisés. Esse é o caso do Talmude, assim como das obras de autores judaicos como Filon e Josefo. 
  • Quarta, o autor reflete o conhecimento detalhado da geografia do deserto (v., p. ex., Êx 14). Isso é muito improvável para qualquer pessoa além de Moisés, que passou quarenta anos como pastor, e mais quarenta anos como líder nacional, na região. O mesmo argumento pode ser usado para as reflexões detalhadas dos costumes e práticas de uma variedade de povos descritos em todo 0 Pentateuco. 
  • A afirmação interna do livro é que “Moisés, então, escreveu tudo o que o Senhor dissera” (Êx 24.4). Se não escreveu, é uma fraude. 
  • os outros livros da bíblia confirmam.  O sucessor de Moisés, Josué, afirmou que Moisés escreveu a Lei. Na verdade, quando Josué assumiu a liderança, relatou que fora exortado por Deus: “Não deixe de falar as palavras deste livro da Lei” (Js 1.8); foi-lhe ordenado que tivesse “0 cuidado de obedecer a toda a lei que 0 meu servo Moisés lhe ordenou” (1.7). Depois de Josué, uma longa sucessão de personagens do At atribuiu os livros da lei a Moisés, entre eles Josias (2Cr 34.14), Esdras (Ed 6.18), Daniel (9.11) e Malaquias (4.4). Jesus e os autores do N t também atribuíram palavras a Moisés. As Escrituras em outros contextos referem-se ao Pentateuco como os livros ou lei de Moisés. Citando Êxodo 20.12, Jesus usou a introdução: “Pois !Moisés disse” (Mc 7.10; cf. Lc 20.37). O apóstolo Paulo declarou que “Moisés descreve desta forma a justificativa que vem da Lei: Ό homem que fizer estas coisas viverá por meio delas’”, quando citou Êxodo 20.11 (Rm 10.5). "(Enciclopédia de Apologética , editora Vida, 2001
  • As instruções meticulosas para o acampamento Nm 2:1-31 e para marcha 10:14-20 seriam irrelevantes para uma nação estabelecida (teoria de Josias). As refer~encias ao deseto são abundantes como higiene dt 23:12-13 e envio do bode expiatório Lv 16
  • A influencia egípcia se mostra na geografia Nm 13:22; Gn 13:10; Gn 37-Nm10, bem como em palavras que aparecem em Gn 41:43; nomes egípcios Potífera, Potifar, Zafenate-Peneia Azenate, Om, Ramessés, Pitom; costume de chamar ao rei egípcio como faraó, costumes egípcios como anel de sinete e corrente de outro como autoridade Gn 41:42.; uso de arcaísmos os quais não eram usados em épocas posteriores, bem como detalhes triviais específicos Gn 43:32.
  • A forma de tratado do livro de Deuteronômio reflete os tratados do segundo milênio a.C e não da época de Josias, distanciado de muitos seculos!!
  • A acusação de que o tabernáculo é posterior ao templo foi derrubada pelo fato da arqueologia descobrir tendas pré-fabricadas no Egito.
  • A terminologia sacrificial do livro de levítico reflete linguagem cananéia (1400 a.C) bem anterior a Josias oferta queimada, holocausto, oferta pacífica, oferta pela culpa.
para muitos outros argumentos ver : 





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