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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Análise do parecer da igreja presbiteriana sobre a Universal do Reino de Deus




Críticas e respostas em vermelho.
Documento contra a igreja universal em preto.
Fontes em preto.
Citações a favor da universal em azul
Seita ou igreja menos pura?
..."Por causa de elementos na pregação e na prática da IURD que são comuns aos protestantes em geral, e mesmo a outras igrejas pentecostais, cremos que os eleitos presentes nas igrejas da IURD têm sido chamados à fé, através da atuação do Espírito pela pregação do Evangelho; dessa forma, há nas igrejas da IURD os que professam abertamente que crêem em Jesus Cristo como único Salvador e mediador entre Deus e os homens, e abraçam sinceramente a verdadeira religião."  
 ...Em que pesem as crenças que confessam em igualdade com as igrejas protestantes evangélicas, a IURD mantém crenças e práticas que, no geral, são estranhas a essas igrejas, e que a qualificam como uma das “igrejas menos puras, conforme as Escrituras como interpretadas pela CFW (25.4). Há muitas igrejas que podem ser qualificadas como “menos puras”, inclusive muitas congregações locais de igrejas históricas (entre as quais a Presbiteriana), que têm seguido os mesmos princípios da IURD e de outros grupos neopentecostais....(Uma Avaliação das Principais Crenças e Práticas da Igreja Universal do Reino de Deus Igreja Presbiteriana do Brasil. 2.4, 2007)

RESOLUÇÃO XIX – Quanto ao documento 244: O SC/IPB-2010 RESOLVE:

1) com base no Relatório da Comissão Especial (CE-2007), determinada pela Resolução SC/IPB-2006-006, enquadrar a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) como seita;

2) com base na resolu- ção do SC/IPB-2006-006, que reafirma a posição do SC/IPB-1998-117 e no relatório especial CE-2007, determinar que os membros oriundos da IURD deverão ser aceitos mediante batismo e profissão de fé.  http://www.executivaipb.com.br/Atas_CE_SC/SC/SC%202010/doc31_244.pdf



"Uma Avaliação das Principais Crenças e Práticas da Igreja Universal do Reino de Deus Igreja Presbiteriana do Brasil. 2.4, 2007)"

Para ver o documento na íntegra  clickhttp://www.executivaipb.com.br/site/decisoes_importantes/IURD-2007.pdf

Veja os principais pontos do documento:

"APRESENTAÇÃO 
A presente publicação é o relatório da Comissão Permanente de Doutrina da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) acerca das crenças e práticas da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
O relatório foi adotado pelo seu Supremo Concílio da IPB em 1998, como sua posição oficial, e é aqui publicado por determinação do Supremo Concílio de 2006, com algumas atualizações.
Embora o relatório seja de 1998, pouca coisa mudou até hoje nas crenças e práticas da IURD, a não ser a constante inovação de práticas relacionadas com prosperidade, libertação e expulsão de demônios.1
Um ponto de mudança é o crescimento cada vez maior do envolvimento da IURD com a política partidária.2
A referida decisão do Supremo Concílio determinou que esse relatório fosse publicado e divulgado no âmbito da IPB para conhecimento e observância.
O alvo não é mais do que instruir as igrejas presbiterianas acerca das crenças e práticas da IURD amplamente disseminadas no meio evangélico nacional, em obediência à determinação apostólica, “Julgai todas as coisas; retende o que é bom” (1Ts 5.21). ..

1.1. Método de trabalho
A pergunta central, da qual dependem as respostas para os problemas acima, e outros ainda, é:
podemos considerar a IURD como parte da Igreja de Cristo neste mundo? Para responder a esta pergunta faz-se necessária a adoção de critérios claros que, segundo o nosso entendimento, estão expressos nas Escrituras como interpretadas na Confissão de Fé de Westminster (CFW), em seu capítulo sobre a Igreja (capítulo 25). Assim, nossa abordagem será teológico-comparativa e não sociológica....

1.2. Fontes utilizadas neste estudo 
Uma das maiores dificuldades em um estudo comparativo de teologia é exatamente achar as fontes primárias adequadas. A IURD não tem uma confissão de fé explícita e escrita. Obviamente, ela tem uma confissão de fé implícita, que é refletida nos escritos de seus líderes, nos artigos da Folha Universal (publicação oficial da denominação), nas palavras dos bispos e pastores nos programas de rádio e televisão assim como em reportagens e entrevistas a periódicos seculares. São estas fontes que usamos para reconstruir a credenda e a agenda da IURD. Mesmo assim, confessamos que, por vezes, é difícil afirmar com exatidão o que a IURD crê sobre um determinado aspecto ou prática, visto existirem informações conflitantes ou destoantes nessas fontes.
Uma outra dificuldade para se conhecer a credenda iurdiana é a aversão que Edir Macedo (fundador e líder maior da IURD) tem pelo que entende ser “teologia”. Em seu livro A Libertação da Teologia, 11 ele procura desmoralizar todas as tentativas feitas pela Igreja Cristã, ao longo da sua existência, de compreender logicamente e sistematizar o ensino cristão como encontrado nas Escrituras. Afirma Macedo:
Todas as formas e todos os ramos da teologia são fúteis. Não passam de emaranhados de idéias que nada dizem ao inculto; confundem os simples, e iludem os sábios. Nada acrescentam à fé. 12
 Mais especificamente, Macedo investe contra a sistematização teológica feita pelos protestantes históricos:
Criou-se uma TEOLOGIA PROTESTANTE, defendida ardorosamente pelos egoístas que usam o apelido farisaico de “conservadores” e quem, em algum ponto doutrinário desta “TEOLOGIA”, subtrai, acrescenta ou destoa, recebe, com a mesma veemência do clero católico romano, o selo de herege, anticristo, ou falso profeta.13
Num ambiente onde a formulação teológica é desprezada, é evidente que não há qualquer estímulo para que se sistematize e organize de forma lógica ou coerente aquilo que se crê. A ojeriza de Macedo, bem como a dos demais líderes da IURD, pela formulação teológica sistemática, tem deixado as portas abertas para a confusão, a incerteza, e a contradição que marcam suas fontes. Um exemplo da confusão teológica de Macedo é a dicotomia entre a Lei e o Evangelho, em que ele parece afirmar que a Escritura ensina dois caminhos de salvação, um pela Lei e outro pelo Evangelho.14
 Outro exemplo: enquanto parece crer na condenação eterna dos ímpios, afirma no mesmo fôlego que “... todos os homens são de um mesmo sangue, e se destinam todos à eternidade em um Reino celeste”.15 Macedo obviamente vê a IURD como parte de um pequeno setor da Igreja onde a “libertação” da teologia está ocorrendo.16 Seu livro A Libertação da Teologia, entretanto, demonstra que essa libertação ainda não ocorreu de fato: Macedo tem claramente seus próprios pressupostos, a sua própria teologia e seu sistema de pensamento. Este livro, eivado de erros históricos, exegéticos e teológicos, longe de demonstrar que a teologia é realmente perniciosa e desnecessária, demonstra como a falta do seu verdadeiro conhecimento produz homens arrogantes que pretendem possuir a “verdade” que permanecera oculta através dos séculos — um sinal característico de seita.
Considerando as fontes disponíveis usaremos os seguintes passos na confecção do documento: descrição dos pontos comuns da IURD com a fé cristã, o seus desvios, e a sua conseqüente descaracterização.

 11 Edir Macedo, A Libertação da Teologia, em Coleção Reino de Deus (Rio de Janeiro: Editora Gráfica Universal, 1993; 9a . edição). Todas as formas e todos os ramos da teologia são fúteis. Não passam de emaranhados de idéias que nada dizem ao inculto; confundem os simples, e iludem os sábios. Nada acrescentam à fé.
12 Ibid., 17-18.
13 Ibid., 47.
14 Edir Macedo, Nos Passos de Jesus, em Coleção Reino de Deus (Rio de Janeiro: Editora Gráfica Universal, 1996, 12ª edição), 166-67.
15 Macedo, A Libertação da Teologia, 20.
16 Ibid., 22.

Resposta:
1-O próprio documento  contra a igreja universal diz:
 A bem da verdade, diga-se que Macedo nega a possibilidade da salvação pelo cumprimento da Lei, e considera como legalistas aquelas igrejas que insistem na guarda da Lei para salvação (como os Sabatistas).43 
2-Edir Macedo deixa claro que a Lei não salva! Ele usou o termo "difícil" no sentido de impossível, como deixa claro o texto:
 'A Bíblia contém duas doutrinas principais: a Lei e o Evangelho. A Lei – a Lei é a doutrina da Bíblia pela qual Deus nos ensina nossa maneira de ser, o que devemos fazer e evitar. Isso quer dizer que o homem será salvo através dos seus próprios méritos, se obedecer às leis e aos mandamentos contidos no Antigo Testamento. Por esta doutrina é difícil conseguir a salvação, pois, se alguém falhar no cumprimento de pelo menos uma regra da Lei, mesmo que tenha cumprido as demais, estas serão anuladas por ter faltado apenas uma. Temos muitos exemplos de igrejas que se mantêm legalistas, ou seja, tentam aplicar a Lei para seus seguidores. É o caso dos sabatistas, que obrigam os fiéis a guardarem o sábado de qualquer maneira, porque na Lei encontramos o mandamento do Senhor de guardar o sábado. Aliás, todas as religiões ou “denominações” que tentam fundamentar a fé na Lei ou nos mandamentos acabam se tornando falsas e anticristãs,
Se a Lei fosse suficiente para salvar alguém, então a vinda do Senhor Jesus seria totalmente inútil."
3-O mesmo livro "Nos passos de Jesus" condena dentre os  "ismos", o Universalismo:
"Universalismo Pensamento religioso da Idade Média que estendia a salvação ou redenção a todo gênero humano. É, talvez, o precursor do movimento ecumênico moderno. O centro da história é o povo judeu, por sua aliança com Deus e, depois, a Igreja cristã. Afirma que a redenção é universalmente imposta a todas as criaturas.
 A oferta de sacrifício do Senhor Jesus no Calvário pode pagar plenamente toda a nossa dívida. É claro que somente é paga a dívida daquele que aceita a Oferta de Deus; aqueles, porém, que não a aceitam, mantêm-se endividados com Ele e consequentemente condenados à perdição eterna. "(O perfeito sacrifício)
4- Sobre a Teologia
"Ele tem uma vasta formação acadêmica: é graduado em Teologia, pela Faculdade Evangélica de Teologia “Seminário Unido”, e pela Faculdade de Educação Teológica no Estado de São Paulo (Fatebom). Fez doutorado em Teologia, Filosofia Cristã e Honoris Causa em Divindade, além do mestrado em Ciências Teológicas na Federación Evangélica Española de Entidades Religiosas “F.E.E.D.E.R” (MADRID, ESPAÑA). http://blogs.universal.org/bispomacedo/biografia/
"O bispo Macedo é conhecido como um orador nato, além de colecionar diversas graduações em teologia. Em São Paulo, num dos corredores de seu escritório, mostra-nos os diplomas pendurados na parede. Doutor em filosofia cristã, mestre em ciências teológicas, doutor em divindade, bacharel e doutor em teologia. Mas parece não dar muita importância aos títulos...
 Antes de se tornarem pastores, os auxiliares — a maioria jovens entre 18 e 25 anos, inscritos no Iburd, o Instituto Bíblico Universal do Reino de Deus — passam por treinamentos práticos. Durante dois a três anos, assistem a cultos e absorvem experiências. Depois, são enviados como ajudantes de pastor, normalmente a lugares de baixa renda, com populações carentes. Seja no Brasil, seja fora do país, onde podem ficar por bons anos. São diversas etapas para crescer na rígida pirâmide da Universal." (O bispo. A história revelada de Edir Macedo)
Macedo na verdade critica o denominacionalismo que existe na teologia, que se prende à tradição:

A Teologia que deveria ser o “estudo de Deus”, tem sido na realidade o “estudo dos estudos de Deus”, e o que não se pode evitar é que cada vez mais ohomem vá criando “ismos” e abstrações, desviando-se totalmente das basesbíblicas que revelam Deus. Desta maneira o “Deus” dos cristãos modernos não é mais o da Bíblia, mas o dos teólogos, dos concílios e das teses...
...O estudo da Teologia até que poderia ser bom se nao nos legasse os preconceitos, que hoje existem entre os cristãos. Deus precisa nos libertar desses preconceitos, desses tabus doutrinários que nos separam, mas está esperando, de nossa parte, querermos fazer isso.Enquanto nos seminários e nas faculdades de Teologia, que cada vez são mais denominacionalistas, mais particulares, continuarem a ser defendidas teses e doutrinas particulares em detrimento, muitas vezes, até mesmo do próprio ensinamento bíblico, estaremos longe de alcançar essa libertação..."
 ...As mais modernas correntes da Teologia não pregam uma vida cristã baseada na
experiência com Deus, mas nas preocupações sociais, políticas ou meramente eclesiásticas, e destas coisas a igreja precisa se libertar. URGENTEMENTE!
(A libertação da Teologia)
Além disso alguns de seus livros expressão claramente as divisões da Teologia Sistemática : Trindade, Escatologia, Salvação, Eclesiologia, etc.

4- Sobre as fontes consultadas
Se o leitor se atentar bem, notará que foi utilizado apenas os seguintes livros da Universal:
  • Nos passos de Jesus (mais de 80 % das citações!)
  • Orixás, Caboclos e Guias.
  • A libertação da Teologia
  • Religiões, Seitas e Heresias
  • Apocalipse hoje
  •  Mensagem disponível na Internet, na ocasião da confecção deste documento, no endereço http://www.hps.com.br/folhauniversal/255/ not01.htm.
  •  Manual do Obreiro: Estatuto e Regimento Interno da Igreja Universal do Reino de Deus 

2.1.Pontos em comum com a fé cristã
 Considerando-se o ensino básico da fé cristã, a IURD crê, em linhas gerais, como as tradições protestante e católica, nestes pontos:
  • na Trindade, 
  • na divindade e 
  • humanidade do Senhor Jesus Cristo, 
  • no pecado e na necessidade da salvação, 
  • na ressurreição dos mortos, 
  • na vida eterna, 
  • na segunda vinda de Cristo, 
  • e no juízo final. Esses pontos são afirmados nas fontes consultadas. ..."

2.2.Pontos em comum com o protestantismo histórico 
Em comum com os protestantes históricos, a IURD professa crer na salvação unicamente através de Cristo, nas Escrituras Sagradas como a única fonte de autoridade, que Jesus Cristo é o único fundamento e cabeça da Igreja,18 na rebelião e queda de Adão e Eva como causa fundamental da miséria humana,19 na necessidade de santidade por parte dos cristãos,20 e na comunhão pessoal com Deus através da oração.21 

A linguagem usada pelos protestantes históricos para referir-se a estes pontos está presente no ensino da IURD, embora nem sempre com o mesmo conteúdo. Isto é verdade especialmente no seu entendimento do conceito de salvação. No conceito iurdiano, salvação praticamente se identifica com libertação de males particulares, enquanto que conceitos bíblico-reformados como justificação, propiciação, expiação, e reconciliação com Deus estão, via de regra, ausentes, tanto na pregação quanto na praxis religiosa deles...

É preciso observar que Macedo critica duramente os Reformadores e os que criaram uma “teologia protestante”; possivelmente, Macedo não consideraria a IURD como uma igreja protestante.28
18 Cf. J. Cabral, Religiões, Seitas e Heresias, em Coleção Reino de Deus (Rio de Janeiro: Editora Gráfica Universal, 1992), 108-111.
19 Macedo, Nos Passos de Jesus, 24-25.
20 Ibid., 39.
21 Ibid., 61.
22 No capítulo 27 sobre “Seitas do Espírito Santo”, Cabral ataca a Congregação Cristã do Brasil, e acaba por não considerá-la como evangélica (p. 367).
23 Cf. Veja (01/11/1995) 50-51.
24 Macedo, Nos Passos de Jesus, 191-198. 25 Cf. o cuidado de Edir Macedo quanto às reações físicas dos pretensos batizados com o Espírito Santo (Nos Passos de Jesus, 174).
26 Cabral, Religiões, Seitas e Heresias, 371. Cf. o capítulo de Macedo sobre “O demônio e as línguas estranhas” em Nos Passos de Jesus, 169ss. 27 Ibid., 374-5
28 Macedo, A Libertação da Teologia, 45-47.
Resposta:
1- Quase que no mesmo parágrafo Macedo se considera evangélico:
"No meio evangélico, embora se afirme uma dependência quase que total do Espírito Santo para o entendimento das Escrituras, e se propague isso como um dos mais importantes pontos de nossa, na prática, tal coisa não tem acontecido. Criou-se uma TEOLOGIA PROTESTANTE, defendida ardorosamente pelos egoístas que usam o apelido farisaico de “conservadores” e quem, em algum ponto doutrinário dessa “TEOLOGIA”, subtrai, acrescenta ou destoa, recebe, com a mesma veemência do clero católico romano, o selo de herege, anticristo ou falso profeta..." (A libertação da Teologia)
2- J. Cabral em seu livro "Religiões, Seitas e Heresias, p. 20 diz: que a Universal é evangélica:
"O que é uma heresia? Para nós evangélicos é toda doutrina que em matéria de fé..." 
 3- O próprio documento contra a igreja universal diz: 
Transparece do livro de J. Cabral, Religiões, Seitas e Heresias, publicação oficial da IURD, que a IURD se considera como igreja evangélica. Nessa obra, Cabral ataca praticamente todas as religiões, organizações, movimentos, e seitas normalmente rejeitadas pelos protestantes como sendo falsas: astrologia, hinduísmo, budismo, confucionismo, catolicismo romano, xintoísmo, taoísmo, islamismo, rosacrucianismo, maçonaria, espiritismo, vodu, bahaísmo, mormonismo, adventismo do sétimo dia, testemunhas de Jeová, russelismo, ciência cristã, teosofia, Perfect Liberty, Igreja Messiânica Mundial, Seicho-no-Ie, Hare Krishna, Meninos de Deus, a Igreja da Unificação e “seitas do Espírito Santo”.22 Distanciando-se destas manifestações religiosas, a IURD procura alinhar-se com os evangélicos.(2.2)"
4- O livro "O bispo. A história revelada de Edir Macedo" ( biografia autorizada do bispo Edir Macedo) diz:
"...A Igreja Universal é, sem dúvida, a maior representante do movimento neopentecostal brasileiro...."
5-Outras fontes confirmam:
"R: Como já explicado reiteradas vezes, a IURD é uma denominação evangélica neopentecostal, que possui como doutrina a Teologia da Prosperidade. Ou seja, acredita na intervenção divina também para o bem-estar material do homem. ...(http://blogs.universal.org/bispomacedo/?s=teologia)
6-O conceito iurdiano de salvação é sim idêntico ao do protestantismo histórico (especialmetne ao da Igreja Metodista e a maioria dos Pentecostais, por ser arminiana)
Da mesma forma, Deus não exige pagamento pelo Seu perdão. A vida eterna é dom gratuito do Criador para todos que O buscam (ver Romanos 6.23).(A libertação da Teologia)
 É a doutrina pela qual Deus nos salva por intermédio do Senhor Jesus. Através do Evangelho, o homem é salvo pela fé n’Aquele que conseguiu cumprir toda a Lei, sem falhar absolutamente em nenhum item: Jesus Cristo. A Lei nos ensina o que devemos ou não fazer, porém o Evangelho nos ensina o que Deus tem feito e continua a fazer pelo homem, por intermédio do Seu Filho Jesus.(Nos passos de Jesus cap. 14)
Fé não é somente aceitação, a qual é ato da mente, mas uma disposição operada por Deus em nosso coração que nos dá a segura confiança de que Ele, pelos méritos de Cristo, perdoa nossos pecados e nos salva(Nos passos de Jesus, prefacio)

"2.4 Pontos em comum com igrejas de libertação (neopentecostais)

Em vários aspectos a IURD deve ser considerada como uma igreja neopentecostal, cuja prática se aproxima de igrejas como Deus é Amor, Casa da Bênção, e Brasil para Cristo. 31 Essas igrejas, além das crenças e práticas pentecostais, giram particularmente em torno da teologia da prosperidade, dos ministérios de libertar pessoas oprimidas por demônios e da utilização de objetos “ungidos” nos cultos...Levando em conta isoladamente ensinos e práticas genericamente presentes na IURD, pode-se considerá-la como sendo uma igreja cristã, protestante, pentecostal, caracteristicamente neopentecostal. Isso, entretanto, não lhe assegura necessariamente o status de parte da igreja visível de Cristo, já que estão igualmente presentes na sua doutrina e na sua prática elementos estranhos ao ensino bíblico do Cristianismo histórico. Nos pontos seguintes, a Comissão Permanente de Doutrina expõe o que considera questionável na credenda (a expressão de fé) e agenda (a expressão prática da fé) da IURD, à luz do ensino bíblico, conforme entendido pela CFW."
Resposta:
A teologia da prosperidade ma verdade não se resume em pregar prosperidade. (veja Anexo)

4.1. RAZÕES PELAS QUAIS A IURD DEVE SER CONSIDERADA COMO IGREJA “MENOS PURA”
"Diz a CFW [CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER] no capítulo sobre a Igreja (25:1-5):...
 IV. Esta Igreja Católica tem sido ora mais, ora menos, visível. As igrejas particulares, que são membros dela, são mais ou menos puras conforme neles é, com mais ou menos pureza, ensinado e abraçado o Evangelho, administradas as ordenanças e celebrado o culto público.
V. As igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro; algumas têm degenerado ao ponto de não serem mais igrejas de Cristo, mas sinagogas de Satanás; não obstante, haverá sempre sobre a terra uma igreja para adorar a Deus segundo a vontade dele mesmo."

4.1. RAZÕES PELAS QUAIS A IURD DEVE SER CONSIDERADA COMO IGREJA “MENOS PURA”
Em que pesem as crenças que confessam em igualdade com as igrejas protestantes evangélicas, a IURD mantém crenças e práticas que, no geral, são estranhas a essas igrejas, e que a qualificam como uma das “igrejas menos puras”, conforme as Escrituras como interpretadas pela CFW (25.4). Há muitas igrejas que podem ser qualificadas como “menos puras”, inclusive muitas congregações locais de igrejas históricas (entre as quais a Presbiteriana), que têm seguido os mesmos princípios da IURD e de outros grupos neopentecostais.


4.1.1. A hermenêutica da IURD
"Assim, a repetição ou reencenação de episódios e eventos bíblicos é utilizada como ferramenta hermenêutica, que lhes permite usar as Escrituras como base da sua prática. Nesta tentativa de repetir os episódios bíblicos, existe uma grande dose de alegorização dos textos bíblicos, e total desrespeito pelo contexto histórico dos mesmos, bem como a falta de distinção entre o que é descritivo na Bíblia, e o que é normativo para as experiências dos cristãos. Por exemplo, assim como Noé fez uma aliança com Deus, podemos nós também faze-la. Assim como Josué cercou as muralhas de Jericó e ao som das trombetas elas caíram, assim podemos “cercar” as muralhas das dificuldades e problemas e derrubá-las em nome de Jesus (usando uma trombeta de plástico e uma muralha de isopor). A vara que Moisés usou, o cajado de Jacó, os aventais de Paulo — todas estas coisas, e muitas outras tiradas das histórias bíblicas, se tornam tipos da utilização de apetrechos semelhantes, aos quais é atribuído (apesar de negações em contrário) algum valor espiritual na resolução dos problemas.3..."
Resposta:
Se analisarmos o  uso de episódios bíblicos, mais atentamente, eles não são usados como normativos, mas como algo para  despertar a fé dos fiéis!!(ver abaixo 4.2.7)


4.1.2. A doutrina da salvação
"A IURD, à semelhança dos arminianos (evangélicos) e semi-pelagianos (entre os católicos), crê na doutrina da graça preveniente, ou seja, que existe uma capacidade latente nas pessoas, sem exceção, de crer na mensagem do Evangelho.
...O conceito de salvação, entendido pela fé reformada, refere-se primariamente à salvação da culpa, poder e presença do pecado nas vidas dos eleitos, mediante a obra redentora de Cristo. Inclui a santificação e a ressurreição final. Aparentemente, na teologia iurdiana, o termo salvação é usado como sinônimo de libertação das drogas, dos problemas, das doenças e da opressão causada pelos demônios.41
...Também não é claro se a aceitação de Cristo (passo 1) traz a salvação e perdão, enquanto que os demais passos estão relacionados com o crescimento cristão..."
39 Macedo, Nos Passos de Jesus, 178.
40 Edir Macedo, Apocalipse Hoje, (Rio de Janeiro: Editora Gráfica Universal, 1992) 149.
 41 Macedo, Nos Passos de Jesus, 35. 42 Ibid, 34-45.
Resposta:
1- Uma leitura mais atenta esclarece:
Sem fé é impossível agradar a Deus. O bispo Macedo sempre diz: “Eis que a salvação nasce da fé e não das obras, que são frutos da graça de Deus na vida dos salvos”. O autor nos ensina que importa servir a Deus em novidade de espírito, vinda da verdadeira e viva fé que determina ser nascido de Deus quem quer que a possua. Fé não é somente aceitação, a qual é ato da mente, mas uma disposição operada por Deus em nosso coração que nos dá a segura confiança de que Ele, pelos méritos de Cristo, perdoa nossos pecados e nos salva. Essa é a grande verdade a ser gravada no sacrário do nosso coração agradecido: nenhuma graça é mais importante na vida do cristão que a fé. Esta, segundo assimilamos da vida, das obras e dos atos do bispo Macedo, é onipotente e, através dela, Deus realiza em nós o Seu próprio poder, imutável e infinito. (Nos passos de Jesus - prefácio) 
Quando uma pessoa alcança a salvação através do dom inefável do Senhor Jesus Cristo, logo sente o desejo de levar essa mesma bênção aos que estão perdidos neste mundo. (Nos passos de Jesus cap. 3)
É a doutrina pela qual Deus nos salva por intermédio do Senhor Jesus. Através do Evangelho, o homem é salvo pela fé n’Aquele que conseguiu cumprir toda a Lei, sem falhar absolutamente em nenhum item: Jesus Cristo. A Lei nos ensina o que devemos ou não fazer, porém o Evangelho nos ensina o que Deus tem feito e continua a fazer pelo homem, por intermédio do Seu Filho Jesus.(Nos passos de Jesus cap. 14)
 "Entretanto, Macedo tem substituído as obras da Lei por obras evangélicas — em última análise, a salvação do ser humano depende da observância destes preceitos: Nossa experiência nos leva a crer que um dos pontos fundamentais para a libertação e salvação está no fato da pessoa se desligar totalmente das companhias que não professam a mesma fé ... este item é de suma importância para a salvação de alguém.44
Macedo afirma a necessidade categórica de se freqüentar as reuniões da IURD para “uma libertação completa”.45 Segundo ele, o próprio Deus ficará sem poder atender as orações, caso o fiel não especifique o que deseja.46
Não somente a salvação vem através do esforço humano, mas a própria manutenção desta salvação: Procure amizade com pessoas que tenham a mesma fé e evite a todo custo conversas, discussões ou contatos que possam colocar em jogo a sua salvação.47 Se a salvação e a manutenção da mesma dependem do esforço humano, não é de admirar-se que no ensino da IURD encontremos indicações de que aceitam a possibilidade da perda da salvação por parte de um crente verdadeiro. Em seu livro Apocalipse Hoje Macedo parece sugerir esta possibilidade:..."
43 Ibid., 166-7.
 44 Ibid., 41.
45 Ibid., 38.
46 Ibid., 67-8. Por exemplo, deve-se pedir a Deus exatamente quanto se deseja ganhar, a marca e o modelo do carro novo que se deseja (p. 68). A influência aqui do ensino de Paul Yonggi Cho (A Quarta Dimensão) é evidente (atualmente, mudou seu nome para David Yonggi Cho). 47 Ibid., 41
Resposta:
1-Macedo, assim como os outros arminianos, defende que a capacidade de  desenvolver a salvação vem de Deus. Falar de esforço não é anti-bíblico
 Isso não seria possível se Deus deixasse o cristão lutar com suas próprias forças. Ele, entretanto, deu o Seu Santo Espírito para fazer morada na vida do Seu servo fiel. Se este vive no poder do Espírito, reconhece a verdade das palavras de Paulo aos filipenses: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2.13).
 Romanos 12:17  Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;
 Colossenses 1:29  para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim.
 1Co 15:33  Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.
2-Os metodistas, alguns batistas e os pentecostais em geral também defendem que uma pessoa pode perder a salvação, seriam eles seitas?

3-Macedo ao se referir libertação ele fala de libertação de demônios por meio do exorcismo para que depois ela seja salva, obviamente.

4-Considerando a questão da especificidade da oração com item essencial  para se receber a benção  como um erro teológico, isso não tem nada a ver com salvação.

"Nota-se também, no “plano de salvação” da IURD, a ausência de pontos cruciais como regeneração, justificação, perdão dos pecados, adoção, reconciliação com Deus e perseverança dos santos. Salvação é vista primariamente em termos horizontais, no que concerne à vida do homem na terra, enquanto que os aspectos verticais são, via de regra, ignorados.50'

50 Macedo chega mesmo a declarar “Largar estas cousas [ídolos, tradições] não é suficiente, aceitar Jesus também não é suficiente.” Mensagem disponível na Internet, na ocasião da confecção deste documento, no endereço http://www.hps.com.br/folhauniversal/243/ not18.htm.
Resposta:
Como pode ser visto acima isso não é verdade. Vejamos mais:
Através da cruz do Senhor Jesus, Deus estabeleceu novamente a paz, conforme está escrito: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;” (Romanos 5.1). (Nos passos de Jesus cap. 14)
 Antes, trata-se de uma qualidade espiritual, produzida pela reconciliação, pelo perdão dos pecados e pela conversão da alma. Uma certa ocasião, o Senhor Jesus disse: “Deixo vos a paz, a minha paz vos dou; não vola dou como a dá o mundo...” (João 14.27).(Nos passos de Jesus cap. 14)
 Sempre é dever do cristão amar seu inimigo e perdoá-lo. O próprio Deus é nosso grande exemplo de perdão: Ele, por causa de Cristo, perdoou os homens, os quais por si mesmos não merecem receber perdão (Nos passos de Jesus cap. 5)
Justifica (1 Coríntios 6.11).
Santifica (1 Pedro 1.2). 
Testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8.16).(Nos passos de Jesus cap. 12)

4.1.3. Batismo com o Espírito Santo e línguas 
O ensino da IURD é bastante confuso quanto à doutrina do batismo com o Espírito Santo, à semelhança de outros grupos neopentecostais. Inicialmente, existe uma confusão na terminologia, onde termos como “batismo com o Espírito Santo”, “selo do Espírito Santo”, “plenitude do Espírito Santo” são usados alternativamente para uma mesma experiência ocorrida após a conversão. ...
pante da natureza do próprio Jesus.52 O falar em línguas é entendido como evidência necessária do batismo com o Espírito Santo.

Diz Macedo: “O que acontece de fato, é que quando alguém é batizado com o Espírito Santo, recebe logo, o dom de línguas, como uma evidência de seu batismo”.53 Entretanto, contradiz-se na mesma obra, ao afirmar: “Embora a Bíblia não ensine que para receber o batismo com o Espírito Santo a pessoa precise falar em línguas estranhas...”54

A mesma incerteza e confusão se percebe nos escritos do teólogo principal da IURD, J. Cabral: Tanto o batismo com o Espírito Santo, como o falar em línguas desconhecidas, como evidência ou não do batismo, são bíblicos... Não vamos entrar no mérito da questão para explicar se as manifestações são válidas ou não para os nossos dias, ou se as interpretações corretas dos textos citados [Atos 2.10, 46; 19.6; 1 Co 12.14] são as desse ou daquele grupo. Isso é muito mais uma questão de fé do que de discussão teológica dada a natureza do assunto.55
51 Macedo, Nos Passos de Jesus, 143-146.
52 Ibid., 140
53 Ibid., 204.
54 Ibid., 173.
55 Cabral, Religiões, Seitas e Heresias, 373-4.
56 Macedo, Nos Passos de Jesus, 146-150.
 57 Ibid., 202-3.
Resposta:
1-O conceito de Batismo com o Espírito Santo, como algo diverso do novo nascimento, é defendido pela imensa maioria de pentecostais, seriam eles uma seita?

2-Penso ser desnecessário como expressou J. Cabral acima, pois se a língua é ou não evidência da plenitude isso é um critério que não faz do grupo uma seita!!

3- Uma leitura mais atenta mostra que Edir Macedo quis dizer que textualmente, explicitamente não existe o ensino, mas implicitamente:
Embora a Bíblia não ensine que para receber o batismo no Espírito Santo seja preciso falar em línguas estranhas, encontramos algumas referências bíblicas que apontam os batizados falando em línguas estranhas: Os judeus no dia de Pentecostes falaram em línguas (Atos 2.4). Os romanos falaram em línguas na casa de Cornélio (Atos 10.46). Os gregos falaram em línguas em Éfeso (Atos 19.6). (Idem cap. 14)
4- Outras obras confirmam:
"Todos os batizados no Espírito Santo falam em outras línguas ou em línguas estranhas. Mas nem todos os que falam em “línguas estranhas” são batizados no Espírito Santo. Espíritos enganadores são as forças do mal mais ativas no meio evangélico. Eles têm inspirado doutrinas com aparência bíblica e, com isso, arrastado muitos para o abismo. Com relação a línguas estranhas, já presenciei muitas pessoas possessas de espíritos imundos, completamente manifestadas, falando em “línguas estanhas”. Além disso, “profetizavam” e até descreviam a vida privada de pessoas ao redor." (Somos todos filhos de Deus?, cap. 16)

5-   Uma leitura mais atenta do livro de J. Cabral deixa claro que de independente de com se interpreta duas coisas são bíblicas: "batismo com Espírito Santo" e "falar em linguas desconhecidas". Ou seja, ele não diz que tanto defender as línguas como sinal do batismo com o Espírito Santo ou  negar que elas não constituem sinal são bíblicos. 
"Tanto o batismo com o Espírito Santo, como o falar em línguas desconhecidas, como evidência ou não do batismo, são bíblicos... Não vamos entrar no mérito da questão para explicar se as manifestações são válidas ou não para os nossos dias, ou se as interpretações corretas dos textos citados [Atos 2.10, 46; 19.6; 1 Co 12.14] são as desse ou daquele grupo. Isso é muito mais uma questão de fé do que de discussão teológica dada a natureza do assunto; entretanto, existem alguns princípios básicos em tudo isso nos quais podemos nos afirmar para fazer uma análise séria de tais grupos"
 Embora o batismo com o Espírito Santo tenha a evidência ou como consequência o dom de linguas estranhas, deve ficar bem claro que falar e, línguas estranhas, nem sempre é evidencia de ter sido alguém batizado com o Espírito Santo..influencia dos demonios...imitação...doenças mentais (Religiões Seitas e Heresias, p. 374)


4.1.4. Cura divina
Macedo entende que as doenças são resultado direto da operação de espíritos malignos.
A epilepsia, a AIDS, e tumores malignos, por exemplo, são encaradas como sendo causadas por essas entidades.59
Macedo vê a atuação dos espíritos especialmente nas doenças mais difíceis de sarar: Há pessoas que têm feridas nas pernas que não cicatrizam nunca. Por que? Aquilo é um espírito que está alojado ali. Aquilo é um espírito. Aqueles que têm dor de cabeça constante, daquelas que não há médico que descubra a causa... pois bem, isso é o espírito.60

 Partindo desses pressupostos, entende-se porque na IURD a cura de doenças é buscada através da expulsão dos espíritos supostamente causadores das mesmas. A cura divina é vista por Macedo como inerente nas feridas de Jesus e direito de todo crente, que não dever buscar, mas reconhecer e receber.61
Segundo Macedo, a cura de uma enfermidade é sempre a vontade de Deus.62 Em decorrência das pressuposições acima, Macedo conclui: A cura divina é um direito adquirido através do Senhor Jesus Cristo; não é uma questão de fé, mas simplesmente de aceitação por parte do doente do sacrifício realizado pelo Senhor na cruz do Calvário, isto é, pelas Suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53.5). Quer dizer que “já” fomos sarados e não temos necessidade de ficar pedindo uma coisa que já nos foi concedida.63

 Essa declaração surpreendente de Macedo, de que não há necessidade de se pedir a cura, contradiz a prática de pastores e obreiros da IURD em seus templos, onde a busca da libertação das moléstias físicas é um dos pontos centrais da liturgia. Macedo também centraliza o poder de realizar curas na pessoa do pastor, ao dizer que: 58 Trecho reproduzido do trabalho anterior da Comissão Permanente de Doutrina, “O Espírito Santo Hoje: Dons de Línguas e Profecia” (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1996).
59 Veja (06/12/95) 73-74,75. Macedo chega a afirmar que o vírus da AIDS é um “corpo que tem espírito” (Ibid., 74).
60 Ibid., 74.
61 Macedo, Nos Passos de Jesus, 187-88.
62 Ibid., 67.
63 Ibid., 187. O dom de curar é concedido ao pastor, a fim de que ele possa “exercer” o ministério de cura para aqueles que estão incapacitados de crer por não poderem ouvir a Palavra de Deus, devido à surdez ou por causa de tantos outros fatores que os impeçam de assimilar seus direitos diante de Deus.64 Tal declaração vai de encontro ao ensino bíblico quanto aos dons espirituais, e aparentemente, tem como alvo evitar que o poder de curar seja exercido por outros que não os líderes da IURD.
58 Trecho reproduzido do trabalho anterior da Comissão Permanente de Doutrina, “O Espírito Santo Hoje: Dons de Línguas e Profecia” (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1996).
59 Veja (06/12/95) 73-74,75. Macedo chega a afirmar que o vírus da AIDS é um “corpo que tem espírito” (Ibid., 74).
60 Ibid., 74
61 Macedo, Nos Passos de Jesus, 187-88.
62 Ibid., 67.
63 Ibid., 187.
64 Ibid., 188.
65 Ibid., 190.
Resposta:
1- Macedo admite que existem sim causas naturais para doenças
"Dores de cabeça constantes – Clinicamente, há muitas causas para as dores de cabeça. Porém, quando a medicina não encontra nenhuma causa física, certamente o problema é espiritual" ( Somos todos filhos de Deus?cap.. 4)
 Insônia – Há insônia provocada pelas preocupações do quotidiano da vida em geral. Naturalmente, não se trata dessa insônia a que nos referimos, mas, sim, àquelas sem causa específica. O ser humano não foi feito para viver sem dormir. Quando isso ocorre é porque há algum distúrbio emocional ou espiritual. Se não for de ordem emocional, certamente o será de ordem espiritual. Novamente encontramos a ação dos encostos 45/158 ou dos espíritos imundos, que, nesses casos, atuam no sistema nervoso da vítima de forma a impedir que ela consiga dormir normalmente.(Somos todos filhos de Deus?cap. 4)
2-A questão da cura como  parte da redenção da cruz sempre circulou no meio pentecostal, antes mesmo de surgir o movimento da confissão positiva (teologia da prosperidade), mas tem de maneira geral sido renegada (ver "Cristianismo em Crise", CPAD). Pregar isto não faz de uma denominação uma seita.

3-No livro "Crentes possessos" o autor faz distinção clara doenças por causas naturais e de causas demoníacas:
"...nem todos os problemas existem em virtude de possessão demoníaca. Ma a possessão só é de fato aparente quando as soluções comuns não funcionam mais. Se uma doença está além dum tratamento, é mais que uma doença; ela tem um espírito agindo por , fazendo-a incurável" (Crentes Possessos p. 74)
"tem o demônio que se esconde por trás de uma doença genuína, exagerando os sintomas e impedindo a cura; e tem o demonio que não usa uma doença em particular, mas produz todos os tipos de sintomas terríveis que não tem sentido algum para os médicos (Crentes Possessos, p. 78)
"é claro que a depressão pode ser um problema psicológico e psiquiátrico em que o paciente pode ser ajudado..." (Idem, p. 82)
4- Os dons não são restritos a pastores
Todos os que receberam esta graça estão aptos para que o Espírito Santo se manifeste a qualquer momento, sob quaisquer circunstâncias, pois é Ele o dono dos dons e usa cada um segundo a Sua vontade. Todos podem ser usados com um, dois, ou todos os dons espirituais, porque estes são apenas atribuições do Deus-Espírito, que se manifestarão segundo as necessidades. (O poder sobrenatural da fé)

4.1.5. Dons de milagres
Macedo acredita na contemporaneidade do dom de milagres, e mais especificamente, que este dom se manifesta na IURD, “que sobrevive exclusivamente pelas operações de maravilhas realizadas pelo Espírito Santo, através de seus servos”. 65 Essa abordagem justifica, no pensamento da IURD, a centralidade dos milagres em sua liturgia, já que, também, para Macedo, “todos os demais dons do Espírito Santo estão incluídos neste dom [de operar milagres]”.66

Macedo corretamente dá como exemplos de milagres os grandes eventos bíblicos como a travessia do Mar Vermelho, a queda das muralhas de Jericó, a água da rocha em Refidim, as águas do Jordão partidas ao meio, o sol e a lua detidos, Elias fazendo descer fogo do céu, a água transformada em vinho, a tempestade acalmada, Jesus andando sobre as águas, etc. Em seguida, afirma: “Um grande exemplo deste dom [de milagres] realizado atualmente é o caso da Igreja Universal do Reino de Deus.”67

 Existe, porém, uma discrepância radical entre os milagres bíblicos mencionados por Macedo, e os “milagres” da IURD, para que se possa concluir que o dom de milagres mencionado nas Escrituras esteja em operação ali. As crenças e práticas da IURD examinadas aqui são suficientes para que vejamos que se trata de uma igreja onde tem havido grande mistura de verdade e erro, tornando-a uma “igreja menos pura”.
64 Ibid., 188.
65 Ibid., 190.
66 Ibid., 189.
67 Ibid., 189-190.
Resposta:
Neste caso Edir Macedo, de fato, não especifica nenhum exemplo na Igreja Universal!
Este ministério refere-se aos poderes realizados na própria natureza.(Nos passos de Jesus)
Não é muito fácil distinguir o dom de operações de milagres, quando todos os demais dons são realmente milagres. Porém, os milagres incluídos neste capítulo são os que se ocupam com a natureza inanimada, com a manipulação de objetos ou forças inanimadas. ( O Espírito Santo)

4.2. RAZÕES PELAS QUAIS A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS PODE SER CONSIDERADA COMO UMA IGREJA QUE TEM SE DESCARACTERIZADO

O uso da terminologia cristã, bem como a profissão de fé em doutrinas comuns aos evangélicos, seriam suficientes para qualificar a IURD como uma igreja dentro da tradição cristã. Os seus ensinos e práticas examinados acima, contudo, poderiam nos levar a considerá-la como uma igreja “menos pura”. Na verdade, existem elementos na credenda e agenda da IURD que  mesmo a qualificam como igreja que se tem descaracterizado (conforme CFW, “se tem degenerado”), como passamos a expor. 68

4.2.1. Cosmovisão
Entendemos que a raiz das crenças e práticas da IURD que são contrárias ao Evangelho é a sua cosmovisão, isto é, sua maneira pela qual percebe e entende o mundo ao seu redor. Esta cosmovisão, por sua vez, é fruto de sua hermenêutica falha, como já exposto em 4.1.1.
 A cosmovisão da IURD é a de um mundo povoado de demônios e anjos maus, que estão procurando achar as mínimas brechas para se apossarem das vidas das pessoas (crentes e descrentes).

Macedo, por exemplo, atribui à atividade demoníaca a destruição dos lares e do casamento, a prostituição, o homossexualismo, as enfermidades como epilepsia, AIDS, e feridas incicatrizáveis.69 Afirma Macedo que “toda sorte de miséria e desgraça, até o desemprego, é sintoma da ação do diabo”.70

O ensino bíblico é claro, que Satanás ronda os crentes como leão faminto, e que seus demônios procuram, sempre que possível, nos assaltar, tentar, afligir, e nos levar ao pecado. Biblicamente, porém, espíritos malignos não são a única explicação para os males que ocorrem no mundo. Aviões podem cair, furacões podem destruir, pessoas podem ficar doentes, tomar decisões erradas em suas vidas, estragar seus casamentos, sem que necessariamente haja demônios diretamente responsáveis por estas coisas. Vivemos num mundo decaído, que geme e suporta dores, debaixo do cativeiro da corrup- ção, por causa do pecado do ser humano (Rm 8.18-25). Além disto, Deus também intervém na existência humana em julgamento, trazendo, por vezes, desastres, sofrimento e dor, com o objetivo de trazer as pessoas ao arrependimento (Jr 5.3; Ap 9.20-21; 16.8-11).

É uma distorção do ensino bíblico atribuir exclusivamente aos demônios os males que acometem a humanidade. O modo pelo qual a IURD encara os males do mundo deságua inevitavelmente nos ministérios de “libertação”, onde Satanás tem se tornado o centro. Não que o estejam adorando — certamente que não. Mas há tanta ênfase aos demônios, ao exorcismo, à libertação de males supostamente produzidos por demônios, que quase só falam, pregam, e escrevem sobre isso.

As grandes e principais doutrinas das Escrituras são relegadas a plano secundá- rio. É claro que a cosmovisão da IURD assemelha-se mais à do antigo mundo pagão, do que à cosmovisão bíblica. No paganismo grego, influenciado por Homero e pelas religiões de mistério oriundas da Mesopotâmia, Frígia, Egito e Síria, deuses e demônios infestavam o mundo e o cotidiano; a vida e o destino das pessoas dependiam de seus relacionamentos com essas entidades. Da forma como alguns líderes da IURD enfatizam e descrevem o poder de Satanás e de seus demônios, tem-se a impressão que, na prática, eles acreditam que estes espíritos têm poder quase igual ao de Deus, muito embora o neguem em seus discursos.

 Esse ressurgimento do dualismo dentro de círculos evangélicos faz parte do maciço retorno ao paganismo que caracteriza a sociedade ocidental moderna. Existe assim o risco do retorno à igreja do Maniqueísmo, uma heresia antiga, rejeitada pela Igreja no início da sua história, que ensinava que o mundo é regido pelo embate de duas forças cósmicas iguais, porém opostas entre si, o bem e o mal, um dualismo entre as forças das trevas e as forças da luz. A Igreja rejeitou e condenou as idéias do Maniqueísmo, pois são contrárias ao ensino bíblico de que Deus é o Senhor absoluto do universo, e que Satanás é apenas uma das suas criaturas, totalmente debaixo do seu controle.

 68 Empregamos o termo “descaracterizado” no sentido de “degenerado” conforme a CFW. O termo é empregado em referência à estrutura e organização da igreja, sem qualquer juízo pessoal sobre membros e líderes da IURD. A CFW usa a expressão “têm se degenerado” referindo-se a igrejas que, por causa de crenças e práticas estranhas ao Evangelho, são irreconhecíveis como igrejas de Cristo. Por “degenerada” entenda-se desvirtuada, corrompida, adulterada, desfigurada e descaracterizada, teológica e praticamente. Nós preferimos este último termo no texto do documento por ser um pouco mais brando.
 69 Veja (06/12/95) 73-74.
70 Ibid., 74.
Resposta:
1-Edir Macedo não ensina que os demônios são os únicos causadores de males
De fato, não podemos acusar Deus pelos problemas criados por nós, mesmo que estes estejam atingindo a tantas crianças inocentes. Se elas estão sofrendo com fome, doenças e toda miséria deste mundo, não podemos nos esquecer que aqueles políticos, os quais têm o poder pelas nossas próprias mãos! Se eles são desonestos e corruptos, nós os auxiliamos com os nossos votos. Se analisarmos todos os problemas que têm afligido a face da Terra, certamente chegaremos à conclusão de que forma, na sua maioria, causados por nós mesmos. Isso só confirma o que a Palavra de Deus tem ensinado: que o pecado entrou no mundo por causa da desobediência do homem, e, a partir de então, veio a morte. O Espírito Santo afirma: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do espírito colherá vida eterna”. (Gálatas 6:7,8)
 A verdade é que o inimigo número dois do homem tem sido ele próprio, rejeitando o Senhor Jesus como o Único Deus e Salvador, e seguindo deuses de pau, pedra ou metal, criados pela arte e imaginação humanas. Por causa disso, o diabo, seu inimigo Número um, tem tirado vantagem e executado os seus desejos.(Estudos Bíblicos. A razão de fé)
 De fato, não podemos acusar Deus por causa dos problemas que temos criado para nós, mesmo que estes problemas estejam atingindo tantas crianças inocentes. Se elas estão sofrendo com fome, com doenças e toda miséria deste mundo, não podemos nos esquecer de que os políticos, os quais têm o poder nas mãos e poderiam amenizar estes problemas, foram colocados no poder pelas nossas próprias mãos! Se eles são desonestos e corruptos, nós os auxiliamos com os nossos votos.
Da mesma forma, quando vemos um jovem padecendo de uma doença como a Aids, não podemos culpar Deus por isto. Na maioria das vezes, os aidéticos, ou se envolveram em relações sexuais ilícitas ou tomaram um "pico" com seringa contaminada. São viciados porque não tiveram em casa pais que assumissem o casamento. Pelo contrário, estes foram egoístas, pensando mais em si mesmos do que no fruto do seu amor.Enfim, se analisarmos todos os problemas que têm afligido a face da Terra, certamente chegaremos à conclusão de que foram, na sua maioria, causados por nós mesmos. Isso só confirma o que a Palavra de Deus ensina: que o pecado entrou no mundo por causa da desobediência do homem, e a partir de então veio a morte. O Espírito Santo afirma: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna." Gálatas 6.7-8 O inimigo número dois do homem tem sido o próprio homem, rejeitando o Senhor Jesus como único Deus e Salvador, e seguindo deuses de pau, de pedra ou de metal, criados pela arte e imaginação humanas. Por causa disso, o diabo, seu inimigo número um, tem tirado vantagem e executado os seus desejos. (O poder sobrenatural da fé)

2- Na prática a IURD não equipara Deus a Satanás. Os demônios, manifestos nas pessoas são humilhados
" Em nossas reuniões, os demônios são humilhados e até mesmo achincalhados, numa prova de que o Senhor está conosco. As pessoas são libertas e se transformam em novas criaturas para Deus. Muitos se espantam ao ver em nossas reuniões os espíritos que os obrigavam a "bater a cabeça" nos terreiros, humilhados e vencidos. Isso faz com que se agarrem ao Senhor Jesus Cristo e se tornem ativos em sua fé, nunca mais dando lugar aos espíritos demoníacos em suas vidas...Não há exu, caboclo, orixá, preto-velho, omulu, erê, nem qualquer força do inferno que possa resistir à nossa ordem quando dada em nome de Jesus. O diabo sabe disso e treme quando este nome é pronunciado com autoridade. Ele se amedronta quando encontra alguém que exerce a autoridade de Jesus. Os demônios caem de joelhos, os exus & Cia. rolam no chão e andam de joelhos se ordenarmos isso a eles! (Orixás, Caboclos e Guias)
*O que se pode questionar na verdade, neste caso, é a hiper exposição da pessoa com demônio!Mas o documento da presbiteriana nem se quer faz menção!

3- Sobre a Aids:

Veja (06/12/95) 
Macedo baseou sua teoria num boato, mas isto não faz da Universal uma seita!!

4.2.2. Crentes endemoninhados
A forma pela qual o mundo é visto pelo líderes e pregadores da IURD (sua cosmovisão) dá lugar à crença na possessão de crentes por demônios. Este pensamento é claro no livro Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios.71

Caracteristicamente, essa crença não é resultado de reflexão bíblica séria, mas de observações pessoais. No capítulo 15, “Crentes endemoninhados?”, Macedo afirma claramente que o capítulo é fruto de sua observação: Este capítulo não existiria se eu não tivesse visto constantemente pessoas de várias denominações evangélicas caírem endemoninhadas, como se fossem macumbeiras, ao receberem a oração da fé.72

 Macedo não oferece qualquer texto bíblico como argumento para comprovar tal doutrina. A sua observação de casos, como citado no parágrafo acima, é a base da sua crença (assim, a agenda de Macedo determina a sua credenda). Segundo Macedo, ser cristão é um estado e não uma condição. Este estado depende do homem cristão e do que ele faz em sua vida, especialmente com relação ao pecado; ou seja, o crente pode estar num estado de vida em que a proteção divina contra as investidas do diabo é suficiente para evitar que venha a ser possuído pelos demônios.
 Nesse caso, diz Macedo “não há lugar para nenhum demônio em seu corpo ou em sua mente. Isso, entretanto, é um estado e não uma condição.”73

Dependendo da conduta do crente, entretanto, este estado é alterado, e se vier a decair dele por causa de pecado, o crente abre as portas para ser invadido pelos espíritos malignos. O caráter definitivo da obra de Cristo e do Espírito Santo na vida do cristão são completamente ignorados. Dentro desta perspectiva, a obra de Cristo tem caráter provisório, não definitivo, e deixa o pecador resgatado sujeito à sua própria vontade e sujeito, em última instância, a toda investida de Satanás, inclusive a possessão. Para Macedo, até mesmo o crente que foi batizado com o Espírito Santo (segundo o conceito pentecostal de batismo com o Espírito Santo como uma segunda bênção) pode sair deste estado e vir a ser possesso.74

 71 Edir Macedo, Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios? (Rio de Janeiro: Gráfica e Editora Universal, 1996) 115-118.
72 Ibid., 115.
73 Ibid.
 74 Ibid., 146
Resposta:
1-Macedo eixa claro em seu livro que um cristão genuíno não pode ficar endemoniado. O termo crente em seu livro se refere aos cristãos nominais.
"A Bíblia afirma que somos templos do Espírito Santo e, sendo assim, certamente o Espírito Santo não aceitará dividir a Sua morada com nenhum espírito demoníaco (O despertar da fé,P. 96) 
Já vimos no capítulo anterior que, se alguém crê no Senhor Jesus Cristo, segue-o fielmente, ouve Sua voz e tem a certeza da vida eterna, está imune às investidas do diabo. è claro que, neste caso, não há lugar para nenhum demônio em seu corpo ou em sua mente. Isso no entanto é um estado e não uma condição. (Orixás Caboclos e guias... p.115)
  Por que o demônio pode possuir um crente?
 Nós já vimos que a maioria dos crentes é nascida da carne e que a razão principal é o fato de que as pessoas recebem benefícios da fé sem se renderem totalmente ao Senhor Jesus. Em razão disso, os espíritos demoníacos aproveitam-se para tomar posse delas. O Senhor alertou sobre essa possibilidade quando disse: “Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro.” Mateus 12.43-45 43/158 Muitas pessoas são libertas de um espírito imundo e passam a ter o corpo limpo. Não obstante, por não ocupá-lo imediatamente com a presença do Espírito Santo, aquele espírito imundo volta com mais sete piores do que ele. E o estado daquela pessoa se torna pior do que o primeiro. O grande problema é que, enquanto estão livres e limpas do espírito imundo, essas pessoas se entregam à fé evangélica e tornam-se “crentes”. São batizadas nas águas, passam a ser dizimistas e ofertantes, mas não dedicam suas vidas totalmente ao Senhor Jesus. Se o fizessem não continuariam oprimidas, deprimidas e vazias. (Somo todos filhos de Deus? )  
 " Mas como explicar o fato de uma pessoa ser possuída por entidades espirituais se ela já havia se “convertido” ao Senhor Jesus? Esses casos acontecem porque a pessoa simplesmente trocou de religião. Ou seja, abandonou os costumes religiosos de uma determinada linha espírita e se transferiu para uma determinada igreja evangélica, o que não é suficiente para que as entidades deixassem de atuar em seu corpo" (Somos todos filhos de Deus?cap. 4)
ver também a obra "Crentes possessos"
2- A salvação como um estado sempre foi uma dos pilares da maioria dos arminianos, inclusive metodistas e pentecostais. o próprio Paulo diz que pessoas enxertadas por Deus podem ser cortadas  eventualmente da salvação. Ora se a pessoa deixa de ter o Espírito Santo, passa estar sujeito a possessão demoníaca, embora essa não venha necessariamente a ocorrer
Romanos 11:17  Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira,
18  não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti.
19  Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
20  Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme.
21  Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará.
22  Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
23  Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo.
24  Pois, se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!
Observe que Paulo fala de pessoas enxertadas (pessoas convertidas) e não de pessoas convencidas. 
Macedo fala da apostasia como causa da saída do Espírito Santo:
"Entretanto, se a pessoa vier a cair em pecado e, consequentemente, negar e passar a resistir ao Espírito Santo, aí sim o diabo terá uma brecha para entrar, porque o Espírito Santo afastará. Isso aconteceu com Saul, que foi cheio do Espírito Santo, mas perdeu toda a graça de Deus, devido à desobediência ao Senhor e , em consequencia, acabou co  a sua vida de maneira horrível, após consultar um espírito imundo..." (O despertar da fé, p. 96-97)
para maiores detalhes veja http://averacidadedafecrista.blogspot.com.br/2015/08/o-que-biblia-ensina-sobre-expulsao-de.html
4.2.3. Maldições hereditárias
Como parte de sua cosmovisão, a IURD ensina o que ficou conhecido como “maldições hereditárias”, ou seja, a idéia de que existem espíritos familiares que acompanham as gerações de uma família, causando-lhes sempre os mesmos males e infortúnios.
Afirma Macedo: Existe um espírito que só atua na destruição do lar. É o chamado espírito familiar. Você pode verificar isso a partir das etapas que o casal enfrenta na vida. Esse espírito normalmente vem dos pais. Se eles são divorciados, o mesmo espírito que destruiu o lar dos pais vai tentar o lar dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Isso é uma herança maldita... [o espírito familiar] passa de pai para filho por todas as gerações, até que a pessoa tenha um encontro com Jesus. Aí, corta-se a maldição.75

Embora possamos concordar com Macedo que “um encontro com Jesus” (entendido como conversão) quebre todas as maldições que pesavam sobre a cabeça de um pecador, rejeitamos a idéia de que hajam espíritos que se transmitam de pais para filhos; além disto, maldições (como a justa retribuição dos pecados) são impostas por Deus, e não por demônios. Jesus Cristo pode removê-las pois foi feito “maldição” em nosso lugar (Gl 3.13).
Resposta:
1- Na verdade o que a Universal chama de Maldição Hereditária se refere a uma herança da atuação demoníaca após a morte, diferentemente do movimento de "Maldições Hereditárias" 
"Por hereditariedade
Pode parecer incrível, entretanto, acontece! Muitas pessoas após a oração da fé, quando o espírito demoníaco se manifesta, afirmam estupefatas: "Pastor, eu nunca freqüentei o espiritismo, como pode ser o meu sofrimento? Desde criança sinto uma opressão demoníaca." O fato de nunca ter ido a uma reunião espírita e de professar uma religião cristã não impede que os demônios se apoderem das pessoas. Em muitos casos, um espírito foi o "senhor" do corpo do pai ou da mãe que faleceu e procura agora se apossar do filho ou da filha para continuar a sua obra maligna. (Orixás, Caboclos e guias)
2-O texto bíblico diz que uma pessoa pode carregar uma maldição por causa de seus pais
Dt 28:16  Maldito serás tu na cidade e maldito serás no campo.
17  Maldito o teu cesto e a tua amassadeira.
18  Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.
19  Maldito serás ao entrares e maldito, ao saíres.
20  O SENHOR mandará sobre ti a maldição, a confusão e a ameaça em tudo quanto empreenderes, até que sejas destruído e repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, com que me abandonaste.

3- Ainda que se atribua as maldições como uma causa mediata a Deus(pela retribuição) elas podem ter como causa imediata os demônios
1 Samuel 16:23  E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.
1 Samuel 19:9  o espírito maligno, da parte do SENHOR, tornou sobre Saul; estava este assentado em sua casa e tinha na mão a sua lança, enquanto Davi dedilhava o seu instrumento músico.

4- Se demônios não trazem maldições, trazem o que? Bençãos?!!

5- O Movimento de quebra de maldições não tem nenhuma semelhança com a prática e crença da universal
"Quebra de maldições: é bíblico?
O movimento de “batalha espiritual” ensina a necessidade de se quebrar maldições hereditárias e de se anular compromissos que ficaram pendentes com o diabo, mesmo após a pessoa ter sido convertida a Cristo. Ensina-se que herdamos as maldições que acompanharam nossos antepassados, por causa de seus pecados e pactos demoníacos, e que precisamos anular estas maldições hereditárias.
Um dos textos usados para defender este ponto é Êxodo 20.5, onde Deus ameaça visitar a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração dos que o aborrecem.
Entretanto, ensinar que Deus faz cair sobre os filhos as consequências dos pecados dos pais, é só metade da verdade.
A Escritura nos diz igualmente que se um filho de pai idólatra e adúltero vir as obras más de seu pai, temer a Deus, e andar em Seus caminhos, nada do que o pai fez virá cair sobre ele. A conversão e o arrependimento individuais “quebram”, na existência das pessoas, a “maldição hereditária” (um efeito somente possível por causa da obra de Cristo). Este foi o ponto enfatizado pelo profeta Ezequiel em sua pregação ao povo de Israel da época (leia cuidadosamente Ezequiel 18).
Através do profeta Ezequiel, Deus os repreendeu, afirmando que a responsabilidade moral é pessoal e individual diante dele: “A pessoa que pecar, é ela quem morrerá — não o seu pai ou a sua mãe” (Ez 18.4b, 20). E que pela conversão e por uma vida reta, o indivíduo está livre da “maldição” dos pecados de seus antepassados, ver 18.14-19. Esta passagem é muito importante, pois nos mostra de que maneira o próprio Deus interpreta (através de Ezequiel) o significado de Êxodo 20.5.
Aplicando aos nossos dias, fica evidente que o crente verdadeiro já rompeu com seu passado, e com as implicações espirituais dos pecados dos seus antepassados, quando, arrependido, veio a Cristo em fé.
Tem mais. O apóstolo Paulo nos esclarece que o escrito de dívida que nos era contrário, a maldição da lei, foi tornado sem qualquer efeito sobre nós: Jesus o anulou na cruz (Cl 2.13-15; Gl 3.13). Ou seja, toda e qualquer condenação que pesava sobre nós foi removida completamente quando Cristo pagou, de forma suficiente e eficaz, nossa culpa diante de Deus. Ora, se a obra de Cristo no Calvário em nosso favor foi poderosa o suficiente para remover de sobre nós a própria maldição da santa lei de Deus, quanto mais qualquer coisa que poderia ser usada por Satanás para reivindicar direitos sobre nós, inclusive pactos feitos com entidades malignas, por nós, ou por nossos pais, na nossa ignorância.
Basta um estudo simples nas Escrituras, da linguagem usada para descrever nossa redenção, para que não fique qualquer dúvida de que o crente, à semelhança de um escravo exposto à venda na praça, foi comprado por preço, e que, agora, passa a pertencer totalmente ao seu novo senhor. O antigo patrão não tem mais qualquer direito sobre ele, como rezava a legislação romana da época. Assim, Paulo diz que fomos comprados por preço (1 Co 6.20; agorazo, comprar, redimir, pagar um resgate — termo usado para o ato de comprar um escravo na praça, ou pagar seu resgate para libertá-lo), e que sendo agora livres, não devemos nos deixar outra vez escravizar (1 Co 7.23). Fomos resgatados (lutrou) pelo precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.18; cf. Ap 5.9).
Em resumo: “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas passaram: eis que se fizeram novas”. Não há nenhuma maldição que Cristo já não tenha quebrado na cruz e que não tenha já sido desfeita na hora da conversão (novo nascimento). O que os crentes precisam é santificação, e não quebra de maldição, para crescerem mais em mais no conhecimento de Deus e no serviço dele."  
Augustus Nicodemus Lopes

4.2.4. Ceia do Senhor
A IURD ensina uma doutrina estranha quanto à Ceia do Senhor. De acordo com Macedo, [a carne de Cristo] atraiu todas as nossas doenças e enfermidades. Conseqüentemente, nós não mais precisamos ficar doentes. Satanás não tem mais direito de exercer domínio sobre nosso corpo físico, porque este tem a natureza do Senhor Jesus, pela fé, na participação do pão da Santa Ceia.76
Macedo ainda afirma que, na Ceia, Cristo confere a sua própria saúde física ao que participa do pão pela fé: Quando o Senhor Jesus determinou que o pão abençoado e partido para os Seus discípulos era o Seu corpo, estava mostrando o real sentido da Sua vida física, isto é, Seu vigor e Sua saúde, partidos em favor de todos que O aceitam, tal qual Salvador, afim de que venham as ser participantes de Sua própria natureza, gozando de Sua saúde física.77
75 Veja (06/12/95) 73.
76 Macedo, Nos Passos de Jesus, 120.
77 Ibid., 120. Macedo conclui que assim como o corpo de Jesus dá saúde física, seu sangue dá saúde espiritual. Ele afirma: Podemos considerar que, da mesma forma pela qual o corpo do Senhor Jesus, simbolizado pelo pão, nos dá a total saúde física, também o seu sangue, simbolizado pelo vinho, nos dá a saúde espiritual.
78 Macedo afirma ainda que a Ceia anuncia, entre outras coisas, os milagres extraordinários do Senhor, suas curas, e sua vitória sobre os demônios.
79 Fica claro que o conceito da IURD sobre a Ceia é radicalmente controlado pelas distorções da sua cosmovisão. Longe de “representar Cristo e os seus benefícios, e nosso interesse nele” (CFW, 27:1),
a Ceia na IURD torna-se primariamente (embora não exclusivamente) um meio de se alcançar saúde, cura e benefícios materiais. Não é de se admirar que igrejas locais da IURD admitam à Ceia, não somente os seus membros, mas todos quantos se façam presentes na igreja, no momento da celebração, quer evangélicos ou não. O convite a católicos e espíritas é feito abertamente. De acordo com a CFW, porém, Cristo instituiu a Ceia “para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo” (27:1) — aspecto ausente na eucaristia iurdiana. Assim, além de omitir os aspectos fundamentais da obra de Cristo simbolizados na Ceia, Macedo lhe dá um sentido alheio às Escrituras.
Resposta:
1- A universal não admite pessoas não convertidas à fé cristã participar da ceia:
" ...Ele quis instituir, à sombra da Páscoa, uma nova liturgia, que tivesse o mesmo calor espiritual da Páscoa, para todos os que O aceitam como Salvador." (Nos passos de Jesus)
É evidente que, para a pessoa que se diz cristã e apenas o é teoricamente, como tem sido usual, a participação na Santa Ceia trará uma maldição. O Espírito Santo, instruindo Paulo, disse: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” (1 Coríntios 11.28-30).
 As pessoas precisam ter o discernimento de que não podem parti­cipar de uma ceia,
especialmente a do Senhor, se não fazem parte da família onde se celebra tal ceia. Pode, por acaso, alguém que não tem dado a mínima atenção às Palavras do Senhor Jesus e até O rejeitado como Senhor e Salvador sentar-se à mesa com Ele e participar da Sua carne e do Seu sangue?
 A Santa Ceia do Senhor é somente para aqueles que estão vivendo em aliança com Ele e precisam de um reforço físico e espiritual, a fim de continuar testemunhando a Seu respeito. Por isso, ensinamos que a Ceia do Senhor é uma bênção ou uma maldição, dependendo de quem dela vai participar.
 Se a pessoa é realmente seguidora do Senhor Jesus, ainda que não seja perfeita na fé, tem o direito e o privilégio de participar e ser muito abençoada. Mas se a pessoase diz cristã, porém divide a sua fé com outros deuses, ou com qualquer outra forma de culto aos deuses do mundo, não tem o direito e nem deve insistir em participar da Ceia, porque esta lhe será uma maldição, já que: “...come e bebe juízo para si” (1 Coríntios 11.29).

  Isso significa dizer que, em vez de ser justificada diante de Deus pela sua fé no sacrifício do Senhor, tornar-se-á culpada pela morte do Senhor, ...O único impedimento de a pessoa sentar-se à mesa do Senhor é a sua fé não estar cem por cento em Jesus" (Aliança com Deus)
2- A ceia do Senhor representa sim o sacrifício do Senhor e seus benefícios e nossa comunhão

A Santa Ceia na Igreja primitiva – a Santa Ceia significa a comunhão com opróprio Senhor Jesus, porquanto está escrito: “Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?” (1 Coríntios 10.16)Isso explica a necessidade da união da Igreja inteira, porque todos nós participamos do mesmo pão e nós mesmos somos “um único pão”, uma única natureza, participando da natureza do Senhor Jesus Cristo, conforme 1 Coríntios 10.17: “Porque nós,  embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão.” Nessas palavras do apóstolo Paulo, podemos sentir o espírito que reinava em cada coração ao participar da comunhão. (Nos passos de Jesus)
 "A Santa Ceia é a cerimônia comemorativa da aliança que Deus fez com o homem através do sacrifício do Seu Filho Jesus Cristo...
Basicamente, a Ceia do Senhor foi instituída para perpetuar a Sua memória e anunciar a Sua morte até que Ele volte, dando-nos a oportunidade de tomar conhecimento da aliança que Deus deseja manter conosco através do sacrifício do Senhor Jesus. Portanto, a Ceia é um dos sinais mais importantes da Nova Aliança para aqueles que a ela se submetem.... (Aliança com Deus)

3- A confissão de fé de Westminster diz que ao participar da ceia recebemos os benefícios da morte de Jesus pela fé

Cap. 19 VII. Os que comungam dignamente, participando exteriormente dos elementos visíveis deste sacramento, também recebem intimamente, pela fé, a Cristo Crucificado e todos os benefícios da sua morte, e nele se alimentam, não carnal ou corporalmente, mas real, verdadeira e espiritualmente, não estando o corpo e o sangue de Cristo, corporal ou carnalmente nos elementos pão e vinho, nem com eles ou sob eles, mas espiritual e realmente presentes à fé dos crentes nessa ordenança, como estão os próprios elementos aos seus sentidos corporais. I Cor. 11:28, e 10:16.


Macedo, assim como outros pentecostais,  acredita que a cura foi providenciada no sacrifício de Jesus, ou seja, é um benefício da sua morte:
"I. A PROMESSA DA CURA DIVINA NA EXPIAÇÃO

1. O significado da expiação. Cabe, de início, ressaltar que o texto de Isaías, na Leitura Bíblica em Classe, trata da doutrina da expiação pelo sangue do sacrifício, ensino claramente explanado no livro de Levítico, principalmente nos capítulos 16 e 23, e que teve seu pleno cumprimento na morte vicária de Cristo (Is 53.4-20; Mt 8.17; 1 Pe 2.24). A expiação, em suma, consiste na anulação da dívida gerada pelo pecado e na remoção e resgate do pecador do juízo do pecado e do seu domínio (Rm 6.6-14). Na época da Lei, a morte do transgressor era a exigência para cancelamento da sua dívida. Os sacrifícios levíticos, embora temporários, (caps. 1 a 7), cumpriam na Antiga Aliança esse papel substitutivo. Tinham, portanto, caráter provisório até que viesse Cristo, o perfeito sacrifício em nosso lugar.

A razão disso é que essas ofertas sacrificais, instituídas na lei de Moisés, apontavam para o bendito, perfeito e definitivo sacrifício de Cristo no Calvário (Is 53.5,7). Assim, as ofertas da Antiga Aliança cessaram. Ele expiou de uma vez por todas os nossos pecados e quitou para sempre a dívida que nos era contrária (Cl 2.13-15; Hb 9.11,12; 1 Pe 2.24)." 
A abrangência da expiação. A expiação do pecado consumada por Cristo abrange também a bênção da cura divina e dá ao crente o direito de buscá-la como uma promessa assegurada pela obra efetuada na cruz. Todas as vezes em que a cura divina se manifesta, a doença é removida pela expiação de Cristo (v.4). Em Mateus 8.17, a Bíblia afirma que as curas efetuadas pelo Senhor Jesus durante o seu ministério são uma confirmação da profecia de Isaías 53.4,5. A cura divina é resultado da obra expiatória de Cristo no Calvário. Tal fato indica os plenos efeitos da redenção sobre o nosso espírito, alma e corpo (3 Jo 2).  (Lições Bíblicas CPAD-Jovens e Adultos. 4º Trimestre de 2007.Título: As promessas de Deus para a sua vida.Comentarista: Geremias do Couto. Lição 5: A promessa da cura divina. Data: 04 de Novembro de 2007)
"A provisão da expiação de Cristo(Is 53:4-5; Mt 8:16-17; 1 Pe 2:24). A morte expiatória de Crsito foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total- espírito, alma e corpo...o perdão e a cura divina vem juntos como bênção imanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde (sf. Sl 103:3; Tg 5:14-16).O crente deve prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo"(Bíblia de Estudo Pentecostal- A cura divina, p. 1402)
"O significado da Santa Ceia – quando o Senhor Jesus determinou que o pão
abençoado e partido para os Seus discípulos era o Seu corpo, estava
mostrando o real sentido da Sua vida física. Isso representa Seu vigor e Sua
saúde, partidos em favor de todos que O aceitam como Salvador, a fim de que
venham a ser participantes da Sua própria natureza, gozando de Sua saúde
física. Aliás, é exatamente por isso que o profeta Isaías afirma: “Certamente, ele
tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si...” (Isaías
53.4)
. A Sua carne atraiu todas as nossas doenças e enfermidades. Conseqüentemente, nós não precisamos mais ficar doentes. Satanás não tem mais direito de exercer domínio sobre nosso corpo físico, porque este tem a natureza do Senhor Jesus, pela fé, na participação do pão da Santa Ceia, o qual, conforme disse Jesus, “... é o meu corpo”
(Marcos 14.22)."
(Nos passos de Jesus- Edir Macedo)
Em outras palavras, Macedo utiliza do símbolo do pão como corpo para que pela fé o fiel venha se apropriar da cura divina providenciada no sacrifício na cruz. 
O "ficar doentes"  significa "continuar doentes", visto que a Universal admite, como era de se esperar, que a doença faz parte da queda, como demonstrado em seus escritos.


4.2.5. Batismo
 Na IURD o batismo é feito por imersão e utilizando-se a tradicional fórmula trinitariana cristã, “em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo”. Apesar disto, existem conceitos doutrinários relacionados com o batismo que são estranhos ao ensino geral da Escritura.
Por exemplo, Macedo acredita que a perfeição cristã é introduzida após as águas batismais.80 Para ele, no batismo a velha natureza é crucificada, já que “não podemos ficar com duas naturezas, uma pecaminosa e outra convertida”.81 Macedo ensina que aqueles que são batizados por imersão, ... automaticamente, sem forçar a sua vontade, deixam de praticar atos pecaminosos. Por maior que seja o seu “mau gênio”, ela, pelo batismo, se torna a pessoa mais dócil e humilde deste mundo. . . Também aquelas pessoas que não conseguiam largar o vício, após terem aceito o Senhor como seu Salvador pessoal, e terem se batizado, instantaneamente, e espontaneamente o abandonam.82 O ensino de Macedo, ligando a graça salvadora e santificadora ao batismo, vai contra a instrução bíblica sobre a salvação pela graça somente, como diz a CFW em seu ensino sobre o batismo:

Posto que seja grande pecado desprezar ou negligenciar esta ordenança [o batismo], contudo, a graça e a salvação não se acham tão inseparavelmente ligados com ela, que sem ela ninguém possa ser regenerado e salvo ou que sejam indubitavelmente regenerados todos os que são batizados (CFW, 28:5).
Macedo rejeita o batismo infantil argumentando que batismo pressupõe, necessariamente, arrependimento. E conclui: “De que maneira uma criança vai se arrepender de seus pecados, se ela não os têm?”83
Evidentemente uma criança não pode arrepender-se de seus pecados, mas não porque não os tenha. Macedo aqui parece crer na inocência ou pureza natural das crianças. Como tal, nega a afirmação bíblica da total depravação do ser humano, desde o nascimento, conforme o ensino da CFW sobre a Queda e o pecado do homem: Por este pecado eles [Adão e Eva] decaíram da sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma. Sendo eles o tronco de toda a humanidade, o delito de seus pecados foi imputado aos seus filhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede, por geração ordinária (ver Sl 51.5; 58.3). (CFW, 6:2,3). O ensino da IURD sobre os pontos acima representam uma degeneração do ensinamento bíblico sobre os sacramentos.
78 Ibid., 122.
79 Ibid., 122.
80 Ibid., 134.
81 Ibid., 42, 130-131.
82 Ibid., 128-9.
Resposta
1- Edir Macedo não acredita que a perfeição cristã é obtida pelo batismo.  
2-Quando fala de morrer a natureza pecaminosa ele se refere a se arrepender e ter a disposição de renunciar sua vida de pecado, morrer. Ele não fala da extinção literal da natureza adamica. No batismo este velho homem é sepultado simbolicamente.
3-Quando ele fala que não podemos ter 2 naturezas ele se refere a uma convertida e uma não convertida, ele não quer dizer que nós deixamos de ter de fato uma natureza adâmica que precisa ser crucificada

Pelo batismo nas águas é possível traçar um paralelo entre a morte e a ressurreição do Senhor e de Seus discípulos. Se o Senhor Jesus morreu, Seus seguidores têm que morrer também! Como? Fazendo morrer a natureza pecaminosa, ou seja, fazendo morrer os desejos pessoais contrários aos do Espírito Santo. Isso significa arrependimento. Em seguida a essa morte acontece o batismo nas águas, que simboliza o sepultamento daquela natureza pecaminosa. Isso confirma o que já dissemos sobre o candidato ao batismo, antes, precisar morrer para o pecado. Para seguir o Senhor, o candidato ao batismo tem que livrar-se de sua carne, renunciando a seus desejos, concupiscências e inclinações malignas. A morte sobre a qual temos falado envolve arrependimento sincero, pois só ele pode trazer atitudes concretas, como a renúncia, o desprezo e o ódio ao pecado. (Somos todos filhos de Deus?, p. 68) p. 71
 Renúncia a si mesmo, cruz nos ombros e prática da Palavra de Deus dia após dia são os ingredientes necessários para andar com o Senhor. Deus é Santo e perfeitamente puro. Como andar com Ele e continuar vivendo no pecado? Impossível! Como andar em comunhão com a Luz estando nas trevas? Impossível!Portanto, antes do batismo, a pessoa tem que abandonar o pecado. E ao ser batizada ela garante o sepultamento de sua carne para o pecado....O batismo nas águas representa a morte e o sepultamento do corpo pecaminoso. Mais uma vez quero dizer que, se a pessoa passar pelas águas batismais sem ter abandonado a prática do pecado, seu batismo não terá nenhum valor. Pois como pode ser sepultado quem não morreu? Ninguém pode ser sepultado sem antes ter morrido! Portanto, antes de se batizar, a pessoa tem que ter renunciado à sua vida de fato e de verdade, senão o seu batismo não terá validade..(idem p. 72)
Quem passa pelo batismo nas águas esperando que o mesmo remova seus maus hábitos, como em um passe de mágica, está completamente enganado. O batismo não tem o objetivo de converter a pessoa de seu mau comportamento, mas, sim, de sepultar sua velha natureza adâmica. Portanto, quem desce às águas batismais deve fazê-lo já arrependido e convertido! Porque o batismo é um ato espiritual de sepultamento da vontade da carne...O batismo só deve ocorrer após o sincero arrependimento, e quando a pessoa estiver determinada a não voltar à prática das coisas erradas. (Somos todos filhos de Deus?, p. 68)
O batismo nas águas é a mortificação dos feitos da carne; é o sepultamento do velho “eu” e o ressurgimento de uma nova criatura, limpa e lavada para uma novidade de vida. Quando aceitamos Jesus como nosso Salvador, não podemos deixar que as manias, os maus costumes e quaisquer feitos da carne atrapalhem nosso relacionamento com o Senhor. Aquele gênio terrível, o orgulho, as vaidades, etc., são produtos da carne e precisam ser abandonados. Como nascer de novo, se não morrermos? Não podemos ficar com duas naturezas, uma pecaminosa e outra convertida. Morrer com Cristo significa que nossa carne não pode mais dar frutos. Temos de viver segundo o Espírito Santo, em novidade de vida.

De fato, o batismo nas águas é mais que um testemunho público da conversão de uma pessoa ao Senhor Jesus. Através dele somos sepultados da mesma maneira que o Senhor o foi, significando que a nossa vida anterior à nossa conversão, para nós e para o mundo, está definitivamente morta. Pelo sepultamento, através do batismo, deixa de existir o nosso eu para o pecado, o qual já não terá mais domínio sobre nós, porque através do batismo já estamos mortos para ele.

Batizamos as pessoas por imersão,porque consideramos o batismo um ato simbólico de sepultamento do corpo que praticou o pecado. Durante o batismo, o pecado é sepultado através da imersão, por um momento, do candidato nas  águas. batismo no leito de dor – é muito natural alguém receber o Senhor Jesus como Salvador num leito de dor, e até mesmo à beira da morte. Nesses casos, nem sempre é possível batizar por  imersão. (Nos passos de Jesus cap. 4)

4.2.6. Dízimos e ofertas
O sistema e método da arrecadação de dízimos e ofertas é um outros aspecto da vida da IURD que consideramos uma desfiguração do ensino bíblico da mordomia cristã. A idéia que é passada em seus cultos, escritos, programas, concentrações, é que as bênçãos de Deus, quer materiais (prosperidade, saúde, emprego, bens materiais) ou espirituais (libertação e cura, por exemplo) serão derramadas sobre o fiel em proporção ao tamanho da oferta dada.

Embora Macedo procure se referir à oferta dos fiéis como uma demonstração de amor a Deus,84 está ausente o conceito bíblico de que os crentes devem contribuir para a causa do Evangelho e sustento dos pobres e necessitados, sem visar recompensas divinas ou humanas. Indagado acerca da fundamentação teológica para a insistência da IURD em recolher dinheiro de seus fiéis, e se quanto mais dinheiro alguém der, maior será a bênção recebida de Deus, Macedo respondeu, após citar 2 Coríntios 9.6: Eu ensino isso às pessoas. De acordo com o tamanho da fé, a pessoa faz a oferta. Para que alguém alcance as riquezas de Deus, é preciso manifestar uma fé. A fé no Deus vivo é o melhor investimento que uma pessoa pode fazer na vida.85  E comentando o crescimento da IURD (em 1995), afirmou: Por que a Universal cresce? Porque está trazendo benefícios para as pessoas. Caso contrário, a igreja desapareceria. As pessoas estão recebendo. Está havendo uma troca com o Criador. 86

Ao mesmo tempo, a IURD identifica a prosperidade financeira como sendo um sinal evidente das bênçãos de Deus sobre a vida de alguém. A transformação que Deus opera nas vidas das pessoas é entendida em termos de cura da AIDS, cura de paralíticos, restauração de casamentos, sucesso financeiro, etc.87 Estão ausentes os conceitos evangélicos de reconciliação com Deus, perdão de pecados, e adoção, entre outros.

 Embora reconheçamos que nas Escrituras existem promessas divinas de retribuição material aos que contribuem generosamente para os pobres e necessitados, e para a causa do Reino de Deus, apontamos para o fato de que, muito mais do que a fé e a quantia de quem dá, a ênfase recai sobre o propósito e a intenção do doador em dar livremente, sem nada esperar em troca (cf. Mt 6.3-4; 10.42; Lc 6.34-35). O verdadeiro ofertante não está interessado no que Deus lhe possa dar, mas em agradá-lo, em fazer outros felizes, em fazer o bem, praticar boas obras.

Na pregação da IURD, existe forte ênfase no aspecto retributivo, criando em seus membros uma mentalidade de troca com Deus. Consideramos este aspecto uma desvirtuação do ensino bíblico, especialmente porque abre as portas para a manipulação dos fiéis quanto às suas ofertas. O dinheiro, na teologia da IURD, ganha quase que um status sacramental. Segundo Macedo, O Espírito Santo nos faz compreender que o dinheiro, na Sua obra, é o sangue da Igreja do Senhor Jesus Cristo, pois que ele, através de um meio qualquer de divulgação, faz pessoas receberem a vida eterna dentro de um hospital, lar, presídio, etc.88 Para Macedo, bilhões vão passar a eternidade no inferno “porque não houve quem financiasse, através dos seus dízimos e ofertas, o trabalho missioná-rio”.89

O conceito de troca está presente nas instruções de Macedo aos seus pastores quanto ao método de arrecadar ofertas dos fiéis: “Ou dá ou desce” (programa veiculado na Rede Globo de Televisão, 22 de Dezembro de 1996). Um exemplo da reação da mídia secular: “Que o bispo Edir Macedo mercadeja a fé, incitando os fiéis a fazer apostas em dinheiro com Deus nas quais sua igreja sempre ganha, já se tornou lugar comum. Que ele chegou ao ponto de vender água mineral como sendo líquido do Rio Jordão, ou azeite de oliva como sendo um bálsamo sagrado, ou cornetas de torcida organizada de futebol como instrumento para derrubar as “muralhas de Jericó”, também se sabe desde há muito tempo. Nada disto tem desculpa. São embustes praticados contra a boa-fé dos fiéis” (Veja, [03/01/1996] 28).

Percebe-se na pregação de Macedo uma exploração do senso de culpa dos que não contribuem, responsabilizando-os pela condenação dos milhares que vão ao inferno. O dinheiro, na visão de Macedo, torna-se a maneira pela qual a Igreja pode provar o Senhor de forma exclusiva, tal sua importância.90 A validade do dízimo como forma neo-testamentária de contribuição como propagado pela IURD, não difere do ensino de muitas igrejas protestantes históricas e pentecostais. Entretanto, enquanto que algumas delas insistem no aspecto liberal e desinteressado do dizimista, Macedo enfatiza que as ofertas e dízimos são a chave que abre os tesouros da graça e do poder divinos. Diz Macedo: Quando pagamos o dízimo a Deus, Ele fica na obrigação (porque prometeu) de cumprir a Sua palavra, repreendendo os espíritos devoradores que desgraçam a vida do ser humano, atuando nas doenças, acidentes, vícios, degradação social, e em todos os setores da atividade humana, os quais fazem o homem sofrer. Quando somos fiéis nos dízimos, além de nos vermos livres destes sofrimentos, passamos a gozar de toda a plenitude da Terra, tendo Deus ao nosso lado, nos abençoando em todas as coisas.91
Macedo revela falta de compreensão do relacionamento pactual entre Deus e o homem, quando afirma que Deus deseja ser nosso sócio, e que nesta sociedade, o que é nosso passa a ser de Deus (“nossa vida, nossa força, nosso dinheiro”), e o que é de Deus (“as bênçãos, a paz, a alegria, a felicidade”) passa a nos pertencer.92

Percebe-se ainda uma notável semelhança entre a IURD e a Igreja Católica medieval no que tange às tentativas de se obter a graça de Deus através de esforços humanos: naquela época, pela compra das indulgências; aqui, conforme o documento da AEVB, “a compra do sucesso através das intermináveis correntes de prosperidade que demandam do fiel que doe dinheiro em cada culto, sob pena de não alcançar a bênção”.93
83 Ibid., 130.
 84 Veja (06/12/1995) 75.
85 Ibid., 75.
86 Ibid., nosso grifo.
87 Como declarou o bispo Sergio von Helde a Veja, (01/11/1995) 53. 88 Macedo, Nos Passos de Jesus, 101-2 (nosso grifo).
89 Ibid., 102.
- 90 Ibid., 103.
 91 Ibid., 104. Cf. Veja (06/12/1995) 75.
92 Macedo, Nos Passos de Jesus, 109-110.
 93 Pronunciamento da Associação Evangélica Brasileira acerca da IURD, parágrafo 2.b.
Resposta:
1- Edir Macedo explica que não há relação direta entre oferta, cura e bençãos espirituais
 A verdade é que mesmo professando a fé cristã, ela ainda não estava liberta dos espíritos imundos, por causa de suas constantes preocupações a respeito do filho. Aceitara o Senhor Jesus como Salvador, recebera o batismo nas águas, era fiel no dízimo e nas ofertas; enfim, fazia tudo de acordo com a Bíblia. Seu coração, porém, ainda estava vazio do Senhor e cheio de ansiedade pelo filho viciado..
Embora o grau de fé seja o mesmo para alcançar qualquer tipo de benefício de Deus, as atitudes em relação àquilo que desejamos são diferentes. Jamais podemos, por exemplo, esperar receber a cura divina por causa das ofertas que regularmente damos na igreja; da mesma forma não podemos esperar a bênção financeira simplesmente porque temos tido fé para expulsar os demônios. Uma coisa é independente da outra, mesmo que a fé seja uma só. Tem que haver atitudes, pela fé, na direção exata daquilo que nós queremos. É a mesma coisa com respeito à oração: se queremos pão, então costumamos orar a Deus pedindo pão; se, por acaso, queremos a libertação de um ente querido, então a nossa oração tem que ser dirigida a Deus em função daquele ente querido. Nossas orações têm que ser específicas ou expressar exatamente o que nós realmente desejamos...
 c) Como receber a bênção espiritual:...A atitude de fé a ser tomada neste sentido é esforçar-se ao máximo na busca da presença de Deus, através de orações, jejuns, leitura da Sagrada Escritura e, sobretudo, pela participação regular nas reuniões, especialmente naquelas em que os cultos são feitos neste sentid(O poder sobrenatural da fé)
2- A universal enfatiza sim a contribuição para a causa do evangelho, e um dos textos citados acima confirma isto[citação 88]:
Assim, meu caro leitor, Deus é glorificado com as primícias de toda a nossa renda e os 90% com Ele valerão muito mais que os 100% sem a Sua proteção. Dar dízimos e ofertas significa realmente amar a Obra de Deus e estar preocupado em levá-la adiante: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.” Malaquias 3.10,11 (Nos passos de Jesus cap. 2)
 Foi exatamente por essa razão que Deus instituiu na Igreja os dízimos e as ofertas; para que, através deles, a Igreja utilize todos os meios de divulgação e proclame Jesus Cristo, o SalvadorO Espírito Santo nos fez compreender que o dinheiro na Sua Obra é o sangue da Igreja do Senhor Jesus Cristo, pois a sua utilização, através de um meio qualquer de divulgação, faz pessoas receberem a vida eterna dentro de um lar, hospital, presídio, etc.
(Nos passos de Jesus cap. 9, [citação 88 do artigo em questão sublinhada]
 Se o povo cristão do mundo inteiro olhasse com mais amor para os perdidos deste mundo, não regatearia dar o máximo de seu dinheiro para a Obra de Deus, e as máquinas de comunicação deste planeta não estariam, na sua maioria, nas mãos dos incrédulos...O dinheiro é fundamental na Obra de Deus. Ele é capaz de transformar o curso deste mundo, através da mensagem viva e poderosa do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. (Idem)
 Não posso entender o tipo de amor que tantos cristãos dizem ter para com o Senhor Jesus, enquanto estão sempre pensando em si mesmos. Eu creio que o egoísmo, o egocentrismo e a avareza nunca podem dominar aquele que realmente tem o Espírito de Deus! Não é cabível nem possível que uma pessoa que tem o Espírito do Senhor Jesus seja tão avarenta, tão egoísta! Quem tem o Espírito de Deus deve ter o mesmo caráter do Senhor Jesus, assim como quem tem o espírito do mundo tem o mesmo caráter do mundo. Ora, aquele que é de Deus e tem o Seu Santo Espírito, não apenas deseja, mas sobretudo quer e faz todo o possível para salvar almas, não apenas porque é sua primeira aspiração cristã, mas porque tem o mesmo Espírito, o mesmo caráter, a mesma vontade, o mesmo pensamento, o mesmo objetivo, e o mesmo amor que Jesus tinha; enfim, deve ser, ele mesmo, a mesma expressão de Jesus nesse mundo! Daí, tudo o que lhe é possível ofertar em prol daqueles que estão perdidos, tais como: orações, jejuns, trabalho evangelístico, ofertas financeiras, enfim, tudo, ele o fará porque ama as pessoas conforme Jesus as ama. (O perfeito sacrifício)
Ver também  o livro"O despertar da fé" p. 82
3- O que o documento chama de exploração do senso de culpa, abaixo, contradiz a afirmação que na Universal "está ausente o conceito bíblico de que os crentes devem contribuir para a causa do Evangelho". 
"Se o povo cristão do mundo inteiro olhasse com mais amor para os perdidos deste mundo, não regatearia dar o máximo de seu dinheiro para a Obra de Deus, e as máquinas de comunicação deste planeta não estariam, na sua maioria, nas mãos dos incrédulos. Imagine agora você, estudante da Bíblia, que traz em seu coração um ímpeto de fé para ganhar almas para Jesus, se lhe dessem condições de falar através de uma cadeia de rádio e televisão para todos os países do mundo, quantas almas você ganharia para o Senhor Jesus Cristo! Mas isso não é possível! E por que não? Simplesmente por que não há dinheiro suficiente para pagar esse tempo no rádio e na televisão. E se não existe dinheiro para esse grande investimento, isso se deve ao fato de que os cristãos não estão fazendo realmente o máximo que podem,... (Filipenses 4.13)." (Idem)
 4- A oferta, ofertante e santidade
Para se ter uma ideia melhor sobre a santidade da oferta, é preciso entender que ela não pode ser oferecida por qualquer pessoa. Nem todos têm o direito de oferecer ofertas a Deus, já que elas são-instrumento de comunhão. No caso da pessoa não ser cristã, e por isso mesmo não ter sido lavada no sangue do Senhor Jesus, não lhe é dado o direito de entrar na presença de Deus. Essa pessoa primeiramente precisa estar em condições de santidade para chegar-se diante do Altíssimo. Tem que ter a sua vida pautada pela Palavra d'Aquele que deu a Sua vida por ela. Se a sua condição é pecaminosa, então a sua oferta não é aceita diante de Deus. O Senhor Jesus ensinou isso a Seus discípulos quando disse: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro recon-ciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." Mateus 5.23  (O perfeito sacrifício)
"Mas ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas." Lucas 11.42 Dando o dízimo das ervas mais insignificantes, os fariseus tentavam manter a aparência de bons religiosos. Além de não contribuírem segundo o costume de Israel, eram, na realidade, formais, frios e hipócritas. Nessa passagem bíblica, o Senhor está Se referindo à importância da prática do dízimo, costume natural na Sua época, e também à necessidade da prática da justiça e do amor de Deus. Em outras palavras, estava afirmando que de nada adiantava dar o dízimo e ao mesmo tempo nutrir ressentimentos e ódio contra alguém. É dever do cristão verdadeiro cumprir as suas obrigações para com Deus, ser fiel dizimista, e também amar ao seu próximo como a si mesmo. O fato é que a prática de dar o dízimo é o reconhecimento do senhorio de Deus sobre todas as coisas. Quando alguém dá o seu dízimo na Igreja, na verdade está considerando que Deus é o Senhor, não só da sua vida, mas de tudo o que ela produz.  (O perfeito sacrifício)

5- Quanto a questão de se ofertar e dizimar sem nada esperar em troca, a própria bíblia dá esta ênfase em outros textos:
Pv 3:9  Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda;
10  e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares

Ml 3:10  Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.
2 Co 9:7  Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.
8  Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,
9  como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.
10  Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça,
11  enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.

A própria bíblia utiliza do benefício como argumento de que é bom servir a Deus:
Sl 34:8  Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.
9  Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem.
10  Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará.
 Salienta Macedo:
O dinheiro é tão importante na Obra de Deus que Ele nos dá condições de prová-Lo exclusivamente na parte financeira. A única vez em todas as Escrituras que Ele nos convida a prová-Lo é exatamente no que diz respeito ao dinheiro (Malaquias 3.10). Todo o povo deveria sentir vontade de ser abençoado financeiramente, para provar a generosidade divina e verificar em sua vida que Deus é realmente o dono de todo o ouro e toda prata que existem na face da Terra, conforme está escrito: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ageu 2.8). (Idem)

6- Sobre a questão da sociedade com Deus, da relação pactual de Deus com o Homem, Macedo explica no mesmo trecho, o que ele chama de sociedade, sem negar que Deus é dono de todas as coisas. Macedo na verdade disse que na PRÁTICA ao nos convertermos o dinheiro para a ser utilizado em função das coisas de Deus, como já citado acima:
"Deus é Dono de Tudo
 Para esclarecermos mais ainda acerca do dízimo, tomemos o seguinte exemplo: no interior brasileiro, quando alguém tem um pedaço de terra sem cultivo, costuma arrendá‑lo para outra pessoa, fazendo um tipo de acordo: o
arrendatário se obriga a limpar a terra, sulcá‑la, matar as formigas e os insetos nocivos, semeá-la e cuidar até a colheita final do fruto. Após a colheita, o arrendatário tem a obrigação de pagar ao dono da terra parte daquilo que colheu, de acordo com o contrato firmado entre ambos, que é quase sempre 50% de sua produção.
 Muito bem. Assim se age no interior do nosso país e ninguém reclama ou briga por isso. O proprietário da terra nada faz a não ser esperar o lucro líquido, garantido, que virá a seu tempo.
 Pensando bem, quando Deus requer 10% daquilo que recebemos como fruto do nosso trabalho, Ele está querendo pouco do muito que nos dá. A nossa vida, nossa inteligência, nossa energia, a terra, a chuva, o sol, enfim, tudo o que existe no mundo, bem como no céu, pertence a Ele e não passamos de meros administradores daquilo que é Seu"
(Vida com abundância)
Uma das maiores revelações dadas ao homem é que Deus deseja ser seu sócioEle precisa do homem, para lhe dar oportunidade de participar de Suas bênçãos e ajudá-Lo a transmitir a todas as pessoas a Sua Palavra. Quando Deus criou o homem, o fez à Sua imagem e semelhança, a fim de que este viesse a manter comunhão com Ele. Assim como fez alianças com Adão, Moisés, Abraão, Isaque e Jacó, também quer fazer conosco. As bases da nossa sociedade com Deus são as seguintes: o que nos pertence (nossa vida, nossa força, nosso dinheiro) passa a pertencer a Deus; o que é d’Ele (as bênçãos, a paz, a felicidade, a alegria e tudo de bom) passa a nos pertencer. Passamos a ser participantes de tudo o que é de Deus. A Bíblia diz que somos co-herdeiros de Cristo e herdeiros de Deus: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus.” (Gálatas 4.7). Uma das coisas que mais me impressionam é o interesse de Deus pelo ser humano. Em toda a Bíblia encontramos convites de Deus para o homem, desejando manter comunhão com este, para fazê-lo feliz. Deus tem determinado a Sua bênção para todos que O invocam em espírito e em verdade. Quando somos Seus aliados, ficamos compromissados com Ele e Ele conosco. Pertencemo-nos um ao outro e caminhamos juntos, da mesma maneira pela qual Deus agia com Adão e Eva, antes de desobedecerem, dando lhes abundância de vida e  comungando diariamente com eles. As bênçãos decorrentes dos dízimos são ilimitadas, isto é, não têm fim. O dizimista fiel está sempre  recebendo bênçãos, e não somente financeiras, mas também físicas e espirituais. O dízimo abençoa a pessoa em toda a sua plenitude, porque foi e é parte da própria criação de Deus. (Idem,cap. 9)
 "... Deus é realmente o dono de todo o ouro e toda prata que existem na face da Terra, conforme está escrito: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ageu 2.8). (Idem cap. 9)

7- A universal enfatiza a fé como moeda de troca com Deus: 
"Quando pedimos algo a Deus, Ele não nos atende por causa do nosso choro, das nossas necessidades ou das nossas dores. Ele age conforme a nossa fé, que é a única “moeda de troca” com Deus..."Vejamos: Deus promete abrir as janelas do Céu e derramar bênçãos sem medida sobre todos os dizimistas e ofertantes. Para isso é preciso manifestar a fé sacrificial, pagando o dízimo e dando ofertas. Portanto, as riquezas econômicas vindas de Deus exigem o sacrifício financeiro, que é material." (Somos todos filhos de Deus?, cap.22)
 "Deus sempre está nos provando. Quando, às vezes, permite que passemos por tabulações financeiras, Seu intuito é verificar as atitudes que tomamos. Se apelamos de imediato para a fé, a solução vem ao nosso encontro, para a Sua inteira glória. Se, porém, apelamos para nossas próprias condições, ficamos irritados e nos decepcionamos com Deus por não termos dinheiro para resolver todos os nossos problemas. Mas, na verdade, a provisão em Cristo Jesus, pela fé, é suficiente para suprir todas as nossas necessidades...(O poder sobrenatural da fé)
8- Qualidade e quantidade
 Esse exemplo da viúva retrata exatamente o sentido do sacrifício, pois ela, apesar da sua pobreza, deu tudo quanto possuía; todo o seu sustento! Ainda que sua oferta não expressasse um valor substancial, mesmo assim, diante dos olhos de Deus, somava muito mais do que todas as outras juntas. Essa oferta engloba o aspecto material (as moedas) e o espiritual (a fé). Em um primeiro momento ela manifestou uma fé viva em Deus, pois acreditava que Ele lhe devolveria multiplicado; em seguida, deu tudo o que possuía. Ela não teria dado todo o seu sustento se não estivesse absolutamente convicta de que seria abençoada. Podemos concluir o seguinte: quantidade nem sempre exprime qualidade. A qualidade da fé de cada um é medida pela qualidade do sacrifício, e a qualidade do sacrifício exprime a qualidade da fé. E isso o que agrada a Deus. Não importa o tamanho da fé, mas sim que ela seja pura, fundamentada na Palavra de Deus e sem um mínimo de dúvida. Isso é fé viva e total. (O perfeito sacrifício)

9- Macedo responde aos que o acusam de explorador:
Desculpe, mas quando se trata de coleta de doações, o senhor sempre teve um conceito popular bastante questionável...
Não precisa se desculpar. Diga o que você quiser. O que você quer falar? Que acha o bispo Macedo um ladrão, um enganador, que ilude as pessoas? Pode perguntar. ...
 o ponto é que o senhor sempre foi acusado de explorar os miseráveis. Como o senhor reage a essas afirmações?
É questão de raciocínio. Se uma pessoa vem à igreja e é explorada, não recebe nenhum beneficio, ela nunca mais volta. Ou voltaria para ser explorada novamente? Claro que não. A Igreja Universal começou com poucas pessoas. As que estão conosco até hoje é porque têm sido beneficiadas. Somos acusados de exploração da boa-fé por puro preconceito. Por inveja do sucesso da igreja e do meu trabalho como pregador. Trabalho que gera resultado na vida das pessoas. Analise a história de quem está na igreja. A maioria entrou falida, sem nada, fracassada na vida econômica, e hoje são empresários bem-sucedidos, donos de negócios lucrativos, carros, casas, bens que não acabam mais. E o mais importante: tiveram a família reconstruída, a felicidade de volta. Pergunte a elas, não a mim. Eu sou o explorador? A igreja cresce porque o povo é beneficiado. As pessoas que mais focamos são as fracassadas. E por quê? Porque o Deus em que cremos é um Deus vivo.(O bispo.A história revelada de Edir Macedo) 
*Um ponto que se questiona  na Universal é quantas vezes se pede ofertas!!! Já presenciei um culto em que se pediu em 5 momentos ofertas e dizimo: dentre eles oferta para jornal, etc.


4.2.7. Uso de objetos ungidos
A prática pastoral da IURD, em muitos aspectos, também justifica nossa preocupação com a sua descaracterização como igreja cristã. Algumas destas práticas foram descritas pela AEVB como se segue: O uso dos elementos mágicos dos cultos e das superstições populares do Brasil, entre eles o sal grosso (para afastar maus espíritos), a rosa ungida (usada nos despachos e nas oferendas a Iemanjá), a água fluidificada (usada por credos espiritualistas a fim de trazer a influência espiritual para o corpo humano), fitas e pulseiras (semelhantes na sua designação às fitas do chamado Senhor do Bonfim), o ramo de arruda (usado para afastar coisas más) e uma quantidade enorme de apetrechos aos quais se em presta [sic] supostos valores espirituais que podem ser passados por seus usuários.94

Estes objetos mencionados acima (e outros) são empregados pela IURD em sua “batalha espiritual” contra os demônios, dentro da sua convicção de que todos os males existentes no mundo são por eles produzidos. Teoricamente, a IURD não parece crer que exista qualquer poder intrínseco nos mesmos; estes objetos são vistos como “pontos de contato” que têm como alvo “despertar a fé” das pessoas.95

Mas na sua praxis litúrgica, a idéia é outra: Muitas pessoas dizem que a angústia e brigas em casa são coisas da época que vivemos. Isso é falso. São coisas resultantes da presença dos demônios. As vezes querem ir à Igreja, mas na hora de ir perdem a coragem ou acontece alguma coisa. Tudo o que impede as pessoas de ir à igreja é demônio. Venha, vamos ungir o seu pé direito e desamarrar a sua vida.96 Participe da campanha da arruda contra os maus espíritos na última sexta feira do mês. Temos a oração de descarrego com arruda, uma oração forte, muito forte, para a sua vida.97 Venha receber o pão da cura, o pão da bênção, o pão do Espírito. Leve um pedaço de pão para um doente. Ele vai ser curado!98 Venha à Igreja Universal receber uma fita para colocar no seu braço. Você que hoje está com uma fita vermelha venha na próxima semana receber uma fita azul, em que está escrito: persegui os meus inimigos e só voltei depois que os esmaguei. Venha, pois no domingo você vai receber a fita azul, em todas as igrejas Universal. Largue a fita do Senhor do Bonfim, dos santinhos, e venha receber a nossa fita azul, da cor do céu.99

A IURD não somente emprega práticas pagãs supersticiosas; usa também a nomenclatura do baixo espiritismo para se referir às entidades espirituais malignas. Enquanto que as Escrituras silenciam quanto aos nomes dos demônios, mencionando apenas por nome o líder deles, Satanás, a IURD se utiliza da nomenclatura afro-brasileira dos deuses da Umbanda para dirigir-se aos demônios, identificá-los e eventualmente expulsá-los. “Tranca ruas”, “pomba gira”, “exús”, “caboclos”, “preto velho”, etc., são nomes normalmente empregados nos cultos de libertação. Contrariando o ensino bíblico do culto ao Deus vivo em espírito e verdade, e introduzindo elementos, nomenclatura e conceitos pagãos na sua liturgia, a
 praxis da IURD representa uma desfiguração e deformação do culto evangélico, terminando por praticar de outra forma a superstição e a ignorância religiosa que condena no catolicismo e espiritismo brasileiros.

94 Ibid., grifo nosso.
95 Cf. Manual do Obreiro: Estatuto e Regimento Interno da Igreja Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro: Gráfica Universal, s/d) 65-68.
96 Rádio Morada do Sol, 23/06/1995, programa “Portas Abertas”, pastor Landa. Essa citação, e as que se seguem, estão mencionadas em Campos, “‟Teatro‟, „Templo‟ e „Mercado‟, 68.
97 Rádio São Paulo, 29/09/1994.
98 Ibid., 19/12/1995.
99 Televisão Record, bispo Gonçalves, programa “Despertar da Fé”, 31/08/1995.
Resposta:
1- Paulo usava em suas cartas parte do vocabulário dos gnósticos e religiões de mistério afim de combater seus ensinos (pleroma [plenitude], stoicheia [rudimentos]), "mistério".
Em especial destaca-se que ao referir aos demônios como "principados", "potestades", "dominadores", hostes espirituais da maldade" ele utiliza também a linguagem pagã!
"Ao declarar que a guerra do crente não se trava contra a carne e o sangue, mas contra as forças espirituais cósmicas, o autor está empregando a mesma mitologia cósmica que usara anteriormente (1:21; 3:10), a qual se encontra em outras passagens do NT (Romanos 8:38. Gl 4:3) (Novo Comentário Bíblico Contemporâneo- Efésios, Colossenses, Filemom. Ed. Vida, 1995, p. 275,276)

2- Paulo usava práticas pagãs supersticiosas?
"Paulo, não podendo visitar as igrejas da Ásia, enviou os seus objetos de uso pessoal e também lenços que ele mantinha em seu uso próprio. O que aconteceu? Todos os enfermos e perturbados, ao tocarem aqueles objetos de Paulo, imediatamente foram sarados e libertos...Será que Paulo estava mistificando a Obra de Deus ou que queria apresentar um Cristo Vivo e ativo para todos os que O invocam em espírito e em verdade, através da liberação da fé dos doentes, por intermédio dos seus objetos de uso pessoal?... (O despertar da fé, p. 49)
"At 19:11  E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários,
12  a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam"
(O despertar da fé, p. 51)
3- Seriam Moisés, Elizeu  e Jesus também animistas e místicos?

2 Reis 2:21  Então, saiu ele ao manancial das águas e deitou sal nele; e disse: Assim diz o SENHOR: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte nem esterilidade.
2 Reis 4:41  Porém ele disse: Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira de comer para o povo. E já não havia mal nenhum na panela.
2 Reis 5:10  Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo.
2 Reis 4:29  Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino.
2 Reis 4:31  Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou.
2 Reis 4:34  Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu.

Êxodo 15:25  Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou,
João 9:6  Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego
Marcos 7:33  Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva;
Marcos 8:23  Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
etc.

4- Não é verdade que "as Escrituras silenciam quanto aos nomes dos demônios, mencionando apenas por nome o líder deles, Satanás"

Lucas 8:30  Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios.
Os maus espíritos são mentirosos. Mas isso não significa que eles nunca dizem a verdade. Na Bíblia, Jesus perguntou aos demônios por uma informação e eles Lhe responderam em obediência. Como regra, sempre que os espíritos manifestados falam, precisamos usar o dom de discernimento para distinguir o que é verdade e o que é mentira. Não quero, de forma alguma, que pensem que os espíritos manifestados devem ser tratados com algum tipo de respeito, mas é fato que, às vezes, quando Jesus expulsava os demônios, Ele permitia que falassem. No caso do homem na região dos gerasenos, Jesus  perguntou ao demônio por seu nome (veja Marcos 5.1-20). Quando os demônios responderam, a Bíblia registra a resposta deles e Jesus não a contesta - significando que era de fato o nome do grupo de demônios.
Outras vezes Jesus mandou que os demônios ficassem em silêncio, não porque eles estivessem mentindo, mas porque estavam declarando a verdade no momento em que Jesus não queria que Sua identidade real se tornasse pública. Em Marcos, é dito: ―Também os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e exclamavam: Tu és o Filho de Deus! Mas Jesus lhes advertia severamente que o não expusessem à publicidade‖ (Marcos 3.11,12). Então, quando digo que aprendemos na prática como os demônios agem, você deve entender que de fato é possível obter informações verdadeiras dos maus espíritos (Crentes Possessos, p. 50-51)

5- Será então que “Tranca ruas”, “pomba gira”, “exús”, “caboclos”, “preto velho não são demônios??  Leia "Crentes possessos, p. 90"

6- Edir explica:
"Oramos com toda a fé sobre o elemento, pedindo a Deus que aqueles que se alimentarem da comida feita com o sal sejam poderosamente libertos de todos os vícios, enfermidades, etc....(O despertar da fé, p. 51)
Teria o Senhor Jesus necessidade de cuspir no chão, fazer lodo, sujar a vista do cego e ainda mandá-lo se lavar em um tanque tão distante? Por que Ele não o curou da mesma forma como curou o paralítico, apenas usando a palavra? Por que teve o cego de andar, tateando até o tanque de Siloé? Não seria um grande sacrifício para ele? Na verdade, o Senhor Jesus não ignorava nada disso, porém Ele nunca disse uma palavra ou deu alguma ordem que não tivesse um fundamento. Para se processar a cura daquele homem, tinha que haver um desprendimento da sua própria fé. Isso foi sendo realizado paulatinamente, à medida que ele caminhava em direção ao tanque, em obediência à palavra recebida. Esse é o segredo da fé positiva.
Não foi a saliva do Senhor que curou o cego, nem o lodo, e muito menos a água do tanque de Siloé; mas a confiança depositada no conselho do Senhor, somada à sua atitude em relação a ela. A Bíblia está repleta de símbolos, com o intuito de despertar a fé das pessoas. Da mesma forma pela qual a bandeira de uma nação traz um despertamento patriótico em seus cidadãos, também os símbolos bíblicos desprendem a fé forte e imensurável das pessoas, a fim de que elas venham a ser co-participantes da construção do Reino de Deus neste mundo, para que a glória do Filho de Deus se manifeste em toda a Terra. O Senhor Jesus tomou o pão e o vinho e os fez símbolos da Sua carne e do Seu sangue na Santa Ceia.
Da mesma forma, utilizamos elementos simples tais quais a água, o azeite de oliva, o sal, etc., para despertar a fé de todos, de acordo com as suas necessidades. É o caso, por exemplo, das pessoas que são ungidas com o óleo santo no local das enfermidades. O que, às vezes, uma oração não consegue realizar, uma simples unção consegue. Por quê? Simplesmente porque na oração são usadas apenas palavras, que muitas vezes perdem o objetivo, pois nem sempre a pessoa necessitada está atenta às expressões de fé. No caso de uma unção com óleo, não! A pessoa vê e sente o toque do óleo e, daí, a fé se solta e a pessoa é instantaneamente curada. Quando não acontece na hora, ainda assim a pessoa acredita que a raiz da enfermidade já foi eliminada e que os sintomas desaparecerão, dentro de um brevíssimo espaço de tempo, o que realmente tem acontecido. Por isso, milhares e milhares de pessoas têm sido curadas e libertas dos mais variados males e, às vezes, sem participação alguma do ministro de Deus, pois elas mesmas fazem suas próprias unções, em seus lares, com o óleo consagrado recebido gratuitamente na igreja. Significa que o poder da fé em Deus não está restrito dentro da igreja, mas está em qualquer lugar, bastando haver algum elemento físico capaz de despertar a fé que cada um tem dentro de si. (O poder sobrenatural da fé)
Se formos buscar algum versículo bíblico que se encaixe perfeitamente nessa técnica de desprendimento de fé, não acharemos. Nem o próprio Senhor Jesus encontrou base nas Escrituras para curar através de saliva e lodo. Ainda que não encontremos algum texto explícito para corroborar essa técnica de despertamento de fé, ela não contraria a Bíblia, até porque o Senhor Jesus disse: "Pois quem não é contra nós é por nós." (Marcos 9.40).
Não é, portanto, de forma alguma, um ensinamento anti-bíblico. Podemos considerá-lo extra-bíblico, isto é, não está exatamente escrito na Bíblia. Entretanto, não ofende, em hipótese alguma, quaisquer dos seus princípios. Pelo contrário, induz as pessoas a acreditarem mais nas suas verdades, pois desprendendo a fé simples, tornam-se descomplicadas e cheias de vida. Um elemento tão despertador de fé quanto o óleo ungido é o sal ungido. O Senhor Jesus afirmou que nós, os Seus seguidores, somos o sal da terra e que, se porventura, fôssemos insípidos, para nada mais prestaríamos, senão para sermos lançados fora (Mateus 5.13). É claro que o Senhor Se utilizou de um símbolo para nos ensinar uma grande verdade. Da mesma forma pela qual o sal é o elemento que dá o real sabor à comida, também nós, os cristãos, devemos ser, para dar ao mundo um verdadeiro testemunho da vida cristã. As pessoas devem sentir, através da nossa comunhão com o Senhor, o sabor da vida que Deus tem preparado para aqueles que obedecem à Sua Palavra. Não podemos, portanto, ficar proibidos de utilizar o mesmo símbolo para desprender a fé daqueles que têm sido afligidos por causa de um vício qualquer.
Vejamos o exemplo de uma pessoa cujo filho é viciado em drogas. Para ele, é uma verdadeira "caretice" ir à igreja para receber a oração da fé. O pai ou a mãe, então, fervorosamente, leva uma quantidade suficiente de sal já consagrado, e prepara o alimento daquele filho com o sal ungido. A sua fé, então, é liberada em favor do seu filho e, conseqüentemente, há libertação, pois Deus honra a fé pura e simples. Um gesto de fé produz um efeito extraordinário, a ponto de desafiar a própria ciência. O apóstolo Paulo sabia da eficácia do uso dos símbolos como elementos estimuladores da fé. "E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam." Atos 19.11-12
Ora, com que direito o apóstolo se utilizava de objetos de uso pessoal para fazer milagres? A verdade é que ele também tinha conhecimento de que a fé daquelas pessoas aflitas,doentes e perturbadas precisava ser despertada. Como confiavam no seu ministério, bastava apenas Paulo enviar objetos pessoais, para aquelas criaturas desprenderem a fé já existente, acontecendo os milagres. Seriam os objetos de Paulo a razão da cura daquelas pessoas? Ou a fé no Cristo que Paulo pregava? Certamente que elas foram beneficiadas no estímulo à fé, mas a cura veio de Deus, conforme Atos 19.11 (O poder sobrenatural da fé)
7- Pontos de contato tem poder em si?
O que são pontos de contato?
 Pontos de contato são elementos usados para despertar a fé das pessoas, de modo que elas tenham acesso a uma resposta de Deus para seus anseios. Muitas pessoas têm dificuldade para colocar sua fé em prática; por isso, precisam de pontos de contato,
que podem ser o óleo ungido, a água, a rosa e outros elementos. Esses objetos não têm poderes em si mesmos, mas despertam o coração e as mentes das pessoas para a realidade de que o Senhor está presente para abençoá-las. Quando elas amadurecem espiritu­almente, tendem a não depender tanto dos pontos de contato quanto no início de sua caminhada cristã. Entendem que o poder está no Senhor Jesus Cristo e na ação do Seu Espírito
(Doutrinas da Igreja Universal 2)


4.2.8. Expulsão de demônios como principal ministério
Uma outra corrupção prática da IURD decorre da sua doutrina fundamental de que todos os males que acometem as pessoas, a sociedade, a igreja, e os cristãos individualmente, são produzidos diretamente por demônios, os quais se instalam nas vidas dessas pessoas (crentes ou descrentes) e nas estruturas sociais, políticas e econômicas.100
 Em decorrência, para a IURD, a estratégia principal da Igreja para ajudar as pessoas é sempre confrontar e expelir essas entidades malignas. Esta visão do mundo e da missão da Igreja é uma característica distintiva da IURD, e de outras igrejas que adotam a “batalha espiritual”. No pensamento da IURD, em sua ação pastoral, missionária e evangelística, a Igreja deve sempre empregar o método de expulsão de demônios para libertar as pessoas e a sociedade destes males.

Concordamos com D. Powlison, em sua crítica ao movimento de “batalha espiritual”, ao afirmar que o que está por detrás dos ministérios de libertação individual é a crença equivocada de que “os demônios do pecado residem dentro do coração humano”.101 A característica principal dos modernos movimentos de “libertação”, entre eles a IURD, é a expulsão de demônios, o que caracteriza uma profunda distorção do ensino bíblico sobre a prática pastoral.

O livro de Macedo, Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios se propõe a esclarecer este “ministério”, ensinando inclusive, como se deve agir na “missão de ajudar as pessoas a se libertarem”.102
100 Por exemplo, Macedo considera a Rede Globo de Televisão como “a própria encarnação do diabo”, cf. Veja (06/12/95) 74-75.
101 David Powlison, Power Encounters (Grand Rapids: Baker Books, 1995) 29.
102 Edir Macedo, Orixás, Caboclos & Guias: Deuses ou Demônios?, 170.
Resposta:
1-A Universal não ensina que todos os males são causados diretamente por demônios, como já visto acima. Ensina que a queda trouxe vários males, mas que também além do fator natural muitas vezes existe o fator sobrenatural, os espíritos imundos

2- Além disso a Universal ensina também que mesmo pessoas possessas podem ser libertas sem a intervenção de outrém:
"Eu mesmo era possuído pelos encostos. Mas, no dia em que tomei conhecimento da Salvação pela fé exclusiva no Senhor Jesus, imediatamente entreguei-Lhe minha vida, com todas as minhas forças, e comecei a colocar em prática a Sua Palavra. Minha vida se transformou. Desde então, toda a ação do inferno em minha vida foi neutralizada. Nem mesmo houve necessidade de alguém expelir demônios do meu corpo! O conhecimento da Verdade me libertou das forças do mal. Atualmente, gozo da presença do Espírito do Senhor Jesus, da Sua paz e da certeza da Salvação de minha alma. Hoje, nem todos os componentes do inferno juntos têm poder para me subjugar ou possuir, porque tenho como Senhor um Deus Todo-Poderoso que me sustenta e me guarda. Mas o mesmo não acontece com todos, pois nem todos estão dispostos a render-se de corpo, alma e espírito ao Senhor Jesus! " (Somos todos filhos de Deus? cap. 4)
3- A ênfase no ministério de libertação da igreja universal, apesar da sua polêmica,  não faz dela uma seita, até porque, os outros pontos como evangelização, ação social e pregação da Palavra faz parte da agenda desta igreja. Vale enfatizar também que ela defende todos os pontos fundamentais da fé cristã.


5. RELAÇÕES ENTRE A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL E A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS
À luz da sua pesquisa acima, a Comissão Permanente de Doutrina entende que existem elementos evangélicos suficientes na pregação da IURD para que as pessoas ali sejam genuinamente convertidas pela ação do Espírito Santo, através da verdade do Evangelho; mas que existem crenças e práticas, de tal forma contrárias ao Evangelho de Cristo, que a IURD não pode ser considerada senão como uma igreja desfigurada; e que a mensagem ali pregada, apesar de afirmar pontos centrais, acaba por ser uma caricatura do Evangelho de Cristo. E que, em que pesem os testemunhos de pessoas transformadas e a divulgação do nome de Cristo no Brasil, a atuação da IURD tem muito mais contribuído para disseminar um evangelho desfigurado, trazendo assim um desserviço ao avanço do verdadeiro Reino de Deus no Brasil.
Atendendo à determinação da Comissão Executiva, a Comissão Permanente de Doutrina vem agora, à luz da conclusão acima, oferecer sugestões sobre  como concílios, pastores e membros da Igreja Presbiteriana devem proceder em situações potencialmente difíceis que envolvam um relacionamento com a IURD.

5.1. Recepção de pessoas egressas da IURD A Comissão Permanente de Doutrina recomenda que tais pessoas sejam recebidas como membros comungantes somente após um período de instrução bíblica e na fé reformada por parte dos conselhos, cuidando, em particular, que elas sejam corrigidas quanto às distorções doutrinárias e práticas da IURD aqui expostas e criticadas (1 Timóteo 4.1-2; 2 Timóteo 2.25-26). Recomenda ainda que essas pessoas sejam recebidas por pública profissão de fé e batismo, e que as perguntas do Manual de Culto da Igreja Presbiteriana do Brasil para esta ocasião sejam devidamente respondidas.
5.2. Cargos de liderança em igrejas da IPB por pessoas egressas da IURD A Comissão Permanente de Doutrina recomenda que estas pessoas, após recebidas como membros comungantes, sejam ainda observadas pelos conselhos pelo período de um ano, no mínimo, conforme prescreve a CI-IPB, se forem candidatas a cargos de oficialato (1 Timóteo 3.1-13; ver especialmente vv. 6-7). Quanto a cargos de liderança em geral (como por exemplo, presidentes de organizações internas, ou professores de ED) recomenda-se que, mesmo não sendo artigo constitucional, o mesmo prazo seja observado, com o objetivo de permitir a plena assimilação por parte dessas pessoas, das doutrinas e práticas da IPB.
5.3. Freqüência às reuniões da IURD por membros da IPB A Comissão Permanente de Doutrina recomenda que, com o objetivo de evitar que os membros das igrejas presbiterianas sejam expostos às doutrinas e práticas contrárias à fé reformada, os conselhos e pastores instruam-nos e recomendem-lhes que participem efetivamente dos cultos e atividades das suas igrejas locais, e que evitem participação nas reuniões da IURD. O mesmo cuidado é recomendado com relação aos programas veiculados pela IURD através da mídia.
5.4. Participação de pastores da IPB em eventos, em conjunto com pastores da IURD Embora reconhecendo que pronunciamentos individuais de pastores e membros da IPB, bem como seus envolvimentos particulares ou públicos com outros grupos religiosos, não representam uma posição da IPB quanto a esses grupos, a Comissão Permanente de Doutrina recomenda aos concílios que orientem seus pastores a que não promovam e nem se envolvam em eventos que exijam sua participação com pastores e obreiros da IURD, com o fim de evitar, perante o grande público brasileiro e os membros das igrejas evangélicas, qualquer idéia de comprometimento por parte dos presbiterianos com a credenda e a agenda iurdiana.
 5.5. Adoção de usos, costumes, e métodos da IURD por parte de igrejas e organizações da IPB A Comissão Permanente de Doutrina recomenda expressamente que não se adote nas igrejas presbiterianas a prática iurdiana de usar apetrechos e objetos cúlticos sob o pretexto de estimular a fé, ou de que tenham em si qualquer poder espiritual, como copos d‟água, fitas coloridas, ramos de arruda e sal grosso, entre outros. Essa recomendação tem em vista, não somente os cultos públicos, como também reuniões nos lares e outras reuniões das igrejas. Recomenda que não se adotem calendários litúrgicos onde figurem reuniões de libertação, correntes de oração para prosperidade, e demais costumes e métodos empregados pela IURD, visto que são contrários ao ensino bíblico e à fé reformada. Recomenda ainda que não se adotem por parte das igrejas, concílios e organizações da IPB, métodos de crescimento de igreja inspirados na cosmovisão, liturgia e metodologia da IURD. Que adotem, ao contrário, uma metodologia estratégica de evangelização e missões que seja fruto da reflexão bíblica, e não da emulação que se deixa impressionar com o aspecto externo do crescimento das igrejas neopentecostais


Comentário Final
Como foi provado acima esta análise da unviersal pode ser resumida da seguinte forma:

1-Foi feita uma análise superficial das fontes consultadas, de maneira que muitas vezes o que era contestado se achava nas mesmas fontes citadas.

2- O número de fontes consultadas foi muito pequeno

3- A análise se mostrou contraditória em vários pontos 
De modo que o que foi feito na verdade, foi uma CARICATURA da Igreja Universal do Reino de Deus, DESFIGURANDO o que ela realmente é.

4- Não mostraram os critérios para se identificar uma seita

5- Os pontos mais relevantes em relação a Universal e que nem foram citados seriam:

  • hiper exposição de pessoas endemoniadas.
  • defesa do aborto (ver anexo)
  • excesso de pedidos de dinheiro no culto
6-Em relação a Teologia da Prosperidade, a comissão que fez o documento contra a Universal parece desconhecer o que é Teologia da Prosperidade. Um dos livros por ela recomendado, que denunica os abusos da dessa teologia  diz:
"A Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo, possui alguns respingos do movimento da fé. A ênfase sobre a prosperidade financeira é bastante acentuada" (Super Crentes p. 21) (veja AnexoABAIXO)
de maneira irresponsável, a igreja presbiteriana considerou a Igreja Verbo da Vida como seita


Anexo
1- Como se identifica uma seita
2-Aborto
3- Teologia da Prosperidade


1- Como se identifica uma seita
http://averacidadedafecrista.blogspot.com.br/2015/09/como-identificar-uma-seita-o-que-e-seita.html
2-Aborto 

3- Teologia da Prosperidade (TEOLOGIA DA CONFISSÃO POSITIVA) LINK http://averacidadedafecrista.blogspot.com.br/2015/08/mitos-e-verdades-sobre-teologia-da.html

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